01 fevereiro 2011

Por que as portas têm tanta cor?

Ao certo já não sei, mas o que eu escuto e leio por aqui é que tudo isso se deve a algumas teorias. Uma delas garante que as portas coloridas, tão famosas em Dublin, surgiram pelo fato de homens bêbados frequentemente errarem as portas de suas casas na madrugada; outra teoria, também bem difundida por aqui, é que foi um ato de rebeldia dos irlandeses com a morte do Príncipe da Inglaterra, em resposta a um pedido de luto da Rainha Vitória. Mesmo sem saber se há mesmo algo real em tanto colorido, posso afirmar-lhes que as portas são lindas e dão um charme especial as casas que aqui, são em sua maioria, todas iguais.
Aliás, na minha intuição a resposta para as portas coloridas era justamente isso, se moramos em casas, aparentemente idênticas, de algum modo quero impor um pouco de mim nela, a maneira mais simples, barata e cool, é pintar a porta de uma cor que faça sentido na minha vida e, pensando assim, é por isso que existem portas de cores como marrom, roxo, lilás, amarelo, verde, verde-limão, vermelho, rosa, Pink, cereja, azul, azul piscina, azul calcinha, azul bebê, preto, branco, creme, areia, laranja... e, tantas outras.
O engraçado disso tudo é que depois que você presta atenção pela primeira vez, você só enxerga isso nas ruas, é mais ou menos como o globo do cenário do Jornal Nacional, depois que uma amiga me disse que ele girava e eu percebi isso, não consigo mais prestar atenção no quanto os cabelos da Fátima Bernardes cresceram, ou o quão o William Bonner está ficando grisalho... simplesmente você enlouquece. Aqui, só vejo portas coloridas.
Já ouvi falar em tantas histórias bizarras deste país que, as vezes, me pergunto, como um lugar tão pequeno inspira tanta criatividade? Será que são os duendes que realmente existem? Ou a religião que mexeu com a cabeça das pessoas mais que imaginamos? Ou ainda, pode ser a falta de cobras no país, “exterminadas” por St. Patricks? Ou também, algum ingrediente da Guinness? Afinal uma cerveja com gosto de café não me parece muito inofensiva.
Enquanto não tenho respostas, mato minha curiosidade procurando algum sentido em cada pergunta não respondida.

02 dezembro 2010

Viagem - Segunda Parte

Cheguei no aeroporto, a bendita alfandega/imigração. Sim, só inglês, pois bem, nervosa vezes mil, não conseguia prestar atenção no que ele me dizia, e só entendi porque veio, ai eu lembrei que tinha que entregar uns documentos, todo mundo sempre falava isso. Entao eu respondi To study English e joguei tudo que era de papel em cima do balcão, junto com meu passaporte, ele olhou, perguntou sei la mais o que, que eu respondi com um Yes, mandou eu ficar em frente ao máquina e bateu uma foto, me explicou alguma coisa e carimbou meu passaporte. Siiiim, por um mês, ate providenciar os documentos necessários para pedir o visto de estudante por um ano.
Com um sorriso de UFAA no rosto segui pela escada rolante até a sala das malas, e agora? A ultima vez que tinha visto a minha foi em Navegantes, aii apareceu uma... e vinha mais algumas, e outras... até que lá no fundinho vem a minha grande, ooo, não é que funciona esse negócio de despachar as malas direto mesmo. Alivio mais uma vez e sigo em direção a saída, lá avisto o Jean...aii gente que emoção encontrar alguém familiar naquele instante. Dali, juntos pegamos um onibus em direção a casa dele, onde fiquei por 15 dias. No ônibus, espaço para bagagem dentro, mas não perto de vc, e todo mundo deixa, simples assim, fiquei meio receosa, de olho o tempo todo, mas não é que ninguém mexeu mesmo? Chegamos na parada mais próxima de casa, que não era tão próxima assim, andamos um pouco puxando as malas, e pegamos o Luas (estilo um metrô), beleza, achei lindo, diferente. Compramos o ticket e o Jean me explicou, aqui vc não precisa mostrar pra ninguém sei ticket, a não ser quando tiver fiscal pedindo, então muitos brasileiros e outros estrangeiros se aproveitam dessa facilidade para não pagar o ticket, mas para ele poder me explicar melhor, eis que entra um fiscal junto com a gente, só tinha um lugar pra sentar, preferi ficar de pé, apenas apoiei minha mochila em cima do banco, o Jean disse se segura, e eu segurei, mas o fiscal veio no instante de arrancada pedir meu ticket, nervosa, novata tirei a mão que segurava o ferro pra entregar o bilhete e eis que o arranque forte me fez em câmera lenta pender, pender... até desabar no chão, cena linda... dei com as costelas no lado esquerdo, bem embaixo do peito no banco, o fiscal tentou em segurar, Jean tentou colocar o pé pra minimizar o impacto, mas nada adiantou... foi O TOMBO, a galera rio e eu quase me mijei, vergonha será? Uma verdadeira pata choca em Dublin.

Doía demais, cada espirro, sim porque minha rinite adorou a mudança de temperatura repentina, bom, até hoje 20 dias depois, meu nariz continua escorrendo sem limite. Enfim, a cada espirro minhas costelas pareciam que iam perfurar o coração, e cada vez que contava pra alguém Tb! Doeuu até uns dias atrás e muito. Cheguei nano AP do Jean e conheci os meninos que moram com ele, todos gente finíssimas, como meninos estavam de OFF na quarta, saímos para uma baladinha onde as PINTS (copos de 500ml de cerveja) são 2 euros, sim minha gente uma pechincha. Me diverti horrores, bebi bastantinho, andei muito e adorei a primeira festinha.
Os dias foram passando, conheci alguns lugares, foi resolver os detalhes dos documentos, e lá fui eu fazer o meu PPS (CPF Irlandes) sozinha, um questionário pra preencher, eis que tinha uma questão que falava de nome da mãe, mas que nome... uma frase estranha e eu pedi, Sorry, I don’t understand this question, ele falou e piorou tudo, se lendo eu já não entendia, imaginava ele falando. Enfim, chutei que fosse o nome da mãe e coloquei lá. E fui embora feliz... até hoje não sei se era realmente aquilo. Kkkkk

Chegou a hora do banco, abrir a conta... sentar com o gerente e tals, pediu os documentos e blabla, e foi preenchendo, de vez em quando me pediu alguma coisa, e eu só no Yes e No, ou Sorry... e ele repetia tudinho, até que me pediu o meu telefone, eu bem feliz que tinah entendido mandei zero, oito, sete.... Ele olhou pra mim meio indo já, olhei pra trás onde o Jean tava, e ele zero, eight...hauhauhauha aaa verdadee, tem que ser em inglês. Td bem passou e fui embora, rindo sozinha da mazelisse, faz parte!

A burocracia do banco aqui é coisa incrível imaginem que não posso abrir a conta de depositar no mesmo dia, tenho que num dia abrir a conta e nos próximos dois dias uteis depositar. E assim eu fiz, sozinha, fui em direção aos caixas, no segundo andar depositar, a primeira guerra foi com a maquina de sacar dinheiro aqui chamadas de ATM. Porque ninguém nunca me avisou que aqui as maquinas comem os cartões? Quando ela puxou o meu eu quase TVE um infarto na frente da maquina, louca pra pedir ajuda já, até que instantes, segundos mesmo, ela cuspiu! Aii gente que aliivio. Tamanho foi o medo, que resolvi não sacar mais, e fazer uma transferência do cartão para a tal nova conta. Ai sim, fui até os caixas, o tiozão e atendeu, super cordial e pediu quanto eu queria, olhei bem tranqüila e disse one milion, ele olhou e disse NO, falou mais alguma coisa claro, e deu uma risadinha, como não, eu queria... ai pensei, será que não eh milion, MIL? Huahuaha Enfim, eu tinha que preencher um papel, e pedi licença pra preencher em outro lugar, ai teria tempo de lembrar como era Mil e duzentos em inglês. Lembrar? Aquela altura depois da vergonha, sem chance, tive que mandar um mensagem pra um amigo. Problema solucionado, consegui fazer o deposito, ai o tiozão tirou com a minha cara ainda, mas foi gente boa, de certo já esta acostumado com essa gente né!? Kkkkkkkkk

E vai seguindo a vida... Cheia de neve!

01 dezembro 2010

Polícia para quem precisa de polícia...

Nós nunca imaginamos que coisas ruins acontecem muito próximas. Pelo menos para a grande maioria da população, parece existir uma blindagem imaginária que impede nossos pensamentos de pensar no pior. Não nos atemos à segurança. Ainda mais em uma cidade pacata (?) como Rio do Sul. Mas a violência evolui aos poucos. Ela chegou aqui há muito tempo e, mesmo assim, diante de tantos acontecimentos, parece que o investimentos em segurança pública andam esquecidos. Quantas vezes você se lembra de ter precisado da polícia? Quantas vezes discou 190 em busca de ajuda? Quantas vezes foi atendido? Conte nos dedos as vezes em que a intervenção da polícia foi ágil e satisfatória.

Por azar ou coincidência surreal tenho vários parentes que precisaram da ajuda da polícia e não foram atendidos. Há mais ou menos dois anos um homem entrou na casa de uma tia e quase conseguiu violentá-la. Por intervenção divina (só pode ter sido isso), ela conseguiu se livrar do marginal, atingi-lo com um golpe e chamar socorro. A ajuda veio dos vizinhos. E a polícia? Bom, a polícia afirmou que o ato já tinha ocorrido e que não haveria nada que pudessem fazer naquele momento. Oi? Correr atrás do marginal seria uma boa ideia, não?! Mas o gênio que atendeu ao telefone limitou-se a orientar a pessoa, em nítido estado de choque, a procurar a delegacia e realizar um Boletim de Ocorrência. Como se isso resolvesse o problema.

Meu tio foi assassinado há alguns anos e a grande maioria da população na cidade soube o que aconteceu. A polícia ajudou muito, questionando a sexualidade da vítima. Afinal, prender bandido não interessava naquele momento.

A mais recente envolvendo meus familiares aconteceu na semana passada. Novamente uma tia foi vítima. E agora, para piorar, seu neto de apenas sete anos sentiu na pele a dor do despreparo da polícia e de um governo que só dá valor a obras para mostrar serviço e não pensa na população. Semana passada ela foi ameaçada na porta de casa por um ladrão que mantinha em punho um facão. Conseguiu escapar. Chamou a polícia e o que disseram? Que estavam sem GASOLINA e não poderiam deslocar uma viatura. Eu já escutei coisas absurdas, mas como essa, é demais. Como se não bastasse os ladrões voltaram um dia depois e por pouco não pegaram o neto dela de apenas sete anos. O menino, astuto, conseguiu escapar e ligar para a avó que conseguiu ajuda da polícia só após muitos gritos de desespero e revolta.

Pra dar voltinha no centro a polícia tem gasolina, mas agora para cuidar do povo não tem. Eu, como muitos riossulenses, estou cansada dessas desculpas cretinas, dessa má vontade e dessa estúpida polícia que só está preocupada em distribuir multas e revistar gente inocente. Só semana passada um apartamento foi arrombado, a minha vizinha teve a bolsa roubada, meus tios e uma criança foram ameaçados com uma faca além de terem seus pertences roubados.

Não estou questionando o fato dos três assaltos terem ligação e ninguém ter sido preso ainda como viemos a saber depois. Não questiono o fato de que a violência está aí e muitas vezes a ação não consegue ser imediata. Eu questiono a inércia dessa polícia. A eficácia desses soldados e dessa corporação incompetente que nada faz além de ignorar o fato de que pessoas correm risco de morte por negligência de quem deveria estar zelando pela nossa vida. Quantos vão precisar passar por isso? Quem vai precisar morrer e colocar a boca no trombone para que as coisas mudem? Vamos fazer teatro como no Rio de Janeiro? Fingir que atacamos os bandidos, fingir que retomamos uma área e anunciar invasão? Vamos precisar ligar para a imprensa antes de agir pra mostrar para os idiotas dos telespectadores que nosso governo se preocupa com a população? Quantos inocentes vão morrer? Quantas crianças ficarão traumatizadas? Quantos pais perderão seus filhos? Ajam, antes que seja tarde.

Mi Poulain

19 novembro 2010

Viagem

Hello People!! Siiim, já sou estrangeira! A vida na Europa não é fácil, se anda muito por aqui, as pessoas tem costume de dizer que tudo é muito perto, mas na verdade precisas andar pelo menos 30 minutos. Ée, e isso de manhã cedo, com frio de zero, ou um grau, um vento de sei lá quantos quilômetros... pois bem, preciso me acostumar e isso porque nem estamos no inverno ai, só outono mesmo!
Mas vamos as partes hilárias dessa viagem, o vôo, aaahh o vôo, meu primeiro, imaginem a minha ansiedade. Quando entrei no salão de embarque não sabia se chorava mais pela despedida com meus pais ou pelo medo de entrar naquele bixinho que estava ali na minha frente, já com as turbinas ligadas. Pois bem, as lagrimas secaram e eu me dirigi ao avião, achei aquilo um monstro, mas como pode ter tão pouco espaço dentro, e eu que achava ônibus desconfortável. Pra minha sorte peguei banco na ultima fileira e não tinha vizinhos, estava bem de boa. O avião decolou tudo certo, vista linda, do mar, ganhei amendoins, uma bebida e lá fomos nós. Durante o vôo eis que uma pequena turbulência, sei lá se eles entendem aquilo como uma, mas eu entendi, mas foi uns solavancos assim, que dava um frio na barriga absurdo. Eu como já sei como é meu corpitcho, não me “embulguei” de amendoim e pedi um copo de água, ai você ta aí pensando é uma pobre mesmo, não é questão de sobrevivência, 15 minutos depois rolou essa tal turbulência aiii e algumas pessoas resolveram colocar os amendoins e boas bebidas pra fora, como eh tudo bem apertadinho, imaginem o cheiro, os sons... é, e pra quem me conhece sabe que isso não é nada legal. E nada de as pessoas pararem, tinha duas crianças bem na minha frente vomitando eu fechei os ouvidos, olhava pra rua e via o avião tentando descer, mas na verdade só imaginava o vômito das pestinhas. E foi isso tentei respirar fundo, contava até mil, e me concentrava na vista de São Paulo, sim aquilo é mesmo um quebra cabeça e não ma cidade. Quando o avião parou, meu deus que alivio, o ar puro foi a melhor coisa que me aconteceu. LIBERDADE!
Mas isso foi só o começo da aventura, cheguei no aeroporto de Guarulhos e pensei, e agora Geosé? Sim, eu tinha quase cinco horas, perambulei, comi, peguei minhas passagens, fiz um pouco de palavras cruzadas em inglês, passeei pelo aeroporto, vi aquelas lojas legais que minha mãe comentava e que tudo tinha o preço dobrado quase. E pronto deu minha hora de entrar pra sala de embarque, ah tá, antes disso percebi que os 17 reais que tinha colocado no celular do meu pai, não serviram pra quase nada, recebi uma ligação do Jean da Irlanda, liguei pros meus pais, recebi uma ligação do Zeuu e pronto, acabou! Maldito sistema.
Fui para a sala de embarque, área internacional, mais lojinhas caras, com algumas coisas até mais baratas, as bebidas até dava vontade... hehehe Então, procurei o tal portão e sentei lá por perto, lá já mal se falava português, você via de tudo, Frances, coreano, japonês, italiano, alemão, mexicanos... mas brasileiros mesmo, não vi mais que dois, ou talvez não enxergava né, tamanha era a minha ansiedade. OK, abriram os portões, aquele vuco vuco, sim sim igual quando abrem porteiras. Ai avistei aquele mega avião e percebi que o outro não era nada, sei lá será que vim de ultra leve? Eh minha gente, um monstro de verdade, queria ser uma pessoas organizada e colocar o numero do avião e vôo pra vocês procurarem uma foto, mas putz alguns de vocês já conseguem imaginar né? A empresa que eu vim é holandesa a KLM, muito boa, TV em cada banco, filmes e games disponível. MUuuuita comida, mas comida mesmo, vinho, espumante, uísque, refris, sucos...e água. Optei por ela mais uma vez, sei lá né. Mas na primeira vez, depois já pedi coca, e depois suco... só não quis as bebidas alcoólicas mesmo, era o medo. Gente. Mas o vôo foi tranquilasso, não mexia nada, incrível a estabilidade daquele monstro no céu. E as nuvens, ooo coisa linda, um tapete, dava vontade de se jogar. Detalhe, time inteiro do Avaí no mesmo vôo que o meu, acho que era o juvenil, mas estavam tudo por ali, voando pra Amsterdam comigo. Comi, assisti filme, comi, dormi, comi, comi e pronto atravessei o oceano. Olhei alguns países de cima, mas tudo me parecia um fazendão, o tempo não tava muito aberto e isso não ajudou muito. Pronto cheguei em Amsterdam, minha vontade era de sair correndo e pedir um “racionais”, mas tá, nem tudo são flores, e eu precisa sair correndo de um lado aeroporto pra ir pro outro pegar o vôo que saia em 50 minutos... fiz isso, cheguei lá ele tinha sido adiado. Com isso, acabei encontrando uma brasileira, a Camila. Ficamos esperando então juntas pelo nosso vôo, ela também vinha para Dublin, estudar e olha a coincidência, na minha escolaa! Isso foi a parte que me deixou tranqüila! Ehhehe
Bom, acho que por hoje tá bom né... amanhã escrevo sobre minha chegada aqui e as principais cagadas, é gente, e tem bastante!

25 outubro 2010

Às vezes, a sensação que tenho, é de estar participando de algum tipo de reality show. Não seria possível, e muito menos aceitável, que as coisas que acontecem sejam reais. Parece obra de ficção a forma como algumas coisas acontecem. Querem nos deixar loucos! Irritar de tal forma e analisar até onde podemos suportar a falta de noção. Provavelmente sou um ser humano em um mundo alienígena e estão me testando. Não há outra explicação plausível para esse ataque coletivo de loucura.

Como se pode achar normal, uma filha adolescente fazendo da sua vida sexual um verdadeiro oba-oba?! Como se vê com naturalidade a falta de atitude dos pais que não conseguem impor limites a seus filhos?! Como criar filhos em um mundo onde erros não ocasionam consequências?! É loucura ou puritanismo? Será que eu era exatamente assim quando adolescente ou mundo está ao contrário e só eu reparei?! tudo errado!

Estão me observando, comentando o que faço escondida. Contratam atores para serem amigos, família, colegas de trabalho. O script vem com determinações sumárias: Irritar até que ela perca a cabeça. No texto apenas frases que contradigam o que acredito. Tem aquele vizinho chato e falso que uma vez por ano vem trazer rifa de igreja só pelo simples fato de azucrinar. Tem também os que nos obrigam a escutar duas horas de sermão sobre dízimo. Tem aquela coisa que só você vê que está errada e o resto do mundo aplaude. Não demora muito e começarei a encontrar falhas, como dar de cara com um painel que retrata o horizonte. Ou então, cairão microfones no meu colo. Assim, do nada! Tudo exatamente como no drama protagonizado por Jim Carrey.

Escola para loucos? Só pode ser! Que baita medo de ter um filho e precisar criá-lo no meio desse hospício. Eu quero voltar a ser criança, ou então viver em um lugar bonito onde não exista gente sem noção e os problemas são coisas simples como, por exemplo: resolver o que farei para o jantar. Tudo bem, não há perfeição nesse mundo, mas será que dá pra ser um pouquinho mais normal?

Mi Poulain

16 abril 2010

Passarela de bosta

Cachorros são fofos, não são?! Todos eles. Dos mais pompudos aos vira-latas sarnentos. Eu os adoro. Não sou, claro, como minha amiga Candice, que é capaz de deixar de comer para comprar um pastel para um cão, mas eu os amo. Tenho minha pequena-grande-menina, a Nirvana. Já tem oito anos, não consegue mais subir cadeiras com tanta agilidade e seu pelo já ostenta mais fios brancos que negros como quando nasceu.

Com ela descobri que cães são melhores que pessoas. Mas ainda insisto crer em muitos humanos. É um defeito, eu sei, mas ainda acredito na bondade e poder de raciocínio superior desse ser tão complexo e estranho. Cachorros e seres humanos nunca deveriam ter sido apresentados. Era mais do que óbvio que um animal totalmente dócil seria alvo das maluquices dos seres “racionais”. Coleira, canil, fita no pelo, unhas pintada, até banho de ofurô os coitados recebem. E tem gente que ainda acha que está beneficiando os coitadinhos.

É claro que aquilo tudo é muito lindo. Afinal, quem não gostaria de coisa fofa daquelas? Mas fico na dúvida se o irracional é mesmo o cão. Quase todos os dias presencio, principalmente no centro, onde mora a granfinada empilhada em seus apartamentos, uma porção de gente passeando com o cachorrinho a tira colo. Eles colocam seus exemplares caninos devidamente presos em suas coleiras e os põem na rua para depositar seus excrementos. Ah, que coisa bonita. O dono atento ao bem estar do grande companheiro. É como vocês sabem. Todo veterinário recomenda passear com o cãozinho para que ele possa fazer suas necessidades. O que eles esquecem de contar aos donos burros é que sacola plástica serve também para, além de levar pra casa as compras do supermercado, recolher esse tipo de lixo indesejável. E que pessoas com o mínimo de noção, não gostam de pisar em merda de cachorro.

Há aqueles que dirão que fezes são esterco. Então seria mais fácil fazermos tudo no chão, não é mesmo? Falta um pouco de bom senso e sobra cretinice. E o ruim disso tudo é que raramente essas figuras pisarão em excrementos caninos, pois são os mesmos que tiram o carro da garagem para andar 500 metros e parar na frente da academia. Vai entender, né?! Tem louco pra tudo.

Mi Poulain

Caçadores de Vírus

Para os amantes do inverno, assim como eu, finalmente o frio deu o ar (gelado, diga-se de passagem), da graça. Vocês não percebem como tudo fica muitíssimo mais bonito na estação mais fria do ano? As pessoas se vestem melhor, se sentem mais dispostas, o céu é mais azul. Poderia passar dias escrevendo sobre a minha paixão pelo inverno. Mas no meio de tanta felicidade, uma coisa me incomoda. É só começar a dar um ventinho que apaixonados por vírus começam a se infiltrar entre nós. Parece mágica! Para alguns frio parece sinônimo de narinas meladas e espirros frenéticos.

Tem gente que gosta de pegar/passar um vírus. Deve ser vontade constante de sumir do trabalho, ou uma paixão extrema por nariz escorrendo. Não há outra explicação para os malucos que resolvem frequentar uma sala de aula e manter as janelas fechadas, o ar condicionado desligado e o mesmo ar guardadinho durante quatro horas. E ai daquele que abrir a boca para reclamar, corre o risco de ser linchado. Olha, pelo que me lembro, ainda não precisamos pagar para respirar ar puro e frio não mata ninguém, quer dizer, mata, mas só se for muito frio. Alguém todo encasacado levando um ventinho na cara não vai morrer de uma hora pra outra.

Já pegaram ônibus no inverno? Deusolivre, aqui lá é suicídio. As janelas chegam a suar. Só o cheiro já incomoda que ver então aquelas mães que colocam os filhos gripadíssimos com casaco até a orelha. A criança mal respira e o pouco ar que consegue caçar ainda contém um dos maiores índices de vírus gripal por metro quadrado. Quando resolvo pôr fim naquele antro do influenza o que mais se vê são olhares de puro ódio. Galera, em época de gripe suína não se pode bobear. Tudo certo que já existe vacina, mas não precisa dar chance pro azar, né?! Vamos ventilar as coisas. Nada melhor do que um arzinho puro, não?! Antes gripe era apenas uma doença leve e passageira, hoje tem gente morrendo de gripe por todo canto. Não custa nada prevenir-se.

Mi Poulain

E o Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência?

Do site da Prefeitura Municipal de Rio do Sul, na data de 11 de dezembro de 2009, extrai-se a seguinte afirmação: Dar maior voz aos anseios da comunidade para que o poder público possa tomar decisões é uma das principais funções dos conselhos municipais. É a primeira tarefa do Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência de Rio do Sul será colocar em pauta, todas as reivindicações das entidades assistenciais e de pessoas portadoras de necessidades especiais”.

Era o que esperava o grupo composto por seis representantes de entidades governamentais e seis não governamentais que formam o Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência. Os 12 membros foram empossados um dia antes da notícia ser veiculada no site da prefeitura. Mas, ao que tudo indica, as reuniões do conselho vão virar lenda. Estamos no começo de abril e até agora nada foi feito para que os representantes, alguns portadores de necessidades, pudessem expor suas ideias e efetivarem seus trabalhos através da criação de programas de prevenção e da formulação da política dos direitos das pessoas com deficiência.

A primeira reunião estava marcada para meados de janeiro e até agora não houve qualquer manifestação por parte do executivo municipal. O que dá a entender é que a ideia não passa de demagogia. Afinal, a situação em nossa cidade só piora. Pensa-se demais em grandes obras e se esquece de pequenos detalhes, como rampas de acesso, calçadas apropriadas para atender os portadores de necessidades, dentre outras pequenas medidas que, bem empregadas, causam grandes impactos na vida de quem necessita.

A impressão que se dá é que algumas coisas são criadas apenas para bonito, no intuito de maquiar um trabalho que não flui. Falta atenção, comprometimento e um pouco de boa vontade. Perder tempo batendo boca na televisão parece mais importante que trazer ao cidadão riossulense um pouco de dignidade.

Mi Poulain

10 março 2010

Diversão na sua televisão!

Nossa, fazia tempo que eu não me divertia tanto vendo o Tribuna do Alto Vale. Eu nunca fui com a lata do Fabiano, mas inegavelmente o programa era bem mais dinâmico na presença do ilustre apresentador. Nos últimos tempos Cleber Roberto apenas ficava apoiado naquela banda tentando falar sem respirar. Mas tudo mudou com os últimos acontecimentos envolvendo o Hospital Regional e a dívida, segundo anuncia a “impresa”, de 13milhões.

A maionese começou a desandar quando Jailson Lima da Silva resolveu polemizar a coisa afirmando que a prefeitura de Rio do Sul não repassa uma determinada verba para a entidade há um ano. Não deu outra. Milton Hobus deu o ar da graça no estúdio da emissora na terça, 9, e chamou o deputado de mentiroso. Parecia briga de eleição. Diversão pura.

Para completar, antes mesmo da entrevista com o prefeito, que encontrava-se ao vivo no recinto, o apresentador do Tribuna entrevistou, por telefone, a Secretária de Saúde do Estado, Carmem Zanotto. Essa foi a melhor parte, sem sombra de dúvida. Cleber Roberto questionava a entrevistada com números, afirmando que o governo do estado teria efetuado um repasse de 700mil reais ao hospital, interrompendo o jornalista a secretária soltou: 900mil reais. Ela ainda diz desconhecer o montante de 13milhões, e demonstrou preocupação com as afirmações de que o hospital corria o risco de cancelar de até algumas cirurgias.

Não pude terminar de ver o show, afinal, alguém precisa trabalhar nesta novela. Mas uma conclusão pode-se chegar assistindo só a metade do circo: Isso tudo é uma idiotice completa. Porque bastava chamar a direção do Hospital, o presidente da Fusavi, ou quem quer que seja que conheça a fundo os fatos, e esclarecer tudo. Parar de se perder tempo puxando para baixo, acusando, desmentindo ou inventando. Fazendo o papelão que fizeram na televisão. Seja, prefeito, deputado, apresentador e secretária. Não estamos todos a favor de um só ideal? Então?! Vamos perder tempo com o que há para se perder, não com bobeiras.

Mi Poulain

25 fevereiro 2010

Corrupção sinônimo de QI baixo

Cargo comissionado é uma merda. E eu não vou me privar do direito de dizer merda, porque não há outra palavra para definir cabide de emprego. Isso não acontece só lá em Brasília, não. Acontece bem pertinho da gente. E de uma forma, às vezes, nada legal. Não estou menosprezando a eficiência de alguns. Há pessoas que realmente querem trabalhar e conheço exemplos disso. Mas não entra na minha cabeça, o fato de alguns políticos fazerem campanha para beneficiar gente que não merece, que só infla a máquina pública.

É tamanha a estupidez de um político quando utiliza-se de “influência”, ou do popular, “rabo preso”, para manter algum cargo para o amigo de fulana e o inimigo de cicrana dentro de alguma instituição pública, que as vezes fico a questionar o QI desses governantes. Pois se sou eu quem paga os impostos, e exijo um comando limpo e transparente. Sou eu que contribuo e espero em troca o trabalho ágil dos servidores, porque manteria alguém em um cargo, sabendo que esse não faz nada? Só pode ser muita burrice deixar alguém gastar o próprio dinheiro a troco de nada.

A troco de nada mesmo? Às vezes prefiro não saber. Curto minha ignorância como curto poucas coisas nessa vida. Desfruto dela com um prazer inigualável, como desfrutaria o ninfomaníaco do sexo, o cleptomaníaco do roubo, e o psicopata da maldade. Totalmente sem culpa e sem noção. Prefiro ser assim a me deixar tomar pela raiva de cada coisa que descubro.

Bom mesmo seria utilizar-se da ideia de Rita Lee, que, segundo consta, afirmou no Programa Amaury Jr que gostaria de "Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos”. Quem sabe implantemos o “projeto” nas próximas eleições?

Mi Poulain

17 fevereiro 2010

Por sorte, todo carnaval tem seu fim

Depois da maior festa popular brasileira, e também a mais conhecida nos quatro cantos do mundo, sempre rola uma ressaca. Mesmo não curtindo nenhum momento carnavalesco sinto ressaca. Nem tanto física, apesar da preguiça mortal que abala a quarta-feira de cinzas da grande maioria da população, mas principalmente vem à tona a ressaca moral.

Ressaca moral é pior do que porre. É aquela sensação que fica quando nos sentimos idiotas. É claro que eu adoro um feriado. Dois dias então? Vixi, melhor ainda! Mas eu abomino essa história de gastar horrores por uma ou duas noites em razão....do quê mesmo?

Minha mãe diz que enquanto o povo está lá pulando feito doido, beijando na boca da torcida do flamengo e tomando rios de cerveja, os políticos estão tramando alguma coisa em reuniões extraordinárias. Eu não duvido. A população parece ficar tão hipnotizada, e porque não dizer, idiota, que até mesmo se fossemos atacados por algum povo desconhecido, ainda teria gente sambando feliz e contente.

Por um lado, somos um povo trabalhador, e merecemos descanso, festa e tudo o que o carnaval proporciona, mas por outro há razão para isso tudo? Em alguma parte do mundo existe tamanha manifestação em prol de nada como no carnaval?

É difícil entender, aceitar e participar disso tudo. Nunca pulei carnaval, a não ser quando pequena e praticamente obrigada. Não sinto falta e nem sequer ligo a televisão nessa época do ano. Mas é impossível morar nesse país e fugir desse clima “contagiante” que o carnaval traz. É só marchinha, programação voltada para a festa, carro com axé no último volume, criança com cara pintada, fantasias, e então me pergunto: Afinal, buscamos o que com isso tudo? Alguém, por favor, me explica o motivo de tamanho estardalhaço por conta de uma festa?

Fica a dúvida. Quem sabe, ao longo dos anos eu descubra, e até mesmo aceite. Enquanto isso evito, e rezo para que as programações televisivas melhorem, que o povo não se deixe levar tanto e que exista alguma coisa para se fazer em Rio do Sul na época do carnaval. Pois olha, esse foi duro de aguentar.

Mi Poulain

11 fevereiro 2010

Ano novo vida nova

Ah, que beleza! Todos voltando das férias, todo mundo renovado e pronto para começar mais um ano. E com o ano novo, novos planos, e quem sabe novas conquistas. Meu plano desta vez é um passo grande. Quero achar uma casa, casar e quem sabe, muito bem pensado, ter filhos. E confesso, está realmente difícil começar com a parte principal, a moradia. Estamos batendo perna atrás de uma casa que valha a pena já há alguns meses e definitivamente cheguei a uma conclusão: esse povo só pode estar louco. 150 mil por um terreno, 200 mil por uma casa caindo aos pedaços? Juro, vi coisas absurdas nesse meio tempo, e cogito a séria possibilidade de me juntar ao MST e tentar arrancar alguma coisa de algum “ricasso” por aí.

A teoria do gajo é a seguinte: o que está acontecendo em Rio do Sul, nada mais é do que uma briga de ego. O vizinho coloca a casa à venda por certa quantia e aquele que considera a sua muito mais, acaba fixando um preço maior ainda. O ditado da grama do vizinho mais verde com certeza não cola por aqui. E assim, o povo “toca a faca” e tenta a todo custo vender qualquer porcaria por uma fortuna. Casas no centro estão valendo 1 ou 2 milhões. Coisa pouca, gente! Afinal morar em Rio do Sul é manter padrões de moradia como em Jurerê Internacional, em Florianópolis ou Alphaville, no Rio de Janeiro. Coisa chique demais.

Eu não entendo nada de mercado imobiliário, mas uma coisa eu sei: É preciso que eu trabalhe cerca de 15 anos sem gastar um centavo para conseguir juntar grana suficiente para pagar uma casa dessas. Não sei se o resto do mundo está assim também, mas é óbvio que dessa maneira o povo só consegue casa com auxilio do governo mesmo.

Nem sequer sei se isso é problema para lideranças, mas se é, há de se convir que esses valores absurdos deveriam ser controlados. Existe fiscalização para tanta coisa. Quem sabe um pouco de bom senso traria um pouco mais de felicidade aos seres assalariados assim como eu. Enquanto isso estou à procura, a procura, a procura, a procura....

Mi Poulain

22 dezembro 2009

Eh um menino... eh um menino!!


Gente!! É um menino, é um meninooo! O filho que nossa amiga Momo Maiden está esperando é um meninãaaooo!!

Ueeeeeeeeeeeee
Que venha 2010 e o nosso herdeiro.

Mimo Wildner

02 dezembro 2009

Cansada da vida agitada, Mi Poulain, sempre serelepe, ignora a placa, e descansa em meio às pedras no farol da praia de Navegantes. A sensualidade da moça, é a expressão clara de quem acaba de fazer as pazes com a balança. O clique é de Jorginha, baiana simpática que ao disparar o flash disse com um sotaque incomparável: Sórria quéssavai pórkut!

Mi Poulain

01 dezembro 2009

A volta dos que não foram...


Pelo menos ainda. Sim, depois de alguns verões e poucos invernos estou de volta, não sei por quanto tempo, ou em qual periodicidade, mas estou neste texto e é o que importa.

Texto que nem se quer tem um foco, apenas resolvi discorrer sobre tantas coisas que vêm me consumindo nos últimos dias. Quando a nossa mãe de primeira viagem Momo Maiden dizia que estava cansada dessa vida e que preferia a vida doméstica eu sempre julgava e não conseguia compreender tal pensamento. Hoje eu compreendo, e por muitas vezes me pego pensando que eu deveria pensar nisso também.

Engraçado como a gente muda tão rápido de estilo de vida, antes uma adolescente descompromissada, que trabalhava meio período vivia numa cidade pacata com, mais ou menos, 5 mil, habitantes, e estudava a noite. Logo depois veio a responsabilidade de morar fora de casa numa cidade maior, ter que trabalhar período integral e fazer faculdade a noite. Mas nesse período eu ainda era feliz e não sabia. Agora eu realmente sinto o peso de ter passado a fase de “oba oba”, trabalho convencional, mais uns trabalhos paralelos para conseguir se manter e projetar quem sabe um plano futuro, mais participação em entidades, grupos de amigos daqui, dali... família do pai, da mãe e as vezes do namorado. Enfim, de tudo um pouco no pouco de tudo.

Talvez o meu problema seja a organização do tempo? Uhm... já pensei nisso e me organizo para fazer tal coisa e tal dia, e mesmo que adentre a madrugada eu faço. Mas, também não consigo me privar dos poucos momentos de decidir, do nada, fazer nada. É incrível e agora eu posso perceber, tentar ser gente grande estressa, cansa e por muitas vezes destrói qualquer resquício de bom humor e alegria!

Mimo Wildner

27 novembro 2009

é...

Poucas vezes senti vergonha de ser riossulense. Mas sexta-feira, 20 de novembro, toda a vergonha que nunca havia sentido sobrepôs o orgulho de nascer nessa cidade. No último dia do CONJOR, evento realizado pelas turmas de Jornalismo da Unidavi, Carlos Castilho e Leonardo Correa, tentaram, sem sucesso, falar ao público durante uma mesa redonda. Eis que tudo começou muitíssimo bem, apesar do atraso. Carlos Castilho deu show cada vez que assumia a palavra e falava sobre jornalismo digital.

Não sei se por falta de organização - não estou aqui criticando os alunos, que no mínimo merecem respeito por “peitar” um evento tão grande - ou se a falta de educação da população é tão grande, mas no meio da mesa redonda a povo interessado em assistir o “grande” Caco Barcellos começou a chegar e fazer muito barulho. A conversa era tamanha que em alguns momentos nem sequer conseguia ouvir o que falavam ao microfone. Isso porque estava na 4ª fileira, imagine então os que sentavam mais atrás.

Para completar o show o reitor da universidade e o prefeito chegaram conversando no corredor principal como se nada estivesse acontecendo. Nosso prefeito mais parecia uma miss ao ganhar um título. Só faltou mesmo jogar beijos, pois até abanar o dito cujo abanou. Ao findar, em meio a conversas descontroladas, visivelmente inconformados os dois jornalistas deram lugar ao rei da noite. Para anunciar Barcellos chamaram então o reitor que fechou a noite com “chave de ouro” esquecendo o nome do palestrante. Fiquei imaginando se o palestrante esquecesse o nome do reitor. No mínimo seria engraçado.

Entre trancos e barrancos, e apesar da imensa vergonha que ainda sinto por aquele dia, posso dizer que sinto orgulho de ser jornalista. Os alunos, apesar de totalmente inexperientes, conseguiram levar ao público um pouquinho de uma visão mais aguçada, desmistificando aquele ar de imprensa acima de qualquer suspeita que ainda temos no Brasil. Eventos como esse são sempre importantes para que os novos profissionais compreendam seu verdadeiro papel diante da sociedade. Apenas esperamos um respeito maior, tanto por parte da população, quanto das celebridades do município.

Mi Poulain

26 novembro 2009

Múmias vivas

Ontem presenciei um ato, no mínimo grotesco, realizado pela igreja católica aqui em Rio do Sul. Transita pelo mundo uma urna com uma estátua em cera, onde, segundo costa, a mão e o antebraço de Dom Bosco (de verdade) estão. Eu não acredito, mas respeito quem crê. Mas isso não me isenta de achar aquilo tudo muito horrível.

Diante da minha extrema curiosidade convidei Mimo Wildner para dar uma “banda” na Catedral e presenciar a cena. O negócio tava bombando. Confesso que achei aquilo muito bizarro. Distribuíam toalhas de papel na porta da igreja, alguns usavam uma camiseta com os dizeres: Estive com Dom Bosco. E muita gente chorava. Eu quase chorei também, mas foi de medo. Aquilo era horrível, para não dizer macabro. Parecia uma pessoa morta de verdade dentro de uma urna. Até a menina de Palermo é mais bonitinha que aquilo.

Saí de lá com um arrepio que corria o corpo todo. E me pergunto por que raios não deixam esse coitado de Dom Bosco em paz. Deixem o homem e ponto final. Se quiserem cultuar, beleza, mas esqueçam os pedaços do corpo dele. E se for para fazer uma estátua, que façam aquelas que ficam nas praças. Já é uma grande homenagem.

Com todo essa história fiquei pensando em gente embalsamada e uma figurinha não saia da cabeça: Vera Fischer. A mulher mais parece mesmo um boneco de cera, ou uma daquelas múmias. Diante disso revolvi elencar um clã das maiores múmias vivas. Segue:

Vera Fischer não podia faltar. A criatura praticamente não tem mais movimentos. A única coisa que vejo mexer são os braços, os olhos e as pernas. Entre tronco e pescoço a dita cuja parece ter algum tipo de paralisia. O que me faz pensar que cenas calientes, como são costume da “atriz”, devem ser muito mais difíceis de fazer do que para a grande maioria. Por isso a fofurinha sempre cai nas graças de Manoel Carlos. Pensando bem também acho que mereça um prêmio. Fazer novela com algum tipo de paralisia não deve ser fácil.


Oscar Niemeyer. Gente, o homem tem 101 anos, vai fazer 102 na metade de dezembro e nem sequer está pensando em morrer. Esse deve tomar formol todo dia antes do café da manhã. Ou trabalho de arquiteto é mole demais. Porque eu não conheço um raio de jornalista que viveu tanto assim. Deusolivre. Mandem enterrar.

Dona Canô. Não sei o que é pior, ser baiana, ter que pedir desculpas para o Lula porque o imbecil do filho disse em rede nacional que o presidente é analfabeto, ter 101 anos, ser mãe de Caetano e viver pela eternidade escutando e pior, gostando das músicas do filho, ou ter sido a culpada por botar aquela coisa feia da Maria Bethânia no mundo. Se fosse comigo não teria agüentado tanto. Essa merece mais título de santa que Dom Bosco.

Donatella Versace: É a prova viva de que dinheiro não traz beleza. Com 54 anos Donatella envergonha a família de um dos estilistas mais famosos do mundo. Antes tivessem assassinado a irmã. Gianni tinha maior pinta de gay, mas pelo menos tinha um rosto apresentável. Segundo consta Donatella era a musa inspiradora de Gianni. Vamo fala de mal gosto.

Elsa Soares: Eu nem imagino quantos anos essa criatura tem. Quem sabe uns 150. Mas é o exemplo do que não se deve ser feito. Não entendo como ela enxerga com aqueles olhos repuxados. Mais parece parente de gato. E o cabelinho? Um arraso. Dercy Gonçalves tava mais inteira quando bateu as botas.

Cauby Peixoto: Ele nem é tão velho assim. Tem 78 anos, só inclui na lista porque adoro escutar ele cantando Conceição. Além do mais ele pode ser considerado o 1º traveco brasileiro. De boa, ele não é homem de verdade. Sem contar que tenho uma amiga que tem uma vó igualzinha a ele. Até a voz. É só biquinho e purpurina.

E para terminar. Só tenho uma coisa a dizer: Ana Maria Braga? Choquei!


Mi Poulain

25 novembro 2009

Adote esta ideia você também

Se você tem aquele dinheiro adicional e inesperado no mês e pretende gastá-lo comprando filmes no sebo, sugiro que perca a vergonha na cara e peça para dar uma olhada no DVD antes, a fim de conferir se o mesmo se encontra livre de arranhões. Assim, você será mais esperto que eu, e evita que o filme trave nos últimos quinze minutos. Eu recomendo.

Se você curte a arte de se auto depreciar, ou curtir uma fossa como ninguém, sugiro que se estire na cama, sem travesseiro, sem coberta, abra os braços, feche os olhos e se concentre. Coloque a imaginação e a criatividade pra funcionar e mostre seu potencial pensando em coisas tristes e aterradoras. E não esqueça de dar o play na música “The Blower’s Daughter”, do Damien Rice. Eu recomendo.

Caixinha de som é mato. O negócio é estourar os tímpanos com o velho fone de ouvido, sentindo a voz rouca do James Blunt no ouvidinho, cantando só pra você. Ele até sussurra. É só baixar o volume um pouquinho. Eu recomendo.

Tem coisa mais criminosa/autodepreciativa do que comer a carne moída do meio-dia, a 0h30 de uma segunda-feira? É deprimente quando se come mesmo sabendo que vai se arrepender nos próximos cinco minutos. Mas mais deprimente ainda é, mesmo assim, não conseguir não comer. Comer com aquela culpa na consciência não faz bem pra ninguém, nem pra moral. Eu recomendo.

Se você está de namorado novo já nos primeiros meses do ano e sente que o negócio vai longe, não deixe pra fazer o “regime do verão” no mês de novembro. Comece, se possível, já na primeira semana do affair, assim, evitará constrangimentos futuros na hora de ficar de biquíni na praia com o gajo e família. Eu recomendo.


Assinado,

Fundação Mimi Kiddo para um Futuro Melhor.

17 novembro 2009

Achado não é roubado

Perdemos (o gajo e eu), um cheque nesta semana. Nunca havia perdido dinheiro. Pelo menos não tanto. Tudo bem, o cheque não era lá muito valioso. Mas era fruto do meu trabalho. E isso dói. Você suar para ganhar aquele extra. Trabalhar várias noites para ter acesso àquela pequena, porém significativa quantia que ajuda a engordar o porquinho todo mês, e vê-la perdida no vento, sem lenço e sem documento, dói mais do que imaginava.

Nunca suei tanto na vida. E olha que nessa semana nem sequer fez calor. Procuramos desesperados aquele pedaço de papel. Mas foi em vão. Encontramos tudo, menos o bendito cheque. Ok, depois de muitas lamúrias, a solução. Vamos sustar o dito-cujo. Eis que descobrimos que para que haja sustação é necessário fazer um Boletim de Ocorrência. E lá fomos nós rumo à maratona-do-cheque-louco.

Chegamos na delegacia, cumprimos com as formalidades, e durante a rápida conversa fiz um questionamento ao rapaz que nos atendeu. - Quando alguém encontra um cheque (nominal) não devolve e ainda por cima tenta trocar, é furto? O rapazote olhou-me atentamente e com um sorriso de canto de boca, como quem quer deixar transparecer um subjetivo, nem tão subjetivo assim, idiota, e respondeu-me: - Não! Cada um deve cuidar do que tem. A pessoa não tem culpa que você perdeu.

Ok, ela não tem culpa. Concordo. Mas a tentativa de trocar esse cheque não seria apropriar-se do que não lhe pertence? Em outras palavras, a meu ver, pegar aquilo que não é meu e ainda por cima tentar tirar vantagem disso é nada mais, nada menos que furto. Confesso que não fiquei chocada. Até esperava por isso. Achei no mínimo engraçado. Tantas leis. Tantas regras. E um simples ato de honestidade não conta? Ou pior, a desonestidade não é tomada como infração?

Por fim, quase me obrigo à rendição. O que farei ao encontrar um cheque nominal à fulano-de-tal? Ora, vou trocar. Afinal, achado não é roubado! Como diriam alguns: E a vida segue. Com peso na consciência, mas segue.

Mi Poulain

11 novembro 2009

Bolsa Família e a política do Pão e circo

Raramente ligo a televisão no canal local durante a noite. Mas ontem foi um dia atípico. Depois de suar a tarde inteira, o gajo e eu resolvemos exercer todo o nosso lado preguiço. Arrumamos algo para comer e sentamos em frente à televisão. Assistíamos jornal quando durante uma reportagem sobre o cadastro do Bolsa Família uma coisa me chamou atenção.

Estavam falando sobre o recadastramento e toda aquela palhaça de que considero esse benefício besta criado apenas para ganhar fama e graça entre a classe mais empobrecida. Pois bem, dizia lá o repórter durante sua passagem, que das 160 famílias riossulenses cadastradas no Bolsa Família, apenas 60 haviam entrado em contato com o órgão responsável e efetuado a atualização dos dados. Gente, isso lá é raio de matéria de passar em televisão? Se é que realmente esse plano existe e funciona como deveria, as pessoas que necessitam de auxílio do governo não tem sequer aparelho de TV em casa (ou em tese não teriam condições de ter), para poderem assistir o que dizia o repórter. Mas se o cara tem tempo para assistir, dinheiro para investir numa compra tão cara, e cacife pra bancar energia elétrica desnecessária então ele não precisa aderir ao plano.

Porém, vamos supor que o dito-cujo ainda precise do auxílio de Bolsa Família. Como ele irá saber que precisa fazer o recadastramento? Existe algum tipo de aviso além dos meios de comunicação, que sabemos nós, não é habito entre a classe realmente baixa? E outra, o governo não precisa fazer algum tipo de fiscalização para saber se quem necessita está recebendo esse valor? Não seria então muito mais interessante que esses agentes do Bolsa Família visitassem as casas, já que é necessário em qualquer cadastro “normal” comprovar moradia? Ou seja, ao mesmo tempo eles estariam efetuando esse recadastro e também fiscalizando para verificar a efetividade desse tipo de programa.

Isso tudo pode parecer meio preconceituoso e extremamente radical, mas diante da máxima do “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, Lula conseguiu desvirtuar toda uma linha de pensamento e acabar de vez com a “boa” imagem que ainda restava diante daqueles poucos que fogem à regra da ignorância extrema. É triste aceitar que um povo acredite realmente que ganhar tudo de mão beijada é o caminho certo para o progresso.

Mi Poulain

05 novembro 2009

Dando uma olhadela no dicionário, ficamos embasbacados diante de tantas palavras atípicas e, principalmente, incrédulos quanto aos seus significados. Eu tive uma colega no curso de Jornalismo que, com certeza, lia um pouco do dicionário antes de dormir. Acho até que o dicionário era o livro de cabeceira dela. Certa vez, o grupo teve aquela discussão básica, um leve conflito de classe e, no fim, ela se levantou e disse que éramos alguma coisa, que até hoje não sei o que é. Quer dizer, além de xingar, a pessoa faz-nos sentir ignorantes. Mas foi engraçado, porque quando ela terminou a frase, ninguém se sentiu ofendido, mas também não soubemos revidar à altura. Ficamos na nossa.

Por outro lado, tinha uma menina que fazia jus ao estereótipo: loira, alta, magra, mas burra que dói. Um dia, numa aula com o professor que hoje é o coordenador do curso, ela falava sobre uma revista bastante interessante que trazia uma reportagem “que fala sobre a II Guerra Mundial, o Hitler, os judeuses, e tal”. Judeuses! Essa sim devia ler o dicionário de vez em quando.

Mudando de assunto e deixando os verbetes de escanteio, universidade, colégios e afins são uma fonte muita rica em matéria de humor, esquisitices, bizarrices que só acontecem lá. Eu atribuo isso ao fato de concentrar, num mesmo recinto, um grande número de pessoas heterogêneas. Seres (alguns menos humanos do que outros) de todos os tipos.

Em uma aula, tínhamos que contar um caso marcante na vida. Teve uma que, quando pequena, comeu a flor copo-de-leite. Sim, mastigou as pétalas pra ver se o Fábio Júnior surgiria (tal como aconteceu na novela). TV, uma fonte de cultura e entretenimento.

Tinha uma, a Carla, que jamais vou esquecer. Feia que é o diabo, deveria ter sido apelidada de Carla, a Patriota. Nunca esqueço do dia que ela cantou o Hino Nacional na frente da sala, enrolada na bandeira do Brasil, chorando que nem uma condenada. Essa gostava mais da nação do que a Thalia que, quando vinha pra nossa terra, cantava superempolgada “Tê ámo, tê ámo, tê ámo, Brasiiiil!” Agora lembrei o apelido dela: Carlinha dos Teclados. Ela tocava teclado, e ficávamos imaginando ela cantando o Hino, tocando teclado, enrolada na bandeira e chorando. Uma cena bem deprimente que não saía da nossa cabeça.

Tinha uma também que era bem estranha. Ela trabalhava na rádio da cidade em que morava, pertinho daqui, e poxa, que legal trabalhar na rádio já no começo do curso. Dá pra aprender, fazer um estágio e ganhar experiência. Depois foram descobrir que ela fazia cafezinho na rádio. Era essa sua função. Nada contra, mas ela só esqueceu de avisar.

Quando estamos no fim do curso, não vemos a hora de que tudo acabe logo de uma vez. Aí vem o sabichão e nos diz: “Não falem isso... vocês morrerão de saudade”. Realmente, acontecia cada coisa dentro da sala de aula, que a nostalgia vai ser eterna, e a vontade de que tudo volte pra poder reviver cada momento, é inevitável. Onde mais eu vou ver a professora de “Expressão Corporal”, que pesava uns 120 kg, cair da cadeira e se esborrachar no chão? Onde eu vou encontrar a professora que insiste em dizer “adevogado”, se não na universidade?

Mimi Kiddo