
Gente!! É um menino, é um meninooo! O filho que nossa amiga Momo Maiden está esperando é um meninãaaooo!!
Ueeeeeeeeeeeee
Que venha 2010 e o nosso herdeiro.
Mimo Wildner

Pelo menos ainda. Sim, depois de alguns verões e poucos invernos estou de volta, não sei por quanto tempo, ou em qual periodicidade, mas estou neste texto e é o que importa.
Texto que nem se quer tem um foco, apenas resolvi discorrer sobre tantas coisas que vêm me consumindo nos últimos dias. Quando a nossa mãe de primeira viagem Momo Maiden dizia que estava cansada dessa vida e que preferia a vida doméstica eu sempre julgava e não conseguia compreender tal pensamento. Hoje eu compreendo, e por muitas vezes me pego pensando que eu deveria pensar nisso também.
Engraçado como a gente muda tão rápido de estilo de vida, antes uma adolescente descompromissada, que trabalhava meio período vivia numa cidade pacata com, mais ou menos, 5 mil, habitantes, e estudava a noite. Logo depois veio a responsabilidade de morar fora de casa numa cidade maior, ter que trabalhar período integral e fazer faculdade a noite. Mas nesse período eu ainda era feliz e não sabia. Agora eu realmente sinto o peso de ter passado a fase de “oba oba”, trabalho convencional, mais uns trabalhos paralelos para conseguir se manter e projetar quem sabe um plano futuro, mais participação em entidades, grupos de amigos daqui, dali... família do pai, da mãe e as vezes do namorado. Enfim, de tudo um pouco no pouco de tudo.
Talvez o meu problema seja a organização do tempo? Uhm... já pensei nisso e me organizo para fazer tal coisa e tal dia, e mesmo que adentre a madrugada eu faço. Mas, também não consigo me privar dos poucos momentos de decidir, do nada, fazer nada. É incrível e agora eu posso perceber, tentar ser gente grande estressa, cansa e por muitas vezes destrói qualquer resquício de bom humor e alegria!
Mimo Wildner
| Assinale: |

Poucas vezes senti vergonha de ser riossulense. Mas sexta-feira, 20 de novembro, toda a vergonha que nunca havia sentido sobrepôs o orgulho de nascer nessa cidade. No último dia do CONJOR, evento realizado pelas turmas de Jornalismo da Unidavi, Carlos Castilho e Leonardo Correa, tentaram, sem sucesso, falar ao público durante uma mesa redonda. Eis que tudo começou muitíssimo bem, apesar do atraso. Carlos Castilho deu show cada vez que assumia a palavra e falava sobre jornalismo digital.
Não sei se por falta de organização - não estou aqui criticando os alunos, que no mínimo merecem respeito por “peitar” um evento tão grande - ou se a falta de educação da população é tão grande, mas no meio da mesa redonda a povo interessado em assistir o “grande” Caco Barcellos começou a chegar e fazer muito barulho. A conversa era tamanha que em alguns momentos nem sequer conseguia ouvir o que falavam ao microfone. Isso porque estava na 4ª fileira, imagine então os que sentavam mais atrás.
Para completar o show o reitor da universidade e o prefeito chegaram conversando no corredor principal como se nada estivesse acontecendo. Nosso prefeito mais parecia uma miss ao ganhar um título. Só faltou mesmo jogar beijos, pois até abanar o dito cujo abanou. Ao findar, em meio a conversas descontroladas, visivelmente inconformados os dois jornalistas deram lugar ao rei da noite. Para anunciar Barcellos chamaram então o reitor que fechou a noite com “chave de ouro” esquecendo o nome do palestrante. Fiquei imaginando se o palestrante esquecesse o nome do reitor. No mínimo seria engraçado.
Entre trancos e barrancos, e apesar da imensa vergonha que ainda sinto por aquele dia, posso dizer que sinto orgulho de ser jornalista. Os alunos, apesar de totalmente inexperientes, conseguiram levar ao público um pouquinho de uma visão mais aguçada, desmistificando aquele ar de imprensa acima de qualquer suspeita que ainda temos no Brasil. Eventos como esse são sempre importantes para que os novos profissionais compreendam seu verdadeiro papel diante da sociedade. Apenas esperamos um respeito maior, tanto por parte da população, quanto das celebridades do município.
Mi Poulain
Saí de lá com um arrepio que corria o corpo todo. E me pergunto por que raios não deixam esse coitado de Dom Bosco em paz. Deixem o homem e ponto final. Se quiserem cultuar, beleza, mas esqueçam os pedaços do corpo dele. E se for para fazer uma estátua, que façam aquelas que ficam nas praças. Já é uma grande homenagem.
Com todo essa história fiquei pensando em gente embalsamada e uma figurinha não saia da cabeça: Vera Fischer. A mulher mais parece mesmo um boneco de cera, ou uma daquelas múmias. Diante disso revolvi elencar um clã das maiores múmias vivas. Segue:
Vera Fischer não podia faltar. A criatura praticamente não tem mais movimentos. A única coisa que vejo mexer são os braços, os olhos e as pernas. Entre tronco e pescoço a dita cuja parece ter algum tipo de paralisia. O que me faz pensar que cenas calientes, como são costume da “atriz”, devem ser muito mais difíceis de fazer do que para a grande maioria. Por isso a fofurinha sempre cai nas graças de Manoel Carlos. Pensando bem também acho que mereça um prêmio. Fazer novela com algum tipo de paralisia não deve ser fácil.

Oscar Niemeyer. Gente, o homem tem 101 anos, vai fazer 102 na metade de dezembro e nem sequer está pensando em morrer. Esse deve tomar formol todo dia antes do café da manhã. Ou trabalho de arquiteto é mole demais. Porque eu não conheço um raio de jornalista que viveu tanto assim. Deusolivre. Mandem enterrar.

Dona Canô. Não sei o que é pior, ser baiana, ter que pedir desculpas para o Lula porque o imbecil do filho disse em rede nacional que o presidente é analfabeto, ter 101 anos, ser mãe de Caetano e viver pela eternidade escutando e pior, gostando das músicas do filho, ou ter sido a culpada por botar aquela coisa feia da Maria Bethânia no mundo. Se fosse comigo não teria agüentado tanto. Essa merece mais título de santa que Dom Bosco.

Donatella Versace: É a prova viva de que dinheiro não traz beleza. Com 54 anos Donatella envergonha a família de um dos estilistas mais famosos do mundo. Antes tivessem assassinado a irmã. Gianni tinha maior pinta de gay, mas pelo menos tinha um rosto apresentável. Segundo consta Donatella era a musa inspiradora de Gianni. Vamo fala de mal gosto.
Elsa Soares: Eu nem imagino quantos anos essa criatura tem. Quem sabe uns 150. Mas é o exemplo do que não se deve ser feito. Não entendo como ela enxerga com aqueles olhos repuxados. Mais parece parente de gato. E o cabelinho? Um arraso. Dercy Gonçalves tava mais inteira quando bateu as botas.

Cauby Peixoto: Ele nem é tão velho assim. Tem 78 anos, só inclui na lista porque adoro escutar ele cantando Conceição. Além do mais ele pode ser considerado o 1º traveco brasileiro. De boa, ele não é homem de verdade. Sem contar que tenho uma amiga que tem uma vó igualzinha a ele. Até a voz. É só biquinho e purpurina.

não esqueça de dar o play na música “The Blower’s Daughter”, do Damien Rice. Eu recomendo.
Perdemos (o gajo e eu), um cheque nesta semana. Nunca havia perdido dinheiro. Pelo menos não tanto. Tudo bem, o cheque não era lá muito valioso. Mas era fruto do meu trabalho. E isso dói. Você suar para ganhar aquele extra. Trabalhar várias noites para ter acesso àquela pequena, porém significativa quantia que ajuda a engordar o porquinho todo mês, e vê-la perdida no vento, sem lenço e sem documento, dói mais do que imaginava.
Nunca suei tanto na vida. E olha que nessa semana nem sequer fez calor. Procuramos desesperados aquele pedaço de papel. Mas foi em vão. Encontramos tudo, menos o bendito cheque. Ok, depois de muitas lamúrias, a solução. Vamos sustar o dito-cujo. Eis que descobrimos que para que haja sustação é necessário fazer um Boletim de Ocorrência. E lá fomos nós rumo à maratona-do-cheque-louco.
Chegamos na delegacia, cumprimos com as formalidades, e durante a rápida conversa fiz um questionamento ao rapaz que nos atendeu. - Quando alguém encontra um cheque (nominal) não devolve e ainda por cima tenta trocar, é furto? O rapazote olhou-me atentamente e com um sorriso de canto de boca, como quem quer deixar transparecer um subjetivo, nem tão subjetivo assim, idiota, e respondeu-me: - Não! Cada um deve cuidar do que tem. A pessoa não tem culpa que você perdeu.
Ok, ela não tem culpa. Concordo. Mas a tentativa de trocar esse cheque não seria apropriar-se do que não lhe pertence? Em outras palavras, a meu ver, pegar aquilo que não é meu e ainda por cima tentar tirar vantagem disso é nada mais, nada menos que furto. Confesso que não fiquei chocada. Até esperava por isso. Achei no mínimo engraçado. Tantas leis. Tantas regras. E um simples ato de honestidade não conta? Ou pior, a desonestidade não é tomada como infração?
Por fim, quase me obrigo à rendição. O que farei ao encontrar um cheque nominal à fulano-de-tal? Ora, vou trocar. Afinal, achado não é roubado! Como diriam alguns: E a vida segue. Com peso na consciência, mas segue.
Mi Poulain

Raramente ligo a televisão no canal local durante a noite. Mas ontem foi um dia atípico. Depois de suar a tarde inteira, o gajo e eu resolvemos exercer todo o nosso lado preguiço. Arrumamos algo para comer e sentamos em frente à televisão. Assistíamos jornal quando durante uma reportagem sobre o cadastro do Bolsa Família uma coisa me chamou atenção.
Estavam falando sobre o recadastramento e toda aquela palhaça de que considero esse benefício besta criado apenas para ganhar fama e graça entre a classe mais empobrecida. Pois bem, dizia lá o repórter durante sua passagem, que das 160 famílias riossulenses cadastradas no Bolsa Família, apenas 60 haviam entrado em contato com o órgão responsável e efetuado a atualização dos dados. Gente, isso lá é raio de matéria de passar em televisão? Se é que realmente esse plano existe e funciona como deveria, as pessoas que necessitam de auxílio do governo não tem sequer aparelho de TV em casa (ou em tese não teriam condições de ter), para poderem assistir o que dizia o repórter. Mas se o cara tem tempo para assistir, dinheiro para investir numa compra tão cara, e cacife pra bancar energia elétrica desnecessária então ele não precisa aderir ao plano.
Porém, vamos supor que o dito-cujo ainda precise do auxílio de Bolsa Família. Como ele irá saber que precisa fazer o recadastramento? Existe algum tipo de aviso além dos meios de comunicação, que sabemos nós, não é habito entre a classe realmente baixa? E outra, o governo não precisa fazer algum tipo de fiscalização para saber se quem necessita está recebendo esse valor? Não seria então muito mais interessante que esses agentes do Bolsa Família visitassem as casas, já que é necessário em qualquer cadastro “normal” comprovar moradia? Ou seja, ao mesmo tempo eles estariam efetuando esse recadastro e também fiscalizando para verificar a efetividade desse tipo de programa.
Isso tudo pode parecer meio preconceituoso e extremamente radical, mas diante da máxima do “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, Lula conseguiu desvirtuar toda uma linha de pensamento e acabar de vez com a “boa” imagem que ainda restava diante daqueles poucos que fogem à regra da ignorância extrema. É triste aceitar que um povo acredite realmente que ganhar tudo de mão beijada é o caminho certo para o progresso.
Mi Poulain

Dando uma olhadela no dicionário, ficamos embasbacados diante de tantas palavras atípicas e, principalmente, incrédulos quanto aos seus significados. Eu tive uma colega no curso de Jornalismo que, com certeza, lia um pouco do dicionário antes de dormir. Acho até que o dicionário era o livro de cabeceira dela. Certa vez, o grupo teve aquela discussão básica, um leve conflito de classe e, no fim, ela se levantou e disse que éramos alguma coisa, que até hoje não sei o que é. Quer dizer, além de xingar, a pessoa faz-nos sentir ignorantes. Mas foi engraçado, porque quando ela terminou a frase, ninguém se sentiu ofendido, mas também não soubemos revidar à altura. Ficamos na nossa.
Por outro lado, tinha uma menina que fazia jus ao estereótipo: loira, alta, magra, mas burra que dói. Um dia, numa aula com o professor que hoje é o coordenador do curso, ela falava sobre uma revista bastante interessante que trazia uma reportagem “que fala sobre a II Guerra Mundial, o Hitler, os judeuses, e tal”. Judeuses! Essa sim devia ler o dicionário de vez em quando.
Mudando de assunto e deixando os verbetes de escanteio, universidade, colégios e afins são uma fonte muita rica em matéria de humor, esquisitices, bizarrices que só acontecem lá. Eu atribuo isso ao fato de concentrar, num mesmo recinto, um grande número de pessoas heterogêneas. Seres (alguns menos humanos do que outros) de todos os tipos.
Em uma aula, tínhamos que contar um caso marcante na vida. Teve uma que, quando pequena, comeu a flor copo-de-leite. Sim, mastigou as pétalas pra ver se o Fábio Júnior surgiria (tal como aconteceu na novela). TV, uma fonte de cultura e entretenimento.
Tinha uma, a Carla, que jamais vou esquecer. Feia que é o diabo, deveria ter sido apelidada de Carla, a Patriota. Nunca esqueço do dia que ela cantou o Hino Nacional na frente da sala, enrolada na bandeira do Brasil, chorando que nem uma condenada. Essa gostava mais da nação do que a Thalia que, quando vinha pra nossa terra, cantava superempolgada “Tê ámo, tê ámo, tê ámo, Brasiiiil!” Agora lembrei o apelido dela: Carlinha dos Teclados. Ela tocava teclado, e ficávamos imaginando ela cantando o Hino, tocando teclado, enrolada na bandeira e chorando. Uma cena bem deprimente que não saía da nossa cabeça.
Tinha uma também que era bem estranha. Ela trabalhava na rádio da cidade em que morava, pertinho daqui, e poxa, que legal trabalhar na rádio já no começo do curso. Dá pra aprender, fazer um estágio e ganhar experiência. Depois foram descobrir que ela fazia cafezinho na rádio. Era essa sua função. Nada contra, mas ela só esqueceu de avisar.
Quando estamos no fim do curso, não vemos a hora de que tudo acabe logo de uma vez. Aí vem o sabichão e nos diz: “Não falem isso... vocês morrerão de saudade”. Realmente, acontecia cada coisa dentro da sala de aula, que a nostalgia vai ser eterna, e a vontade de que tudo volte pra poder reviver cada momento, é inevitável. Onde mais eu vou ver a professora de “Expressão Corporal”, que pesava uns 120 kg, cair da cadeira e se esborrachar no chão? Onde eu vou encontrar a professora que insiste em dizer “adevogado”, se não na universidade?
Mimi Kiddo

Já tive empregos bons, alguns pouco rentáveis, outros nada legais. Mas não posso reclamar. Com o pé nos 25 tive mais empregos que meu pai se duvidar. Comecei no restaurante da minha avó. Servindo comida para empresas. Era limpar chão, lavar louça, servir peão das 7 da matina até quando o serviço acabasse. Admiro muito todos que trabalham lá há anos. Não é um serviço fácil e nem muito rentável. Mas quem precisa, sujeita-se.
Depois parti para uma madeireira. Não durou duas semanas. Os motivos não vêm ao caso, mas o negócio era complicado. Depois disso consegui como costureira na empresa da mãe de uma amiga. Após furar o dedo com a agulha e demonstrar finalmente que eu não servia para aquilo, resolveram me colocar para empacotar. Nunca me diverti tanto em um emprego. Era uma mistura de pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo com uma história de vida tão interessante.
Logo comecei a faculdade e consequentemente não aguentei a carga horária puxada. Parti para o estágio na biblioteca da universidade. O fato de estar perto dos livros me fez criar o hábito da leitura. Os outros estagiários eram divertidíssimos, fiz grandes amigos por lá. O problema era mais em cima. Não vou entrar no mérito da questão. Mas uma coisa me intriga até hoje. Não consigo entender o porquê de manter pessoas tão sem “tato” para comandar um setor onde as pessoas procuram no mínimo um pouco de paz e sossego. Bom, paciência. Apenas desejo boa sorte aos que passarão por lá algum dia. Será necessário.
Felizmente ganhei a conta e então e logo arrumei outro trabalho. A função era fácil de desempenhar, mas minha área não era compatível e tive que sair. Logo vim para o meu atual emprego e nele estou há três anos. De todos os lugares que passei esse é com certeza o mais doerá deixar. Um clima agradável, onde cada um cuida do seu trabalho sem nenhum tipo de pressão. E acreditem, funciona. E nessa mistura de trabalhos e funções percebi que não importa o lugar, as pessoas, a tarefa desempenhada. Você sempre levará algo de bom, por pior que seja. Com isso a vida segue e tento tirar dela o melhor. Que venham outros trabalhos, muitos colegas e a vontade de crescer sempre.
Mi Poulain

“São muitas estrelas para pouco céu”, já dizia um professor meu ao tentar inúmeras vezes conter o ego de alguns alunos que estavam apenas nos primeiros semestres da faculdade de jornalismo aqui em Rio do Sul, o Mestre Nivaldo, fazia sátira com os alunos que estavam apenas aprendendo a futura profissão, mas já achavam-se âncoras do Jornal Nacional.
Pois bem, diante de uma crise-de-falta-de-ter-o-que-fazer, a história a seguir, aconteceu comigo neste domingo à tarde, quando durante um lapso preguiçoso, resolvi aderir ao clube do nadismo como dizem minhas amigas MIMIMIMÓMÓMÓ.
Sem nenhum livro novo para começar, e depois de ter finalmente acabado a coleção intera do Harry Potter, fui assistir ao SBT. No começo do programa confesso que achei tudo engraçado. Havia vários personagens no palco, pessoas fantasiadas e algumas brincadeiras na apresentação dos convidados. Mas não demorou sequer 2 minutos e o nível foi baixando, o povo tentando atravessar aquela piscina que não afunda, as bundas e cochas à mostra, salientando tudo que o brasileiro mais gosta de ver. Não que eu não goste de ver mulheres bonitas e homens sarados vestidos de egípcios, o que me fez sentir vergonha alheia foi a forma como eles tentam alcançar a fama e buscam aparecer. Tudo isso tornam eles mais do que famosos, tornam os coitados ridículos.
O Bam-bam, personagem de uma das edições do BBB virou cantor! É isso mesmo? Ele e mais um moreno sarado, que, diga-se de passagem, dava um caldo, lançaram sua nova música. Antes da apresentação ambos faziam um mistério sobre a tal mulher múmia, que durante meia hora de programa ficou presa dentro de um sarcófago. Não sei se sentia mais pena deles por aquela situação, daquela coitada lá dentro sem ar, ou de mim por me sujeitar a ver aquilo.
Aquela coitada estava toda amarrada com faixas cobrindo o corpo inteiro, mas lógico salientando o peito e mostrando todas as suas sinuosas curvas. Finalmente depois de muita “enrolação”, fizeram o lançamento da tal música, que parecia mais uma réplica daquelas do grupo sacana da Carla Perez. Tudo que é novo é bom, mas tudo que ridiculariza demais cansa.
Todos os famosos que ali estavam faziam questão de rebolar tentando que a briga de egos começou a desabrochar. Colocavam-se a frente de todos, até dos próprios músicos. Não sei se foi falta de organização do programa, ou se os convidados estavam abusados mesmo, mas as câmeras perderam o controle da situação, a turma de apoio do palco não vencia em tirar as bundas de frente de todos, e aquilo virou uma sopa de gente se achando.
Mulher melancia, moranguinho, e todas as frutas presentes na mídia atualmente, são lindas, não há o que negar. Até nós, meros mortais, que não vivemos da nossa aparência, não dançamos para nenhuma banda de pagode, axé, sertanejo, forró, nem Calypso-da-vida, gostamos de ficar bem. Fazemos de tudo: dieta, plástica silicone, meias que escondem a celulite, tudo vale. Mas de uma coisa posso me orgulhar. Eu ainda não rebolo em frente as câmeras.
Se o Nivaldo tivesse assistido ao programa da tarde de domingo, ele com certeza soltaria sua famosa frase: “São muitas estrelas para pouco céu”.
Miss Purpurina
Dizem que o verão é a estação da perdição. Onde você faz tudo aquilo que irá ficar marcado para as gerações futuras. Não gosto de calor. Definitivamente não sou uma pessoa que se adequa bem aos verões quentes com temperaturas acima dos 35 graus. Mas enquanto não posso morar em um país gelado, rendo-me aos encantos do nosso clima tropical. O horário de verão mal começou e já tenho vontades dignas da época mais quente do ano.
Às vezes paro em frente à televisão e me sinto inútil. Esse não é um privilégio só meu, mas de inúmeras pessoas. Dizem que a ignorância é a chave para a felicidade e eu confesso que acredito nisso. E como acredito! Quanto mais descobrimos fatos, histórias, falcatruas, teorias baratas e percebemos exatamente tudo o que nos rodeia, começamos a entender que somos na verdade nada mais que um monte de gente inútil.
de Blumenau cujo filho havia sido assassinado pelo “amigo”, senti na pele o impasse que muitas vezes a mídia acaba criando. Maltrata por uma enxurrada de notícias sobre a morte de seu filho ela, a princípio, negou-se a me conceder entrevistar, afirmando que já não aguentava mais ler, assistir e ouvir aquela mesma história. Quando tentava esquecer ela escutava alguma coisa e voltavam todas as lembranças ruins.

| Assinale: |
Não posso culpar meus namorados pela falta de romantismo. Nunca fui provida de muito. Eu nunca li Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus. Mas toda mulher, e quando eu falou toda, eu digo TODA mulher, chega ao estágio do “clic”. Assim, um leve estalo e a maionese desanda. Ela odiava casamento? Agora adora! Flor era coisa de boiola? Quer uma todo dia no café da manhã. Espera impacientemente pelo dia em que seus filhos chegarão. Faz planos para construção da casa. Vê suas amigas, primas, cunhadas e até mesmo sua irmã caçula se casar antes. É quando bate o desespero.
Nunca vi coisa igual. Pelo menos três pessoas por dia entram no “meu” local de trabalho para perguntar onde é algum lugar. Normalmente perguntam onde é a empreiteira, que se ele desse apenas mais dois passos já descobriria, ou onde é a seguradora, vulgo seguradeira por algumas pessoas, que se olhasse do outro lado da rua também acharia.
Incrível. Porque não é apenas pessoalmente. Algumas pessoas insistem em ligar pra cá perguntando telefone de vários outros estabelecimentos... lojas, empresas, indústrias, pessoas... enfim somos também uma lista telefônica.
Não que isso incomode, interfira no trabalho... mas fico imaginando por que aqui? Uma entrada pequena, com uma placa na vertical com o nome. Sim, não é lá grandes coisas não, é bem mais fácil encontrar a tal empreiteira que tem duas janelas com imagens de casas e outra com a logo e também a seguradora que tem um banner na entrada e vários carros com a logo estacionados na frente do que meu humilde trabalho. É isso que me intriga, por que aqui?
E será que é só conosco, ou é apenas uma sensação de que todo mundo vem ou liga só aqui pra pedir informações?
Mimo Wildner
| Assinale: |
"São 6h... o despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...Aquário? | Assinale: |
Na quarta-feira, lendo o blog Minhoca na Cabeça, deparei-me com um texto que me fez pensar. O título era “A culpa é da Comunidade” e falava sobre como a responsabilidade sempre acaba sendo nossa, da população. É tão fácil jogar a culpa no povo. Dizer que estamos apáticos diante das situações e dos problemas em nossa cidade, estado e país. Não tiro a razão dos que concordam com tal posicionamento. Afinal, nós elegemos todos os que estão no poder e temos que fiscalizar acima de tudo.
Nessas minhas andanças de pedestre, passo diariamente em várias faixas de pedestres e é engraçado como em todas acontece sempre a mesma cena.
O carro do sujeito vai chegando devagar na sinaleira fechada e ele já como quem não quer nada e de forma automática leva o dedo indicador ao nariz, olha para os lados num raio curto e se sente a vontade para continuar vasculhando o salão de festas do nosso amigo “tatu”. E ali ele fica até o sinal abrir.
Gente, não foi um, nem dois, nem três... vários todos os dias fazem isso, já percebi meu pai fazendo e juro que um dia meu dedo chegou perto do nariz na mesma ocasião, mas eu lembrei tu não né? Mas parece algo tipo imã, porque é inacreditável como a maioria da população faz isso. Não estou exagerando não, por favor percebam. Duvido que pelo menos um motorista não faça isso enquanto você observa.
Detalhe, depois de vasculhado, se encontrado alguma coisa as pessoas ficam esfregando o dedo indicador e o polegar a fim de fazer bolinha com o achado... coisa de outro mundo, mas quem nunca fez?
Mimo Wildner
| Assinale: |
Eu odeio viajar de noite. Além de me borrar de medo de acidentes e afins, viajar a noite não tem aquele brilho todo do dia. O sol, as paisagens, as pessoas, os carros passando. Fico passando pelos lugares e imaginando: Aqui daria uma ótima foto. Pena que o gajo nunca quer parar para eu fazer meu Tur Fotográfico. Quem sabe um dia!
Muitas pessoas passam horas, dias, meses, anos, às vezes, a vida inteira procurando saber o que é felicidade. Eu sempre acreditei que a felicidade está nos momentos, nas pequenas coisas... e que ela não pode ser constante, até porque não teria a menor graça. Mas ontem foi o UP dessa minha crença.
Cheguei em casa depois de trabalhar até as 10h da noite ( ta bom era um evento de moda e eu só entrevistei uma mulher, mesmo assim era trabalho - até porque nem fiquei na parte do coquetel, tomei uma tacinha de espumante e rumei pra casa) e estava cansada, mas ao mesmo tempo agoniada, parecia que faltava alguma coisa. Entrei no quarto de uma das meninas que moram comigo e depois de uns “treleles” resolvemos tomar um taquinho de tequila cada, chamamos a outra e o festerê estava armado. Estamos realmente felizes com a possibilidade de tomar no máximo dois taquinhos de tequila, já que tínhamos apenas um limão.
Mas, essa não foi a melhor parte, a melhor mesmo foi quando a fome bateu.... sim como não fiquei no coquetel, também não tinha jantado, a fome bateu... ai falei to com fome, as meninas concordaram, mas poxa “iniciozasso” do mês todo mundo quebrado, olhamos para a geladeira confiantes e contamos os tags promocionais de uma pizzaria da cidade, siim! Lá tinha 10 tags bem o numero preciso que precisávamos para ganhar uma pizza média. O coração até acelerou de felicidade, gente isso sim que é felicidade.
Mimo Wildner
| Assinale: |
No maior astral, a tudo de bom Mi Poulain, nunca dispensa o tradicional chá das cinco. Ótima anfitriã, ela recebe dessa vez Mímico, duende e velho amigo imaginário com quem divide desde os 16 anos as maiores emoções de sua vida. “Essa noite vou dormir sem calcinha e ter orgasmo múltiplos”, comenta a super do bem que agora choca os internautas no Twitter “Pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês”. Chiquérrima!
| Assinale: |
Na manhã de quinta-feira, ao receber a notícia que havia uma transação a ser feita no banco, já fiquei chateada, mas, mesmo assim, fui. Afinal adoro sair para olhar as vitrines e a coleção de verão já chegou às lojas, por isso, corram meninas os vestidos estão maravilhosos.
Eu nunca havia parado para pensar nisso, mas assistindo ao Bom Dia Brasil nesta semana, uma reportagem me chamou atenção. As vagas destinadas no mercado de trabalho aos portadores de deficiência. Há 18 anos vigora uma lei no país que determina que uma empresa com certo número de funcionários destine de 2% a 5% das vagas para portadores de alguma deficiência.
Desde que iniciei os estudos e conheci um pouco de História me interessei por Cuba, um país que presa pela educação e pelo esporte. Sim... são tantas as discussões em torno do lendário Fidel Castro, o revolucionário que já foi libertador e ditador.
Teria várias histórias dele para compartilhar, nem todas devem ser verídicas, mesmo assim acredito que em partes dizem respeito a esse grande homem. Sim, pra mim, Fidel Castro é um líder de mão cheia. Certo ou errado, bom o mau... ele simplesmente conseguiu sobreviver ao tempo e às mudanças.
Em 2009, mais especificamente há uma semana, dia 13 de agosto, Fidel completou 83 anos de idade. Mesmo debilitado pelas cirurgias e pela idade ele continua imponente na memória e na vida de muitos.
Fidel Alejandro Castro Ruz recebeu esse nome aos 17 anos, sim foi quando o pai o reconheceu e registrou. O jovem que se formou em Direito sempre atuou como líder estudantil, provando que não seria por acaso que se tornaria um revolucionário.
Pai de Fidelito que hoje é físico nuclear e assessor científico do governo cubano, Fidel Castro, tem uma filha fora do casamento, a Alina (nome lindo né minha gente), atualmente ela vive como exilada nos EUA.
Enfim... falei falei falei e não disse nada, mas a verdade é essa, só queria fazer uma singela homenagem a esse cara, odiado por muitos mas adorado por tantos outros. Afinal... ele era amigo do Che!!
Mimo Wildner
| Assinale: |
Durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2008 passei os dias de férias forçadas na casa de sítio. Uma casa verde, janelas brancas, o gramado sempre aparado e nos portões: meu pai. No dia em que minha sobrinha nasceu, ele plantou vários pezinhos de Jasmim, em homenagem a nova integrante da família, Yasmin e seu irmão gêmeo Igor. Ao sentarmos na escadaria da varanda sentimos o aroma da florzinha e podemos apreciar o mais maravilhoso pôr do sol que pode existir.
Cansada e com vontade de dar mais cheirinhos nos bebês fui fazer os gêmeos dormirem. O sono logo veio e antes do amanhecer eu já estava acordada, não via a hora de o dia começar e curtir aquilo tudo novamente, eu queria mais. Tivemos que sair antes que eles acordassem, por que tinha outra festa com a família do meu estimado.
Uns relatam que a infância foi inesquecível. Outros afirmam que a juventude foi plena, e que naquele curto espaço de tempo fizeram tudo o que tinham para fazer. Alguns apreciam a idade adulta. Filhos, maridos e esposas. Realização profissional e maturidade acima de tudo. Ainda existem aqueles que acreditam que se começa a viver só depois que a aposentadoria cai todo mês na conta bancária.

É difícil encontrar um só animal que preso não tente alcançar sua liberdade. Todos nós sabemos disso. Basta ter um passarinho na gaiola, ou um cão na coleira. Todos eles almejam mais do que quatro paredes ou grades de ferro. Eles querem viver. Seres humanos não são diferentes. Tentar escapar é algo inerente a qualquer ser vivo.
Empresário e religioso brasileiro, Edir Macedo é exemplo pra qualquer um. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que segundo pesquisa se tornou a quarta maior corrente religiosa do Brasil.
| Assinale: |
Quatro amigas fazem um pacto de permanecerem unidas mesmo quando, nas férias de verão, elas se separam pela primeira vez. Para tanto, elas compram um calças jeans que se ajusta perfeitamente nelas. As jovens decidem usar a calça ‘‘mágica’’ como uma forma de estarem em contato. Elas acreditam que a roupa traz sorte e quando estão de posse da calça tudo dá certo. Baseado no romance de Ann Brashares, o filme Quatro Amigas e um Jeans Viajante, até que é legal, dei boas risadas. Mas como vocês todos aqui são críticos e bons entendedores de cinema não sei se aprovariam.
eu não sabia o poder amaldiçoado que ela tinha. Aos quinze, durante uma faxina na casa grande minha avó achou e me devolveu. Como a peça já tinha perdido a cor eu a usava só para ajudar na faxina da casa, fiquei feliz em reencontrá-la. Dito e feito, em um sábado quando o espírito da senzala baixava por aqui, o desgraçado do Alfredo, o papagaio da vizinha, fugiu. E como ele tem as asas cortadas dá só uns pulos por aí. Na verdade eu acho que ele é uma papagaia e quer dar um jeito de dar umazinha com o meu Rico, por isso vive tentando suicídio do muro de 3 metros que divide os terrenos. Fui então pegá-lo com um cabo de vassoura. Pendurei-o e fui rumo à casa que dá fundos com minha, no outro lado do quarteirão. Eu com minha calça laranja desbotada, uma camisa verde com buracos, descalça e com os cabelos-afro-super-bagunçados presos por um grampo de roupa segui rua acima, quando o desgraçado do papagaio gay pulou do cabo da vassoura no meio da rua, fazendo um estardalhaço. Uns carros paravam, outros buzinavam, uma vergonha só.
Adivinhem, entrei no carro errado, era um velho de bigodes, que por alguns centímetros eu não tascava um beijo na boca, que nojo! Rapidamente e com as orelhas pingando sangue de vergonha peguei o refri e sai do carro me desculpando. Pulei de lá com tanta pressa que não lembro muito bem da cara do coitado do velho. Pra completar, esqueci as cervejas dentro do carro. Fui pra casa correndo, na hora eu chorei e depois, quando começaram a sentir falta da cerveja tive que contar o que aconteceu. Depois disso eu nunca mais usei a calça, mesmo. Mandei para doação das vítimas da enchente ali de Blumenau, tomara que dê sorte para quem pegou, por que pra mim foi uma desgraça.
Existem certas coisas que os pais jamais deveriam revelar a seus filhos. Não sei, mas certas situações quando esquecidas não devem ter nenhum tipo de ligação com a idade adulta.
Todas as noites ela regula os ponteiros do relógio. O despertador irá tocar às 8 da manhã. Quando ele resolve disparar, ela acorda já pensando em dormir. Rola de um lado para o outro aguardando a hora exata para levantar. Nem um minuto a mais, nem a menos. 8h30min. Pronto, agora é hora! Escova os dentes, coloca a roupa, mal se olha no espelho. Ela não é vaidosa. É dona de uma beleza natural, privilégio de poucos. Quinze minutos é o tempo que leva até o trabalho. Sai calmamente rumo a mais um dia de entrevistas, textos, fotos e escrita, muita escrita. É jornalista, e há pouco mais de um ano trabalha em uma revista da cidade.
Quem aqui não tem medo, pavor ou pelo menos uma certa “má vontade” de ir ao dentista?Ah eu tenho, e além do medinho igual ao de todo mundo, tenho um porque a mais, a minha língua já foi furada por uma broca.
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Mi Poulain
Sofisticação, nobre, moderno, requinte, linhas retas, iluminação evidenciada... palavras que traduzem este momento da minha vida. Estou, praticamente, numa missão: conhecer residências, jardins, ambientes chiquetérrimos, inovadores... enfim lindos de morrer.
Uma porta de 800 reais, uma torneira de quase isso, pisos que valem um carro, salas de TV que mais parecem um cinema em casa, sim... isso existe e está cheio por ai.
Nessas minhas andanças e pesquisa, puder perceber o quão rico são algumas pessoas. Piscina térmica na saída da cozinha com teto que abre. Um jardim de orquídeas para alegrar uma parede cega de cimento bruto.
Oh Deus, quanta coisa. Fico imaginando como é bom poder ter dinheiro para escolher tudo isso. Detalhes, decoração, cores, estrutura...
Queria escrever aqui detalhes, mas não posso quem sabe depois que sair a tal revista eu poste um novo texto sobre as coisas que eu vi. Ou não, porque gostaria de esquecer tamanha riqueza, bom gosto...
Papel de parede humilha, iluminação dá um toque especial, pastilhas, pedrinhas fazem do banheiro
um “pitel”. Na cozinha o prático, sim sim... tudo embutido, paredes que na verdade são armários, bancada que na verdade é um lixeiro... luzes até onde você nunca imaginaria.
Lustres com 202 diamantes e quatro esmeraldas, além é claro de muitos cristais. Madeira para aquecer, preto para enobrecer e tons claros para dar sobriedade ao ambiente.
Devaneios, palpitação, tristeza, alegria, um misto de sentimentos. Uma verdadeira loucura.
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Não estou afim de abrir mão de coisas que me fazem bem e do lazer que me ocupo ultimamente, para escrever.
do tipo escritora do Paraguai (com defeitos e barata). Não preciso nem dizer que não passarei um dia sem ler essa bagaça aqui, né! Vou continuar participando, mas agora como espectadora. E, se por algum acaso, eu produzir um texto legal, mando para ser publicado na sexta-feira, no dia dos Amigos do Blog. Sei que o espaço é requisitado e tudo o mais, mas fico na fila, aguardando pela publicação do meu texto.| Assinale: |
Pego ônibus quase todos os dias. Confesso, dói no bolso. Optei pelo transporte coletivo nem tanto por necessidade, teria outras opções, mas considero o ato no mínimo consciente. Poderia ir a pé, claro, isso se em meu corpo não habitasse um ser chamado preguiça. Bom, mas pulemos essa parte. O que acontece é que pago R$ 2,10 por uma passagem. Saio do final da Rua XV e sigo até a Oscar Barcellos na altura do Tonon. (Quem não é daqui lê-se menos de 5 Km).
Se Renato Russo estivesse vivo e saudável eu juro que queria ser a pessoa q transmitiria AIDS pra ele. Ou no mínimo caçaria esse homem apenas pelo prazer de dar uma bifa na fuça do malóco. Maldita hora que resolveu compor “Os bons morrem jovens”. É só alguém morrer e pá... É frase de msn, luto no orkut, foto com legendas contendo trechos da música. Um inferno!
Acredito que por algum motivo a terra tenha parado, nem que seja, por alguns milésimos. Os relacionamento estão distantes, os contatos cessaram...
Em poucos dias percebi que algo muito estranho está acontecendo, ou quem sabe está, ainda, por acontecer. Coisas pararam no tempo e parecem nunca ter acontecido. Outras, embora sintamos falta, realmente, não valem a pena continuar.
Pode ser devaneio, mas sinto que estou perdendo coisas e pessoas no tempo... ou para o tempo. Aquele sentimento triste e muitas vezes de incapacidade, por não conseguir manter algo tão bonito.
Não pensem vocês que estou apaixonada, antes fosse, e “aii” como eu queria. Minha vida está um pouco monótona neste lado, mas ao mesmo tempo posso dizer que estou bem. Estou falando aqui de pessoas importantes, ou pelo menos que eu julgava importante nessa humilde vida. Poucas coisas são eternas, e a amizade, aquela verdadeira, eu acreditava ser uma dessas. Ou errei no julgamento da amizade ou minha teoria está, em partes, errada.
Com certeza, falo aqui de poucas pessoas, mas falo porque acredito que todos passamos por isso, a dor da perda, do afastamento. O mundo tem uma lei de compensação: “perde-se alguém ali e ganha-se outras lá”.
Enquanto esse sentimento não é mútuo, infelizmente, é impossível mudar o rumo do tempo. Fica então a lembrança!
Mimo Wildner
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Tenho um amigo, cujo nome, por muitas razões, não posso dizer, conhecido como o mais dark. Dark no visual, dark nas emoções, dark nas palavras: darkésimo. Não nos conhecemos há muito tempo, mas imagino que, quando ainda não havia darks, ele já era dark. Do alto de sua darkice futurista, devia olhar com soberano desprezo para aquela extensa legião de paz e amor, trocando flores, vestida de branco e cheia de esperança. Pode parecer ilógico, mas o mais dark dos meus amigos é também uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Rio sem parar do humor dele - humor dark, claro. Outro dia esperávamos um elevador, exaustos no fim da tarde, quando de repente ele revirou os olhos, encostou a cabeça na parede, suspirou bem fundo e soltou essa: -"Ai, meu Deus, minha única esperança é que uma jamanta passe por cima de mim..." Descemos o elevador rindo feito hienas. Devíamos ter ido embora, mas foi num daqueles dias gelados, propícios aos conhaques e às abobrinhas.
Eu, às vezes, só às vezes, também consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece – como pode estar acontecendo a você que quem sabe me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é naja, nunca esqueça, baby.Segure seu humor. Seguro o meu, mesmo dark: vou dormir profundamente e sonhar com uma jamanta. A mil por hora.Sim minha gente, podem acreditar. Isso aconteceu no Altas Horas de sábado, dia 11 de julho. Além de Chitãozinho e Xororó, Tinoco, Mano Menezes e Cleo Pires, estavam lá: Cláudia Leite e Cachorro Grande.
Fiquei literalmente até “Altas Horas” esperando unicamente para ver o Cachorro Grande, que aliás escutei ontem, uma música deles, naquela minissérie da Globo Som e Fúria.
Cachorro entrou, empolgados como sempre, música nova e a platéia parecia estar vendo o Tinoco cantar, de tão parados. Ok, pensei agora o Sérginho vai bombar eles de perguntas e tals, que nada fez uma apenas e se mandou entrevistar os outros. Quando eu achei que tinha acabado por ali, insisti mais um pouco e o apresentador, aparentando nenhuma vontade, deixou eles cantarem mais uma. Quando terminaram achei que agora vinham as perguntas... até porque aquele ali é um programa de perguntas... Até veio, mas era pra Claudia Leite “me conta Claudinha como foi cantar para um milhão de pessoas?” (sim, dizem que esse foi o tanto de gente que assistiu ela sei lá onde e sei lá quando). Ela olhando perplexa para o Marcelo Gross, guitarrista do Cachorro Grande... “cara tu toca muito, parabéns. Desculpa Sérginho mas eu precisava dizer, o cara é muito bom. Vocês gostam de Led Zeppelin?” Claro que a resposta foi um SIM. A vice rainha do axé continuou: “então vou cantar uma música deles que eu gravei, pode ser?”.
Claudia Leite pediu um ré maior (se não me engano) e já engatou a letra... com efeitos sonoros e tudo. (Deixando Serginho perplexo e boiando) Ao lado do guitarrista se empolgou, dançou, cantou... e até mesmo fez o Beto Bruno, vocalista do Cachorro, levantar (eu acredito que ele deve ter pensando se não posso contra, vou me juntar a eles) e cantar com ela... sim os dois juntinhos... ooo coisa mais linda!
Embora tenha sido algo curioso, e muito engraçado... devo dizer que ela foi uma das únicas pessoas que deu moral pra eles. O gentinha sem braço mesmo!? :P
Aqui está a prova: http://www.youtube.com/watch?v=2Y0BmdQwjsE
Mimo Wildner
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