05 Novembro 2009

Dando uma olhadela no dicionário, ficamos embasbacados diante de tantas palavras atípicas e, principalmente, incrédulos quanto aos seus significados. Eu tive uma colega no curso de Jornalismo que, com certeza, lia um pouco do dicionário antes de dormir. Acho até que o dicionário era o livro de cabeceira dela. Certa vez, o grupo teve aquela discussão básica, um leve conflito de classe e, no fim, ela se levantou e disse que éramos alguma coisa, que até hoje não sei o que é. Quer dizer, além de xingar, a pessoa faz-nos sentir ignorantes. Mas foi engraçado, porque quando ela terminou a frase, ninguém se sentiu ofendido, mas também não soubemos revidar à altura. Ficamos na nossa.

Por outro lado, tinha uma menina que fazia jus ao estereótipo: loira, alta, magra, mas burra que dói. Um dia, numa aula com o professor que hoje é o coordenador do curso, ela falava sobre uma revista bastante interessante que trazia uma reportagem “que fala sobre a II Guerra Mundial, o Hitler, os judeuses, e tal”. Judeuses! Essa sim devia ler o dicionário de vez em quando.

Mudando de assunto e deixando os verbetes de escanteio, universidade, colégios e afins são uma fonte muita rica em matéria de humor, esquisitices, bizarrices que só acontecem lá. Eu atribuo isso ao fato de concentrar, num mesmo recinto, um grande número de pessoas heterogêneas. Seres (alguns menos humanos do que outros) de todos os tipos.

Em uma aula, tínhamos que contar um caso marcante na vida. Teve uma que, quando pequena, comeu a flor copo-de-leite. Sim, mastigou as pétalas pra ver se o Fábio Júnior surgiria (tal como aconteceu na novela). TV, uma fonte de cultura e entretenimento.

Tinha uma, a Carla, que jamais vou esquecer. Feia que é o diabo, deveria ter sido apelidada de Carla, a Patriota. Nunca esqueço do dia que ela cantou o Hino Nacional na frente da sala, enrolada na bandeira do Brasil, chorando que nem uma condenada. Essa gostava mais da nação do que a Thalia que, quando vinha pra nossa terra, cantava superempolgada “Tê ámo, tê ámo, tê ámo, Brasiiiil!” Agora lembrei o apelido dela: Carlinha dos Teclados. Ela tocava teclado, e ficávamos imaginando ela cantando o Hino, tocando teclado, enrolada na bandeira e chorando. Uma cena bem deprimente que não saía da nossa cabeça.

Tinha uma também que era bem estranha. Ela trabalhava na rádio da cidade em que morava, pertinho daqui, e poxa, que legal trabalhar na rádio já no começo do curso. Dá pra aprender, fazer um estágio e ganhar experiência. Depois foram descobrir que ela fazia cafezinho na rádio. Era essa sua função. Nada contra, mas ela só esqueceu de avisar.

Quando estamos no fim do curso, não vemos a hora de que tudo acabe logo de uma vez. Aí vem o sabichão e nos diz: “Não falem isso... vocês morrerão de saudade”. Realmente, acontecia cada coisa dentro da sala de aula, que a nostalgia vai ser eterna, e a vontade de que tudo volte pra poder reviver cada momento, é inevitável. Onde mais eu vou ver a professora de “Expressão Corporal”, que pesava uns 120 kg, cair da cadeira e se esborrachar no chão? Onde eu vou encontrar a professora que insiste em dizer “adevogado”, se não na universidade?

Mimi Kiddo

03 Novembro 2009

Trabalho é remédio da alma (título exagerado)

Já tive empregos bons, alguns pouco rentáveis, outros nada legais. Mas não posso reclamar. Com o pé nos 25 tive mais empregos que meu pai se duvidar. Comecei no restaurante da minha avó. Servindo comida para empresas. Era limpar chão, lavar louça, servir peão das 7 da matina até quando o serviço acabasse. Admiro muito todos que trabalham lá há anos. Não é um serviço fácil e nem muito rentável. Mas quem precisa, sujeita-se.

Depois parti para uma madeireira. Não durou duas semanas. Os motivos não vêm ao caso, mas o negócio era complicado. Depois disso consegui como costureira na empresa da mãe de uma amiga. Após furar o dedo com a agulha e demonstrar finalmente que eu não servia para aquilo, resolveram me colocar para empacotar. Nunca me diverti tanto em um emprego. Era uma mistura de pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo com uma história de vida tão interessante.

Logo comecei a faculdade e consequentemente não aguentei a carga horária puxada. Parti para o estágio na biblioteca da universidade. O fato de estar perto dos livros me fez criar o hábito da leitura. Os outros estagiários eram divertidíssimos, fiz grandes amigos por lá. O problema era mais em cima. Não vou entrar no mérito da questão. Mas uma coisa me intriga até hoje. Não consigo entender o porquê de manter pessoas tão sem “tato” para comandar um setor onde as pessoas procuram no mínimo um pouco de paz e sossego. Bom, paciência. Apenas desejo boa sorte aos que passarão por lá algum dia. Será necessário.

Felizmente ganhei a conta e então e logo arrumei outro trabalho. A função era fácil de desempenhar, mas minha área não era compatível e tive que sair. Logo vim para o meu atual emprego e nele estou há três anos. De todos os lugares que passei esse é com certeza o mais doerá deixar. Um clima agradável, onde cada um cuida do seu trabalho sem nenhum tipo de pressão. E acreditem, funciona. E nessa mistura de trabalhos e funções percebi que não importa o lugar, as pessoas, a tarefa desempenhada. Você sempre levará algo de bom, por pior que seja. Com isso a vida segue e tento tirar dela o melhor. Que venham outros trabalhos, muitos colegas e a vontade de crescer sempre.

Mi Poulain

29 Outubro 2009

Crise de estrelismo!


“São muitas estrelas para pouco céu”, já dizia um professor meu ao tentar inúmeras vezes conter o ego de alguns alunos que estavam apenas nos primeiros semestres da faculdade de jornalismo aqui em Rio do Sul, o Mestre Nivaldo, fazia sátira com os alunos que estavam apenas aprendendo a futura profissão, mas já achavam-se âncoras do Jornal Nacional.


Pois bem, diante de uma crise-de-falta-de-ter-o-que-fazer, a história a seguir, aconteceu comigo neste domingo à tarde, quando durante um lapso preguiçoso, resolvi aderir ao clube do nadismo como dizem minhas amigas MIMIMIMÓMÓMÓ.


Sem nenhum livro novo para começar, e depois de ter finalmente acabado a coleção intera do Harry Potter, fui assistir ao SBT. No começo do programa confesso que achei tudo engraçado. Havia vários personagens no palco, pessoas fantasiadas e algumas brincadeiras na apresentação dos convidados. Mas não demorou sequer 2 minutos e o nível foi baixando, o povo tentando atravessar aquela piscina que não afunda, as bundas e cochas à mostra, salientando tudo que o brasileiro mais gosta de ver. Não que eu não goste de ver mulheres bonitas e homens sarados vestidos de egípcios, o que me fez sentir vergonha alheia foi a forma como eles tentam alcançar a fama e buscam aparecer. Tudo isso tornam eles mais do que famosos, tornam os coitados ridículos.


O Bam-bam, personagem de uma das edições do BBB virou cantor! É isso mesmo? Ele e mais um moreno sarado, que, diga-se de passagem, dava um caldo, lançaram sua nova música. Antes da apresentação ambos faziam um mistério sobre a tal mulher múmia, que durante meia hora de programa ficou presa dentro de um sarcófago. Não sei se sentia mais pena deles por aquela situação, daquela coitada lá dentro sem ar, ou de mim por me sujeitar a ver aquilo.


Aquela coitada estava toda amarrada com faixas cobrindo o corpo inteiro, mas lógico salientando o peito e mostrando todas as suas sinuosas curvas. Finalmente depois de muita “enrolação”, fizeram o lançamento da tal música, que parecia mais uma réplica daquelas do grupo sacana da Carla Perez. Tudo que é novo é bom, mas tudo que ridiculariza demais cansa.


Todos os famosos que ali estavam faziam questão de rebolar tentando que a briga de egos começou a desabrochar. Colocavam-se a frente de todos, até dos próprios músicos. Não sei se foi falta de organização do programa, ou se os convidados estavam abusados mesmo, mas as câmeras perderam o controle da situação, a turma de apoio do palco não vencia em tirar as bundas de frente de todos, e aquilo virou uma sopa de gente se achando.


Mulher melancia, moranguinho, e todas as frutas presentes na mídia atualmente, são lindas, não há o que negar. Até nós, meros mortais, que não vivemos da nossa aparência, não dançamos para nenhuma banda de pagode, axé, sertanejo, forró, nem Calypso-da-vida, gostamos de ficar bem. Fazemos de tudo: dieta, plástica silicone, meias que escondem a celulite, tudo vale. Mas de uma coisa posso me orgulhar. Eu ainda não rebolo em frente as câmeras.


Se o Nivaldo tivesse assistido ao programa da tarde de domingo, ele com certeza soltaria sua famosa frase: “São muitas estrelas para pouco céu”.


Miss Purpurina

28 Outubro 2009

Ah, o verão!

Dizem que o verão é a estação da perdição. Onde você faz tudo aquilo que irá ficar marcado para as gerações futuras. Não gosto de calor. Definitivamente não sou uma pessoa que se adequa bem aos verões quentes com temperaturas acima dos 35 graus. Mas enquanto não posso morar em um país gelado, rendo-me aos encantos do nosso clima tropical. O horário de verão mal começou e já tenho vontades dignas da época mais quente do ano.

Caminhar. Todo cidadão riossulense parece adorar caminhar. Rio do Sul deveria ser a capital da caminhada e não do jeans. São tantas pessoas caminhando quando chega o verão que mal sobra espaço para esse mundaréu de gente nas calçadas. Isso quando tem calçada. O negócio é usar as ciclovias ou até mesmo o meio fio. Eu sei, eu sei. É errado. Mas cada um se vira como pode, não é?!

Tomar cerveja. Parece um botão que se ativa. É só sair um solzinho e mudar o horário que minha vontade de tomar uma cevada aumenta. Chego a acordar pensando em cerveja. Mas nada será como os verões passados. O bar que eu mais gostava de frequentar fechou para dar espaço a um novo empreendimento. E dá-lhe construção nessa cidade. Às vezes me pergunto se tem gente suficiente pra morar nesses prédios todos. É muito apartamento, não é não?! Já que não temos mais um bar legal, o negócio é partir para aquele com a cerveja mais gelada. E bora convidar os amigos para um papo de mesa de bar. Afinal, nada mais divertido, interessante e convidativo do sentar e conversar com amigos.

Saudade de praia. Não entendo porque-raios tenho saudades de praia se quando estou lá nunca ponho os pés na areia. Aliás, areia é uma coisa que nem deveria existir. Acaba com toda a diversão. Minha teoria é: a saudade da praia deve-se única e exclusivamente pelo fato de que Rio do Sul torna-se morta no fim do ano. Começa a esquentar e o povo já migra para o litoral. Chega a ser deprimente passar o Ano Novo aqui. Tá aí um investimento que seria mais que bem-vindo.

E agora é por em prática todos os planos de verão. Que não é minha estação predileta, mas definitivamente é a mais alegre de todas. E viva o verão, o sol e a diversão.

Mi Poulain

14 Outubro 2009

Devolvam-me minha ingenuidade

Às vezes paro em frente à televisão e me sinto inútil. Esse não é um privilégio só meu, mas de inúmeras pessoas. Dizem que a ignorância é a chave para a felicidade e eu confesso que acredito nisso. E como acredito! Quanto mais descobrimos fatos, histórias, falcatruas, teorias baratas e percebemos exatamente tudo o que nos rodeia, começamos a entender que somos na verdade nada mais que um monte de gente inútil.

Assusto-me quando assisto telejornal. Tenho a nítida sensação de estar entrando em um mundo irreal onde só acontecem coisas ruins. Do começo ao fim só o que se vê é tragédia. Desastre ambiental, filhos matando pais, avós, irmãos em troca de drogas. Assistimos inertes o show da dor. Hoje mesmo ao encontrar o jornal na garagem de casa encontrei uma foto enorme de uma moça aos pratos. O fundo preto destacava as cores claras da chamada que dizia: “Ela perdeu a mãe, o irmão e o sobrinho em um acidente no feriadão, quando mais 13 pessoas morreram nas estradas”. Confesso que no começo quase me emocionei. Mas que palhaçada é essa? Vender a dor alheia? É isso que queremos? Tudo bem, temos que saber “vender” nossa notícia. Mas e essa moça que vai se olhar na capa do jornal, exposta, relembrando aquilo que mais dói nesse momento.

Certa vez quando tentei entrevistar uma família de Blumenau cujo filho havia sido assassinado pelo “amigo”, senti na pele o impasse que muitas vezes a mídia acaba criando. Maltrata por uma enxurrada de notícias sobre a morte de seu filho ela, a princípio, negou-se a me conceder entrevistar, afirmando que já não aguentava mais ler, assistir e ouvir aquela mesma história. Quando tentava esquecer ela escutava alguma coisa e voltavam todas as lembranças ruins.

É nessas horas que sinto medo da profissão. Medo de assistir a isso tudo sem nenhum peso na consciência. De “jogar” com a dor alheia e depois simplesmente sorrir e dar boa noite como faz William Bonner e sua esposa.

Mi Poulain

08 Outubro 2009

Dica de leitura virtual


Não tenho conhecimento suficiente para falar sobre sua origem, confirmar seu talento jornalístico. Mas pelo o que se lê e o que se ouve, pode-se constatar que Geneton Moraes Neto já fez história. E vem fazendo há décadas. Uma coisa é certa: o cara é bom! Há uns dois anos fui presenteada com o livro Dossiê Drummond, no qual li avidamente. Impossível não amar um poeta da grandeza humana que era Carlos Drummond de Andrade.

Em seu blog, Geneton discorre sobre assuntos interessantes, falando de anônimos e famosos. A última, lida hoje, traz uma indagação feita por ele:

“Dúvidas inúteis de um leigo absoluto em matéria de moda: por que é que uma modelo como Gisele Bündchen se move na passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda?”

Para quem não ainda leu no blog do jornalista, segue uns trechos:

“Mas aí uma dúvida devastadora invade a alma dos leigos: em nome das vítimas do tsunami, alguém poderia explicar o que é que faz uma supermodelo multimilionária se mover numa passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda? É verdade que ganha cachês de milhares de dólares para balançar o esqueleto como se fosse uma marionete descontrolada?

Jamais vi desfiles de moda. Faço, desde já, um juramento: pretendo morrer sem ver. Não me fazem a menor falta.

Ainda assim, cultivo esta dúvida: alguém pode me dizer em português claro o que é que faz uma supermodelo tão bonita quanto Gisele Bündchen andar com um pé na frente do outro, como se estivesse querendo provar ao guarda de trânsito que não bebeu?”

Há um post mais abaixo que fala do grande jornalista Joel Silveira. Já li alguns de seus livros, e o que me apraz é o jornalismo literário que o camarada escreveu. Tinha um humor saudoso, nostálgico, que não encontramos mais muito por aí. Uma pena. Devido ao humor ácido, irônico, foi apelidado de “víbora”, por Assis Chateaubriand.

Segue também uns trechos interessantes... palavras ditas por Joel Silveira. Sobre Fernando Henrique Cardoso, ele disse:

“É o tipo do presidente que sabe falar, mas não sabe dizer. Fala, mas não diz. Nunca vi falar tanto, sobre qualquer assunto. Aparece mais na TV do que anúncio de Coca-Cola. Tenho a impressão de que todo dia, ao acordar, logo de manhã, Fernando Henrique se vira para um assessor e pergunta: - Por favor, qual é o mote de hoje? O assessor diz, por exemplo, ‘indústria siderúrgica’. E aí ele se dana a falar sobre indústria siderúrgica o dia todo. Um dia depois, muda de mote. Assim por diante, até o fim dos tempos”.

Ele disse também que “O cúmulo do ridículo, beirando o grotesco, é um marmanjo, gordo e barrigudo, tocando cavaquinho...”

Joel Silveira também indaga: “Pode existir coisa mais idiota do que um alpinista? Por que é que eles não pegam um avião, meu Deus do céu? Por que não vão de helicóptero? Pra que subir naquelas montanhas, se eles poderiam ver tudo da janela de um avião, no maior conforto?”

No decorrer da entrevista, muitos dizeres interessantes são lançados pelo jornalista. Como, por exemplo, quando Geneton pergunta quem o Joel não levaria, sob hipótese alguma para uma ilha deserta, se fosse condenado a passar o resto da vida isolado do mundo. Ele responde:

“Eu não levaria João Gilberto de forma nenhuma, com aquele violãozinho, uma coisa horrorosa. Aliás, o melhor talvez fosse deixá-lo numa ilha deserta, sem violão! Assim, eu poderia ir embora. Não entendo o fenômeno João Gilberto: é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria, porque, como sou repórter, gosto de saber das coisas. Mas confesso que não consigo”.

Joel também narra o único diálogo que teve com a lenda Nelson Rodrigues. Resumi:

“Em nunca disse que não gostava de Nelson Rodrigues. Apenas convivi pouco com ele. Uma vez eu estava escrevendo alguma coisa – escrevo depressa na máquina, porque no fundo sou mesmo é um bom datilógrafo. De repente, Nelson Rodrigues caminha em minha direção, fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: ‘Patético!’. Em seguida, foi embora em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nelson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever. Depois eu disse, simplesmente: ‘Dramático!’. Fui embora”.

Para quem ficou curioso, para quem gosta de blogs, para quem gosta de Joel Silveira, e para quem não gosta mas ficou interessado, ou para quem não tiver nada pra fazer, é só acessar
http://colunas.g1.com.br/geneton/ .


Mimi Kiddo.

28 Setembro 2009

Clic

Não posso culpar meus namorados pela falta de romantismo. Nunca fui provida de muito. Eu nunca li Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus. Mas toda mulher, e quando eu falou toda, eu digo TODA mulher, chega ao estágio do “clic”. Assim, um leve estalo e a maionese desanda. Ela odiava casamento? Agora adora! Flor era coisa de boiola? Quer uma todo dia no café da manhã. Espera impacientemente pelo dia em que seus filhos chegarão. Faz planos para construção da casa. Vê suas amigas, primas, cunhadas e até mesmo sua irmã caçula se casar antes. É quando bate o desespero.

Você está há 10 anos com aquele cara. Ok, no começo era só brincadeira. Você era uma sacana e só queria curtir. Mas nos últimos 8 anos só o que faz é pensar nele. Dia e noite. Chega a ter frio na barriga quando transam, ou simplesmente quando revê ele depois de umas 12 horas sem abraços e carinhos. Mas e agora? Agora que você finalmente decidiu que é a hora de constituir família ele simplesmente esquece que um dia pensou nisso. Aqueles planos do começo do namoro ficam no passado e cada vez que você fala de casamento ele fala em dinheiro.

Incrível como todo mundo conseguiu construir uma casa ganhando menos da metade do que você e ele ganham juntos. Mas espantosamente a renda dos dois não dá nem para o mês. Isso que vivem debaixo do teto dos pais e a única coisa importante que fazem é abastecer o carro e contribuir com míseros R$ 50,00 para pagar as contas. Ele espera o emprego dos sonhos, mas nunca sai pra procurar.

E você espera! Mais uns dois ou três anos até que finalmente se cansa e diz: Ou caga ou desocupa a moita. E vocês acabam. Ele chora e você transforma-se na vaca que largou ele poucos dias antes do pedido de casamento. Coitado. Eles se amavam tanto, mas ela não quis esperar. Agora vai casar com outro. Ele está com uma barriga enorme de tanto tomar cerveja e ela tem uma casa com piscina e uma filha loira com cachinhos e vestido rosa. Mas ela continua sendo a filha da puta, porque nas reuniões de família dele o único assunto é a forma terrível como tudo terminou, e como ele passa os dias chorando a sua falta. É a vida.

Mi Poulain

24 Setembro 2009

Posto de Informação

Nunca vi coisa igual. Pelo menos três pessoas por dia entram no “meu” local de trabalho para perguntar onde é algum lugar. Normalmente perguntam onde é a empreiteira, que se ele desse apenas mais dois passos já descobriria, ou onde é a seguradora, vulgo seguradeira por algumas pessoas, que se olhasse do outro lado da rua também acharia.

Incrível. Porque não é apenas pessoalmente. Algumas pessoas insistem em ligar pra cá perguntando telefone de vários outros estabelecimentos... lojas, empresas, indústrias, pessoas... enfim somos também uma lista telefônica.

Não que isso incomode, interfira no trabalho... mas fico imaginando por que aqui? Uma entrada pequena, com uma placa na vertical com o nome. Sim, não é lá grandes coisas não, é bem mais fácil encontrar a tal empreiteira que tem duas janelas com imagens de casas e outra com a logo e também a seguradora que tem um banner na entrada e vários carros com a logo estacionados na frente do que meu humilde trabalho. É isso que me intriga, por que aqui?

E será que é só conosco, ou é apenas uma sensação de que todo mundo vem ou liga só aqui pra pedir informações?

Mimo Wildner

22 Setembro 2009

Desabafo de uma mulher moderna!!!

"São 6h... o despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede...Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...Aquário?
Olhando os peixinhos nadarem... se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...Brigadeiro...Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela...Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecasdos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com ideias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!!Que espaço, minha filha???Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer?Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz...Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá,porque naquela época não existia Bernard do vôlei.PORQUE???..me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!!Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar...tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sairsempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!!E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!). ..Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles...Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?CHEGAAAAAAA!!!... eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a portapara eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartõescheios de poesia, faça serenatas na minha janela... ai, meu Deus, já são 6:30,tenho que levantar!...,e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga"meu bem, me traz um cafezinho, por favor?",descobri que nasci para servir.Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?"
(Autora: uma Executiva P... da Vida)!!!!

18 Setembro 2009

Domingos no elevado

Depois de tantas datas promulgadas. Dos inúmeros atrasos, o sábado teve um brilho todo especial em Rio do Sul. Finalmente tivemos o prazer de vermos a inauguração do Elevado. A prova de fogo teve início no domingo, dia 13, quando o trânsito foi liberado e 99% da população riossulense resolveu dar sua passadinha para conferir a estrutura da obra.

O pontilhão que servirá para desafogar o trânsito quase teve a honra de receber seu primeiro congestionamento. Eu jamais vi uma quantidade tão grande de pessoas circulando na cidade em um domingo à tarde. Eram pessoas, carros, bicicletas e motos passeando nos dois sentidos. São Pedro colaborou e deu à população um dia de sol para que pudéssemos aproveitar a obra mais esperada e também mais criticada dos últimos tempos.

Podemos dividir Rio do Sul em antes e depois do Elevado Deputado José Thomé. Pode-se dar crédito extremo ao nosso prefeito que peitou metade da população e insistiu na obra. E que obra! Fiquei tão feliz de passar lá em cima que convidei o gajo uma porção de vezes para passear comigo lá. A sensação era como se estivéssemos chegando a um lugar novo, não a nossa velha Rio do Sul. Cá entre nós, ganhamos um ar de cidade grande.

Ótima iluminação, sinalização fácil, tudo novinho. Até mesmo as áreas que ainda não estão acabadas serviram de “ponto turístico” para a população. A universidade ganhou lugar de destaque na margem esquerda quando se chega à cidade. A logo pintada em letras grandes no telhado do ginásio deu à Unidavi uma forma de propaganda “gratuita”. Baita visibilidade. A torre da catedral deu um toque especial à paisagem. O rio cheio completou a vista. Eu sei que nem tudo é perfeito, mas há de ser dar crédito. Bonito. É o que posso dizer. Mesmo porque ainda não sei se é útil como espera-se que seja. Aguardemos. Enquanto isso aproveitarei os domingos de descanso para apreciar o mais novo cartão postal de Rio do Sul. Querendo ou não, o Elevado Deputado José Thomé já é história.

Mi Poulain

14 Setembro 2009

Mea culpa?

Na quarta-feira, lendo o blog Minhoca na Cabeça, deparei-me com um texto que me fez pensar. O título era “A culpa é da Comunidade” e falava sobre como a responsabilidade sempre acaba sendo nossa, da população. É tão fácil jogar a culpa no povo. Dizer que estamos apáticos diante das situações e dos problemas em nossa cidade, estado e país. Não tiro a razão dos que concordam com tal posicionamento. Afinal, nós elegemos todos os que estão no poder e temos que fiscalizar acima de tudo.

Mas daí me pergunto: O que podemos fazer para melhorar? Quantas pessoas vemos trabalhar dia após dia em prol de um ideal? Milhares de ONGs, empresas e até mesmo de cidadãos solitários que trabalham em favor de algum propósito, seja ele individual ou coletivo, e não conseguem absolutamente nada. A grande maioria dessas pessoas nunca consegue chegar a lugar nenhum.

A questão toda não é a falta de iniciativa, mas a carência de compreensão diante da causa. Do que adianta fazermos a nossa parte? Não quero deixar de fazer a minha, mas do que adianta? Vou dormir com a consciência limpa. E mais nada. Ninguém vai mudar. O mundo não vai mudar. Nossa rua, bairro, escola, trabalho. Tudo continuará igual. E por culpa da comunidade como diriam alguns. Por nossa única e exclusiva culpa? Não! Não os deixem pensar assim. Não somos culpados se um governo mesquinho acredita que empobrecer a classe média é enriquecer os pobres. Não somos culpados da ganância, dos roubos, da indiferença, da desonestidade.

O que quero dizer é: o que mais podemos fazer para que o mundo mude verdadeiramente? Até onde podemos ou devemos ir para que tenhamos paz, educação, dignidade e um mundo melhor para vivermos? Não basta falar, reclamar, cobrar e fiscalizar? É preciso o quê? É preciso que se instituam valores. Que se agregue bondade, caráter, honestidade. E não podemos exigir isso de um povo que não recebe nem mesmo educação de qualidade.

Mi Poulain

10 Setembro 2009

Inacreditável... mas extremamente verídico!


Nessas minhas andanças de pedestre, passo diariamente em várias faixas de pedestres e é engraçado como em todas acontece sempre a mesma cena.

O carro do sujeito vai chegando devagar na sinaleira fechada e ele já como quem não quer nada e de forma automática leva o dedo indicador ao nariz, olha para os lados num raio curto e se sente a vontade para continuar vasculhando o salão de festas do nosso amigo “tatu”. E ali ele fica até o sinal abrir.

Gente, não foi um, nem dois, nem três... vários todos os dias fazem isso, já percebi meu pai fazendo e juro que um dia meu dedo chegou perto do nariz na mesma ocasião, mas eu lembrei tu não né? Mas parece algo tipo imã, porque é inacreditável como a maioria da população faz isso. Não estou exagerando não, por favor percebam. Duvido que pelo menos um motorista não faça isso enquanto você observa.

Detalhe, depois de vasculhado, se encontrado alguma coisa as pessoas ficam esfregando o dedo indicador e o polegar a fim de fazer bolinha com o achado... coisa de outro mundo, mas quem nunca fez?

Mimo Wildner

09 Setembro 2009

Alguém aqui é como eu?

Eu odeio viajar de noite. Além de me borrar de medo de acidentes e afins, viajar a noite não tem aquele brilho todo do dia. O sol, as paisagens, as pessoas, os carros passando. Fico passando pelos lugares e imaginando: Aqui daria uma ótima foto. Pena que o gajo nunca quer parar para eu fazer meu Tur Fotográfico. Quem sabe um dia!

Quando começo a ler um livro bom, disparo. Quero saber tudo de uma vez só. O que vai acontecer na próxima linha, no próximo parágrafo, na próxima página. Já comentei aqui que tenho um pequenino distúrbio. Leio o final antes do começo. Afinal quem não é curioso? Mas quando ele chega ao final fica aquele sentimento de perda. Como se eu tivesse que me despedir de alguém querido que se foi. A mesma coisa acontece com as novelas legais. Fica sempre a saudade. Roque Santeiro, Deus nos acuda, Pedra sobre Pedra, A indomada e nessa semana: Caminho das Índias. Ai ai, é muita dor.

Acredito em E. T. Mas acredito absurdamente. Acredito tanto que sinto um medo extremo quando não consigo encontrar a chave certa da porta e fico muito mais que 2 segundos pro lado de fora de casa. Ou quando escuto um barulho estranho lá fora à noite. Eu tinha um amigo que sempre dizia que a noite existia para que as criaturas sombrias pudessem sair sem serem percebidas. Diabo de piá. E aquilo ficou na minha cabeça. Mas o melhor é quando passa algum programa sobre ufologia com aqueles depoimentos arrepiantes. Não posso deitar de lado com as costas viradas pra porta. Não tenho tanto peito para dar as costas para o perigo.

Primavera é a melhor época do ano. Aquele cheiro de flor de laranjeira faz qualquer um ficar de bom humor. Mas alguém já reparou que é só os ipês florescerem que chove? Poxa, isso me dá um desânimo.

Nota de falecimento é a parte mais importante do café da manhã. Minha mãe sempre escuta a AM logo cedo e quando soltam as notas o volume fica no máximo e sempre rola um “cala boca” pra galera parar de ser inconveniente e ficar quieta quando queremos ouvir quem de conhecido morreu. O melhor é quando só tem um ou dois mortos. A frase sempre é a mesma. – Só? É, coisas de família Tenfen.

Tenho vergonha pelas adolescentes gordinhas que pagam pau para garotos “populares”. Quando vejo uma cena assim me corta o coração. Deve ser porque nunca fui um modelo de menina. E porque corri atrás de um rapaz dos 12 aos 15 anos. Semana passada, parada no ponto de ônibus presenciei a cena. A garota 1 metro maior que o menino dando uma de peituda falando pra ele nunca mais aparecer na frente dela. Eu me vi ali. Sozinha, rejeitada e com um falso orgulho. Não é fácil ser adolescente, ter 1,80m, ser chamada de peituda e ter a última lembrança dos seus 64 quilos aos 10 anos.

Já dizia o filósofo. Não são fáceis as coisas que são difíceis.

Mi Poulain

03 Setembro 2009

O que é felicidade?

Muitas pessoas passam horas, dias, meses, anos, às vezes, a vida inteira procurando saber o que é felicidade. Eu sempre acreditei que a felicidade está nos momentos, nas pequenas coisas... e que ela não pode ser constante, até porque não teria a menor graça. Mas ontem foi o UP dessa minha crença.

Cheguei em casa depois de trabalhar até as 10h da noite ( ta bom era um evento de moda e eu só entrevistei uma mulher, mesmo assim era trabalho - até porque nem fiquei na parte do coquetel, tomei uma tacinha de espumante e rumei pra casa) e estava cansada, mas ao mesmo tempo agoniada, parecia que faltava alguma coisa. Entrei no quarto de uma das meninas que moram comigo e depois de uns “treleles” resolvemos tomar um taquinho de tequila cada, chamamos a outra e o festerê estava armado. Estamos realmente felizes com a possibilidade de tomar no máximo dois taquinhos de tequila, já que tínhamos apenas um limão.

Mas, essa não foi a melhor parte, a melhor mesmo foi quando a fome bateu.... sim como não fiquei no coquetel, também não tinha jantado, a fome bateu... ai falei to com fome, as meninas concordaram, mas poxa “iniciozasso” do mês todo mundo quebrado, olhamos para a geladeira confiantes e contamos os tags promocionais de uma pizzaria da cidade, siim! Lá tinha 10 tags bem o numero preciso que precisávamos para ganhar uma pizza média. O coração até acelerou de felicidade, gente isso sim que é felicidade.

Mimo Wildner

31 Agosto 2009

No maior astral, a tudo de bom Mi Poulain, nunca dispensa o tradicional chá das cinco. Ótima anfitriã, ela recebe dessa vez Mímico, duende e velho amigo imaginário com quem divide desde os 16 anos as maiores emoções de sua vida. “Essa noite vou dormir sem calcinha e ter orgasmo múltiplos”, comenta a super do bem que agora choca os internautas no Twitter “Pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês”. Chiquérrima!

26 Agosto 2009

Quase bahiana......


Esta foi a segunda vez que visitei Porto Seguro....tudo lá é muito interessante! As pessoas são morenas da cor do chocolate, também pudera, o sol é de rachar durante os 365 dias do ano. Além de bem bronzeados, o povo bahiano é querido demais. Tudo que falam a respeito da "lesera" e da paciência é verdade, mas esquecem de citar as coisas boas, que só indo até lá pra conhecer.... aquela gente nos trata com tanto carinho que não dá mais vontade de voltar pra casa. Sempre existe um sorriso no rosto, um aperto de mão....e mesmo sendo quase miseráveis, eles acreditam na Felicidade, e a tornam real todos os dias, mesmo enfrentando muitas dificuldades....
A viagem vai muito além de férias...é um verdadeiro aprendizado...eu recomendo.
Desta vez meu AMOR foi junto e achou tudo o máximo. O calor, a cerveja super gelada, o carinho do povo e as belas paisagens, que parecem sair de uma cartão postal, são algum dos atrativos do lugar.
Viajar é desvendar novos horizontes....e conhecer novas culturas e aprender que o mundo não gira apenas em torno de nossa cidade...e não me digam que e muito caro viajar porque não é não...todos podem conhecer outros lugares....os pacotes podem ser pagos em 10x ou mais....sem juros....por isso não vale nenhuma desculpa.

foi bom estar por aqui.... grande beijo

Momo Maiden
Axé Bahia


25 Agosto 2009

Filas dos bancos e as tartarugas atendentes

Na manhã de quinta-feira, ao receber a notícia que havia uma transação a ser feita no banco, já fiquei chateada, mas, mesmo assim, fui. Afinal adoro sair para olhar as vitrines e a coleção de verão já chegou às lojas, por isso, corram meninas os vestidos estão maravilhosos.

Quando chego ao banco, senha nº. 54, olho no relógio: 10h45min. Avistei o painel eletrônico e este indicava a senha de nº. 49. Não deu outra. Pensei: nossa, que sorte, logo serei atendida! Só que a mula do funcionário que estava atendendo o balcão é tão demorada que se colocasse ele a cuidar de uma tartaruga ela ainda daria o capote nele. O banco cheio de gente eles param tomam um café, deixam o caixa vazio, param o atendimento se o celular toca, e o povão ali feito idiota, esperando.

Existem muitos funcionários públicos trabalhadores, que batalham pelo bom atendimento. Mas têm alguns que fedem a preguiça. Só por que o sujeito ganha o seu salário todo mês direitinho ele tem o direito de ser pamonha? De demorar séculos para atender?

Eu fico pensando se ele é assim sempre no sexo. O camarada deve seguir a mesma velocidade com que ele age no trabalho. Vai lá e dá umas três ou quatro bombadas, daí para pra tomar água, finge que vai ver o computador como se estivesse trabalhando, então depois de uns 10 minutos lembra que a esposa está na cama. Finalmente ele vem e termina o serviço, no tempo dele é lógico. Essa coitada dessa mulher nunca deve ter tido um orgasmo! Odeio gente lerda!

Cadê a agilidade desses caixas de banco? Não existe gerente? Vamos trabalhar meu povo e parar de conta carneirinhos acordado esperando dar 3 da tarde para fechar o caixa e ir embora. Não quer trabalhar? Larga o barco e não atrapalha as várias pessoas que perdem tempo em filas de banco que poderiam ser mais rápidas.

Resumindo, entrei no banco antes das 11 da manhã, e saí depois pouco antes das duas da tarde.

Miss Purpurina

24 Agosto 2009

É necessário rir para não chorar.


Em tempos de Gripe Suína o que não falta é gente preocupada com um possível contágio. E para isso, nada mais justo do que a prevenção. Muitos estabelecimentos em nossa cidade já estão aderindo aos novos hábitos e disponibilizando subsídios para que a população possa, mesmo diante do medo de contágio, usufruir dos prazeres e da praticidade que nosso comércio oferece.

Alguns restaurantes reformaram seus banheiros. Muita tecnologia e nenhum contato físico com locais de ordem pública. É vaso sanitário forrado com plástico que com um simples movimento se renova. Porta toalhas de papel que sem nenhum tipo de contato dispara dois filetes para secar suas mãos. Lixeiro que abre sozinho. E assim vai, tudo em prol da higiene.

Certos restaurantes até mesmo possibilitam aos seus clientes escolherem seus pratos com luvas nas mãos e antes mesmo do toque em qualquer tipo de utensílio higienização das mãos com álcool em gel. Ótimo! Mesmo que não houvesse gripe esse tipo de preparo é válido. Afinal, estamos lidando com saúde e bem estar. E com isso, não se brinca.

Mas um fato engraçado aconteceu comigo no decorrer desta semana. A falta de respeito da população é tanta que tenho que rir para não chorar ou mesmo avançar no pescoço de certas criaturas egoístas. Haja paciência! Pois bem, estava eu na fila de um desses restaurantes quando o “amiguinho” da frente resolve lavar as mãos com gel, colocar a luvinha e dirigir-se à fila. Enquanto isso o celular dele toca, e o “amiguinho” começa a falar no telefone enquanto pega comida. Além de falar extremamente alto e obrigar todos os que estavam na fila a compartilhar da conversar o engraçadinho falava em cima da comida do buffet.

O legal é que prevenção só pra ele, o resto que estava atrás podia comer saliva à vontade. Afinal, ele é um homem prevenido e com certeza não deve ter contraído nada de anormal com tamanha higiene. Pra completar o sacana passa pelas batatas fritas e pega com a mão dois ou três palitinhos de batata. (a mão sem luva, diga-se de passagem).

E viva a educação e o respeito ao próximo!

Mi Poulain

21 Agosto 2009

Deficientes eficientes

Eu nunca havia parado para pensar nisso, mas assistindo ao Bom Dia Brasil nesta semana, uma reportagem me chamou atenção. As vagas destinadas no mercado de trabalho aos portadores de deficiência. Há 18 anos vigora uma lei no país que determina que uma empresa com certo número de funcionários destine de 2% a 5% das vagas para portadores de alguma deficiência.

Estima-se que hoje, no Brasil, mais de 14% da população seja portadora de algum tipo de deficiência. Ou seja, mais de 24 bilhões de brasileiros estariam à mercê da boa vontade dos donos de empresas. A maioria nem sequer conheceria o mercado de trabalho se não fosse a Lei 7853/89. Mas, mesmo com todo esse incentivo, apenas 10% possuem carteira assinada. Mas porque não dar chance a essas pessoas? A grande falha nisso tudo é a desinformação. Muitos ainda cultivam preconceito diante dos conceituadas “diferentes”. Acreditam piamente que deficiência é sinônimo de imperfeição, de falha e consequentemente de erro.

O grande diferencial em nossa cidade é que nem todos pensam assim. E isso pode ser visto todos os dias quando você dá uma simples passada no supermercado. Já repararam como alguns estabelecimentos dão vez para os portadores de deficiência? Chega a ser bonito os ver trabalhando. Contagiam sempre com seus sorrisos largos. Nunca estão de mau humor ou lhe atendem mal.

Pessoas assim sabem exatamente como é ser tratado com preconceito ou de maneira pouco educada e agem de forma totalmente diferente. São divertidos e atenciosos. E o mais interessante é perceber como eles se comunicam. É um festival de gestos, de expressões na tentativa de compreenderem seus colegas de trabalho, e principalmente se fazerem compreender. Estar inserido no mercado de trabalho estimula mais do que a quebra de tabus da sociedade, instiga também os portadores de deficiência a irem além de suas limitações e experimentarem todos os dias emoções novas, seja empacotando uma mercadoria, atendendo um telefone ou apenas pelo simples fato de receberem um bom dia afetuoso de pessoas “normais”.

Mi Poulain

20 Agosto 2009

I Love FIDEL!


Desde que iniciei os estudos e conheci um pouco de História me interessei por Cuba, um país que presa pela educação e pelo esporte. Sim... são tantas as discussões em torno do lendário Fidel Castro, o revolucionário que já foi libertador e ditador.

Teria várias histórias dele para compartilhar, nem todas devem ser verídicas, mesmo assim acredito que em partes dizem respeito a esse grande homem. Sim, pra mim, Fidel Castro é um líder de mão cheia. Certo ou errado, bom o mau... ele simplesmente conseguiu sobreviver ao tempo e às mudanças.

Em 2009, mais especificamente há uma semana, dia 13 de agosto, Fidel completou 83 anos de idade. Mesmo debilitado pelas cirurgias e pela idade ele continua imponente na memória e na vida de muitos.

Fidel Alejandro Castro Ruz recebeu esse nome aos 17 anos, sim foi quando o pai o reconheceu e registrou. O jovem que se formou em Direito sempre atuou como líder estudantil, provando que não seria por acaso que se tornaria um revolucionário.

Pai de Fidelito que hoje é físico nuclear e assessor científico do governo cubano, Fidel Castro, tem uma filha fora do casamento, a Alina (nome lindo né minha gente), atualmente ela vive como exilada nos EUA.

Enfim... falei falei falei e não disse nada, mas a verdade é essa, só queria fazer uma singela homenagem a esse cara, odiado por muitos mas adorado por tantos outros. Afinal... ele era amigo do Che!!


Mimo Wildner


18 Agosto 2009

O final de semana perfeito!


Durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2008 passei os dias de férias forçadas na casa de sítio. Uma casa verde, janelas brancas, o gramado sempre aparado e nos portões: meu pai. No dia em que minha sobrinha nasceu, ele plantou vários pezinhos de Jasmim, em homenagem a nova integrante da família, Yasmin e seu irmão gêmeo Igor. Ao sentarmos na escadaria da varanda sentimos o aroma da florzinha e podemos apreciar o mais maravilhoso pôr do sol que pode existir.

Lá eu cantava, lá chorava e lá eu me lamentava. Achava que tudo que tinha acontecido comigo era um castigo, algo de muito errado que eu fizera. Fui melhorando, voltando a vida normal, e acabei por esquecer o sítio, que nessa época parecia uma prisão para mim.

Na sexta-feira 14, os planos já estavam feitos, e achando que não poderia ser melhor com camarotes e entradas ganhas para ver a corrida no autódromo de Lontras, chega meu estimado pai, e faz aquela pergunta: - Filha, eu e tua mãe estamos indo para o sítio, vamos junto? Respondi sem lembrar do antigo compromisso: - Sim, vamos! À noite liguei para o estimado e cancelamos o programa anterior, já que nos acompanharia um casal de amigos. Ficaria indelicado não comparecer ainda mais sem avisar.

Com os pensamentos voltados para aprontar, saí sábado de manhã rumo à papelaria da cidade, comprei cartolinas, tintas e pincéis. Três de cada. Afinal, eu iria raptar meu afilhado e minha irmã levaria os gêmeos. Pronto! O simples programa de sítio dos meus pais fora invadido pela família toda. Carregamos os carros com cervejas, carnes e apetrechos indispensáveis como o baralho e os anzóis de pesca. E eu? Bom, eu fui convencer minha irmã para que deixasse levar meu afilhado Marvin de 1 ano e dez meses junto.

Após choro de ciúmes dos pais eles concordaram. Pronto! Nossa turminha estava formada. O carro, Marvin foi tomando a sua adorada tetei ( mamadeira), em minutos já dormia. Ao sair de casa, fui de moto com meu cunhado até o caminho em que iríamos seguir direções contrárias, já que o bebe ficaria comigo, eles iriam passear de moto, com os amigos.

Como eu adoro velocidade, e ainda não pude voltar a dirigir muito por ai, andar de moto, nem que for à garupa agarrada no pescoço já é uma enorme compensação. Com uma mão segurando firme no tanque e a outra mais forte ainda no pescoço, senti novamente aquela adrenalina do vento e do frio daquelas motos enormes e lindas de carenagem vermelha e dourada. Na rua do centro mesmo ele falou em voz forte: Agora segura!... E aquilo para mim tinha o mesmo efeito da morfina na veia quando controlava minhas dores.

O carro da frente entrou à esquerda e a rua era só nossa, ele deu aquelas três puxadas no motor só para barulhar acentuando mais ainda o meu nervosismo e minha ansiedade pela velocidade. Não posso contar-lhes aqui a que velocidade chegamos por que não consegui ver, mas a pressão foi tanta que tive que me segurar com as duas mãos nele, por que parecia que meu corpo voava, subia no ar sem esforço algum. Ao descer da moto sentia minhas pernas trêmulas como a tempo eu não sentia. Entrei no carro do digníssimo, e seguimos rumo ao sítio, no interior de minha cidade.

Após 15 minutos de estrada de chão ao parar o carro o bebe acordou, estava mais feliz que eu por estar lá, em meu colo com as bochechas rosadas de dormir, ele chamava a ovelhinha o cachorro a vaca, estava tão nervoso que saiu correndo, ao encontro de meus pais. Parecia que não os via há dias, quando na verdade só fazia horas que estavam juntos. Brincamos no colchão inflável que é sempre colocado no gramado macio. Pescamos, comemos frutas e ele deu milho para o porquinho. Não demorou muito chegou o resto da turminha, os três brincavam e junto deles eu me divertia mais ainda.

Tenho que revelar-lhes um segredo, durante a pescaria da tarde ninguém pegou nada, eu já chateada da vida não desisti, todos haviam saído, quando depois de uma briga enorme com um peixe finalmente consegui tirá-lo da água. Levei para a casa, todos se admiraram com o meu poder, afinal ninguém pega peixe nessa época do ano, ainda mais com aquele vento. Meu pai elogiou e se empolgou, foi pegar a tarrafa para aumentar o número de peixes, por que iria ter festa agora, o milagre de ter pego um tão grande no anzol tinha que ser comemorado com uma peixada.

Bom gente, a verdade é que eu não peguei nada e comecei a xingar os peixes, sim eu fiz isso! O caseiro que passava perto do lago, ficou com pena de mim buscou a tarrafa e tirou um enorme peixe, para parecer verídico o conto do pescador, furamos o beiço do peixe, e engatamos no anzol, levei a vara com peixe falsamente pescado bem contente para casa. Até o exato momento ninguém sabe a verdade, só eu o caseiro, pra quem ainda estou devendo um baralho novo.

Como programado a janta era feita pelo chefe da casa, e as crianças e eu pintávamos na sala, cada um com a sua cartolina e seus pincéis faziam riscos, bolinhas e eles achavam aquilo o máximo. A coordenação deles é boa contando que todos têm em média dois anos. Com todo o assoalho pintado pelas sobras, minha mãe, a vovó deles, muito brava pela bagunça, acabou com a festa, guardamos as obras de arte.

À noite a minha irmã voltou para buscar o Marvin, que segundo ela dormiu na mesma hora que entrou no carro e não acordou até o dia seguinte, deveria estar muito cansado, afinal foram tantas novidades! A oportunidade foi regada por muita tranca e depois cachetinha a dinheiro, perdi quase todas, mas isso não me entristeceu.

Cansada e com vontade de dar mais cheirinhos nos bebês fui fazer os gêmeos dormirem. O sono logo veio e antes do amanhecer eu já estava acordada, não via a hora de o dia começar e curtir aquilo tudo novamente, eu queria mais. Tivemos que sair antes que eles acordassem, por que tinha outra festa com a família do meu estimado.

Tudo tranqüilo durante o evento, minha futura sogra pagou o almoço de todos em uma festa de jardim. Já em casa um soninho para esticar as costas, e à tardinha outro convite para andar de moto. Com um caminho mais longo e o pé menos pesado fomos mais devagar, mas mesmo assim me fez sentir viva novamente e ver como pequenas coisas podem nos proporcionar momentos felizes.

O que eu poderia querer mais?

Curtam os momentos felizes.

Miss Purpurina

17 Agosto 2009

Todo mundo tem uma fase de ouro na vida

Uns relatam que a infância foi inesquecível. Outros afirmam que a juventude foi plena, e que naquele curto espaço de tempo fizeram tudo o que tinham para fazer. Alguns apreciam a idade adulta. Filhos, maridos e esposas. Realização profissional e maturidade acima de tudo. Ainda existem aqueles que acreditam que se começa a viver só depois que a aposentadoria cai todo mês na conta bancária.

A minha fase de ouro é composta de espasmos. Posso dizer que vivi sim uma fase aventureira. Sai muito, me diverti horrores, beijei as bocas que quis. É, eu já fui bonita ao ponto de escolher quem pegava. Hoje em dia... bom, esquece o hoje em dia. Mas essa não poderia ser escolhida unicamente como a melhor fase da minha vida. Não que meus amigos na época não fossem bons ou que as festas, a diversão e até mesmo os amores e desamores não valessem a pena como hoje. Mas durante vários momentos da vida tive o prazer de desfrutar uma aventura, um gosto ou apenas um gesto novo. Coisas indescritíveis e que fazem, por incrível que pareça a minha vida completa.

Há muito eu não sentia o que senti na noite de ontem. Um misto de tristeza e alegria. Envolta entre lágrimas e sorrisos eu reli cartas, bilhetes e cartões antigos. Recados de amigos, professores, parentes. Pessoas que fizeram e ainda fazem parte da minha vida.

Reli bilhetinhos de sala de aula escritos pela Janaína e eu onde combinávamos festinhas com os meninos. Ah, bons tempos as festas na casa dela. O pai molhando a rua a noite inteira pra nos vigiar. O primeiro porre, o primeiro beijo. Rolei de rir com as brigas intermináveis com a Camila. E as cartinhas de reconciliação onde ela dizia: “Eu te adoro muito. A gente briga bastante, mas é coisa de fazer as pazes na mesma aula”. Ou então as bobeiras de recados contendo sempre o título de uma novela. Hilário!

Chorei ao pegar o envelope onde estavam as cartas da Janine. Não tive coragem de ler. O cartãozinho escrito pela Pri quando saí do Ruy Barbosa. Os desenhos do “Taz anti-drogas”. O apelo da Thaíse na página da agenda de 1994 pedindo para nunca esquecê-la. Os desenhos e a letra bem desenhada da Fernanda. Lembranças das tardes na casa dela. Do corpo coreográfico e projetos de “rolos” com os meninos do bairro. Sim, ela sempre foi precoce.

O recadinho sério, mas cheio de carinho do Mano. O cartão do aniversário anos 60 do Raul. A foto da Ana Júlia. O convite desenhado pela irmã da Alice na primeira comunhão. O pedaço de carteira do IMA que a Carol arrancou e assinou e que guardo até hoje. A tampinha de Gatorade que eu e o Paulo bebemos numa tarde de domingo qualquer. A carta triste do Rafael que dizia sentir saudades.

Os cartões de aniversário da Aline, do Tiago e da Can. Os mais criativos que já ganhei. A nossa carta para a professora Sônia contendo todos os erros absurdos de professores e colegas de sala. Tanta coisa! Fotos com a Janice, a Juh, o Gordo, o Charles e o Marcos. A festa do 3ªº e a lembrança da Josinha. As assinaturas na minha foto da formatura da faculdade de amigos que não via há anos e que tive a oportunidade de reencontrar como a Carol Petry. Os quadrinhos do Dóctor Piegas que eu desenhava durante as bancas só pra escutar o Beling se rolar de rir.

A caixa enorme de recordações do Jef. Do primeiro chocolate à caixinha do anel de compromisso. Tudo guardado para me fazer lembrar que tenho amigos. Que cada um faz parte da minha vida de maneiras diferentes, mas não menos importante. Se pudesse fazer um só pedido escolheria reunir cada pessoa que fez parte da minha história. Conversar com cada um nem que seja por um mísero minuto. Relembrar o quanto é bom ter um amigo.

Se tivesse que escolher uma fase da minha vida eu diria: Não existe uma especial. Ela é a junção dos meus melhores momentos.


Mi Poulain (totalmente nostálgica nessa segunda-feira ensolarada).

14 Agosto 2009

Preso, prisão e reabilitação.

É difícil encontrar um só animal que preso não tente alcançar sua liberdade. Todos nós sabemos disso. Basta ter um passarinho na gaiola, ou um cão na coleira. Todos eles almejam mais do que quatro paredes ou grades de ferro. Eles querem viver. Seres humanos não são diferentes. Tentar escapar é algo inerente a qualquer ser vivo.

Essa semana, mais uma vez, ocorreram fugas no novo presídio em Rio do Sul, mas eu não quero falar disso. O que mais me incomoda nessa história toda é o conceito que as pessoas normalmente têm sobre cárcere. É mais que comprovado que a forma como o preso é tratado dentro da prisão faz toda a diferença. Não estou falando de moleza ou vida boa, mas sim de trabalho e reabilitação.

De acordo com as normas brasileiras quanto à Execução Penal (L.E.P.), as celas devem possuir, no mínimo, 6m², ventilação adequada (arejadas) e condições humanas de sobrevivência para os seus atuais e futuros ocupantes. Não é o que acontece por aqui. O que vemos são pessoas amontoadas em condições sub-humanas, sendo tratadas como lixo. A maioria apóia. Acredita que quem cometeu algum crime deve pagar desta maneira. Mas esse discurso todo cai por terra quando o filhinho drogado cai numa cela cheia de “bandidos”.

E a nossa parcela de culpa, onde fica? Ou será que você não vira as costas para os marginalizados? Não atravessa a rua quando percebe a presença de uma criança negra, suja e mal vestida? Passa por cima de mendigos todos os dias criticando a posição de muitos e batendo no peito dizendo: - Eu não peço, trabalho para comer! Mas e se nunca tivesse tido uma oportunidade sequer? Estuprada pelo pai, rejeitado pela mãe, maltratados pelos familiares. A mercê de um resquício de solidariedade. As coisas não seriam diferentes? Você não pensaria melhor sobre como presos são tratados, sobre como as prisões estão lotadas e de que maneira a educação desses marginalizados afetaria de forma positiva na vida dele e na sua depois que a pena fosse efetivamente cumprida e esse “ex-marginal” estivesse nas ruas novamente? É um círculo vicioso. Eu rejeito, você rejeita. Metade da população ignora, não dá emprego, assistência. E onde mais esses excluídos irão encontrar meio de sobrevivência? Na rua! À base de violência.

Violência gera violência! Essa é velha, mas sensata.

Mi Poulain

13 Agosto 2009

O milagre da multiplicação

Empresário e religioso brasileiro, Edir Macedo é exemplo pra qualquer um. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que segundo pesquisa se tornou a quarta maior corrente religiosa do Brasil.

Jesus, Satanás, pecados, fiéis... dinheiro, dinheiro, dinheiro.

Cheio de aleluia no coração e dólares no bolso, Edir Macedo além de manipular pessoas, e muito bem, é perito em manipular o dinheiro alheio.

Que a Igreja Universal de Deus vinha crescendo de forma exagerada, qualquer um podia perceber, e que sabendo que os fiéis pagavam bem para receber as graças prometidas, podíamos imaginar onde, ou melhor, como tudo isso poderia terminar.

Há 20 anos transformou a Rede Record de televisão, de uma forma genial, nos últimos anos melhorou e muito aquela emissora, sim de verdade, também... com tanto dinheiro, impossível não prosperar algum negócio.

Junto à emissora, utilizando do poder da mídia, acrescentou programas que continuariam a manipular fiéis e trazer outros.

Os fiéis foram se multiplicando e o senhor dele parecia mais forte que o NOSSO. Muitas pessoas se juntaram a ele e o ajudaram a garantir um futuro melhor para tantas pessoas. Algumas buscavam na fé da igreja apenas um consolo, uma ajuda espiritual, alguns amigos... e ele buscava nos cofres da igreja e na fé alheia, meios para garantir o futuro.

Enfim, me desculpem àqueles que por acaso fazem parte dessa história, dessa corrente religiosa, não querendo enaltecer nenhuma outra e também não defendendo-as, mas essa realmente é a mais abusada de todas!

Mimo Wildner

11 Agosto 2009

Jeans viajante x moletom de azar!

Por favor, anônimos e não anônimos, se não gostarem do texto, não critiquem, pois essa é a primeira vez que escrevo. Quando universitária adorava a faculdade de jornalismo, mas confesso que sempre fui mais adepta dos botecos, então a culpa não é minha se o texto não estiver perfeito. A culpa mesmo é dos donos de bar que insistem em abrir seus estabelecimentos perto da faculdade. Em minha profissão de ajudante do pai (risos) eu só escrevo números e preencho talões de cheque. Mas esse blog é tão contagiante e essas meninas são o máximo, tenho que dar minha contribuição. Usarei meu maior trunfo, a sinceridade, na composição desse texto que tem como personagem essa pessoa que vos escreve.

Quatro amigas fazem um pacto de permanecerem unidas mesmo quando, nas férias de verão, elas se separam pela primeira vez. Para tanto, elas compram um calças jeans que se ajusta perfeitamente nelas. As jovens decidem usar a calça ‘‘mágica’’ como uma forma de estarem em contato. Elas acreditam que a roupa traz sorte e quando estão de posse da calça tudo dá certo. Baseado no romance de Ann Brashares, o filme Quatro Amigas e um Jeans Viajante, até que é legal, dei boas risadas. Mas como vocês todos aqui são críticos e bons entendedores de cinema não sei se aprovariam.

Bom, eu até tenho algumas peças que eu acredito que sempre me deram sorte, como uma calçinha preta com uma coelhinha da Playboy que liga as três partes traseiras. Nossa já peguei deuses que até eu desacredito que fui capaz (suspiros). Mas voltando a realidade, se tem roupa da sorte como a minha calçinha poderosa e esse jeans do filme dessas patricinhas adoráveis, tem roupa que dá azar, puta-la-merda!

Quando criança minha tia comercializava roupas de segunda mão, retirava direto da fábrica e vendia para os parentes e amigos próximos. Minha querida mãe, que sempre fumou mais que pensou, sempre comprava. (Ah! Falando em mãe, acho que tenho que arrumar um baseado para ela. A véia ta pirando, quem sabe acalme). As roupas eram boas, eu com meus 11 ou 12 anos achava o máximo a economia que fazíamos. No Natal daquele ano ganhei um conjunto de moletom da Lilica Ripilica desses de segunda mão mesmo, e um Pogoboll da Estrela. A partir dessa noite a maldição da calça foi lançada.

Durante a noite brinquei com o brinquedo até me esbaldar. Ah, coitado! Eu nunca fui uma criança desnutrida. Na manhã seguinte tinha que ir a missa, coloquei então a roupa nova. A calça laranja e casaco branco. Na volta da missa os primos sempre levavam seus presente para a casa da vó, e eu com meu pula-pula e de conjunto novo fui me bobear também. Pulei, pulei, quando fui sair tchééé o brinquedo escorregou para frente e eu cai de boca no chão. Como me sujei de suco a roupa ficou esquecida na casa da avó, e só depois de anos que eu a encontrei.

Até o segundo episódio de azar com essa calça eu não sabia o poder amaldiçoado que ela tinha. Aos quinze, durante uma faxina na casa grande minha avó achou e me devolveu. Como a peça já tinha perdido a cor eu a usava só para ajudar na faxina da casa, fiquei feliz em reencontrá-la. Dito e feito, em um sábado quando o espírito da senzala baixava por aqui, o desgraçado do Alfredo, o papagaio da vizinha, fugiu. E como ele tem as asas cortadas dá só uns pulos por aí. Na verdade eu acho que ele é uma papagaia e quer dar um jeito de dar umazinha com o meu Rico, por isso vive tentando suicídio do muro de 3 metros que divide os terrenos. Fui então pegá-lo com um cabo de vassoura. Pendurei-o e fui rumo à casa que dá fundos com minha, no outro lado do quarteirão. Eu com minha calça laranja desbotada, uma camisa verde com buracos, descalça e com os cabelos-afro-super-bagunçados presos por um grampo de roupa segui rua acima, quando o desgraçado do papagaio gay pulou do cabo da vassoura no meio da rua, fazendo um estardalhaço. Uns carros paravam, outros buzinavam, uma vergonha só.

O que mais me deixou prostituta da vida, foi que durante a correria o menino que eu era apaixonada desde os 10, passou por ali e me viu. Desde aquele dia ele se referia a mim como a menina do papagaio, minhas amigas diziam que pelo menos ele lembrava da minha pessoa, mas o trauma ficou, jurei que nunca mais usaria a calça.

Alguns anos depois, aos 17, quando o meu primeiro namorado ia almoçar pela primeira vez em minha casa, acordei cedo, tomei banho, e coloquei a dita calça para não sujar meu vestido novo. Ajudei no almoço, arrumei o meu quarto e quando era perto das onze meu pai pediu para que eu fosse ao nosso comércio buscar refrigerantes e cervejas para a data. Afinal, o velho tinha que festejar, eu tava desencalhando!

Entrei pela porta lateral do escritório, e vi que na mesma hora parava um carro prata na frente do prédio. Pensei: é o meu namorado! E como a rua é bem parada nem pensei duas vezes. Imaginei: Ele foi até em casa e pediram para que viesse aqui me buscar, nem dei bola pela calça que usava, tava mais nervosa que um porquinho na balança. Fechei a porta do escritório, bipei os alarmes, abri a porta do carro. Primeiro coloquei as sacolas de cervejas na parte de trás, abrindo a porta com delicadeza e fechando mais gentilmente ainda. Então abri a porta da frente, coloquei o refri na parte de cima do porta-luvas sem olhar para ele, entrei e fechei a porta, arrumei os cabelos, que já estavam pranchados, e com um glamour total, virei a cabeça bem sexy para que o perfume chegasse nele.

Adivinhem, entrei no carro errado, era um velho de bigodes, que por alguns centímetros eu não tascava um beijo na boca, que nojo! Rapidamente e com as orelhas pingando sangue de vergonha peguei o refri e sai do carro me desculpando. Pulei de lá com tanta pressa que não lembro muito bem da cara do coitado do velho. Pra completar, esqueci as cervejas dentro do carro. Fui pra casa correndo, na hora eu chorei e depois, quando começaram a sentir falta da cerveja tive que contar o que aconteceu. Depois disso eu nunca mais usei a calça, mesmo. Mandei para doação das vítimas da enchente ali de Blumenau, tomara que dê sorte para quem pegou, por que pra mim foi uma desgraça.

Obrigada pelo tempo e pelo espaço. (Ai que medo desse anônimo!)


Miss Purpurina

10 Agosto 2009

Branquinha, onde está você?

Existem certas coisas que os pais jamais deveriam revelar a seus filhos. Não sei, mas certas situações quando esquecidas não devem ter nenhum tipo de ligação com a idade adulta.

Não me lembro exatamente a idade, nem a data, nem muito menos a estação do ano. Mas era uma tarde fria. Aquela coisa meio sol, meio nublado. Havia chego do colégio e minha irmã havia marcado dentista. Eu jamais a acompanhava. O posto de saúde é bem próximo à nossa casa. E a baixinha parecia adorar uma broca. Estava sempre no dentista.

Misteriosamente, naquele início de tarde, meus pais me obrigaram a acompanhá-la. Relutei. Queria brincar com a mais nova integrante da família. Minha cadelinha aspirante à Dálmata: Branquinha. Branquinha era uma vira-lata pintada. Branquinha de pintas pretas. Nós dizíamos que era Dálmata. Mas coitada, ela não sabia se vinha da linhagem dos cachorros sem dono ou dos cachorros de rua. Só sei dizer que ela era uma gracinha e eu adorava aquela cadela.

Pois bem, parti direto para a minha missão. Levar a fedelha ao dentista. Esperei lá por cerca de uma hora até que o homem de branco analisasse cada dente daquela criatura. Quando tudo acabou fomos embora, felizes e contentes. E foi aí que o drama começou. Quando chegamos, Branquinha havia desaparecido. Minha pobre cadelinha perdida ao relento com fome, com sede, com frio. Era triste demais. Passei dias procurando ela em todos os lugares. Meus pais assistiram a tudo com aquele ar de tristeza digno de pais zelosos e preocupados.

Sim, eu fui enganada. Sofri, chorei e culpei minha irmã por mais de 10 anos. Descobri ontem que na verdade ela não desapareceu, nem foi roubada ou abduzida por extraterrestres, mas meus pais, sim, meu pais, deram a Branquinha para alguém que hoje eles nem se lembram mais. Uma mentira que poderia ter ficado enterrada. Mas não, eles tinham que me fazer revelações bombásticas desse jeito durante o café da tarde no dia dos pais.

Fiquei sem chão. Não chorei por vergonha já que a família toda encontrava-se no recinto. Alias, que família? Será mesmo que faço parte dessa família? Será que não sou adotada? Pois, diga-se de passagem, é muito estranho que eu tenha fotos só com 10 meses. Incrivelmente, na primeira vez que andei minha mãe achou a máquina fotográfica. É de se duvidar. Será que meus irmãos eram filhos de uma tia prostituta que os queimava com cigarros? A Matrix realmente existe? Vivemos em um mundo paralelo? Quantas dúvidas habitam agora os meus pensamentos. Afinal, o que mais esses pais esconderiam de mim?

Mi Poulain

07 Agosto 2009

Toddynho e eu, eu e Toddynho

Todas as noites ela regula os ponteiros do relógio. O despertador irá tocar às 8 da manhã. Quando ele resolve disparar, ela acorda já pensando em dormir. Rola de um lado para o outro aguardando a hora exata para levantar. Nem um minuto a mais, nem a menos. 8h30min. Pronto, agora é hora! Escova os dentes, coloca a roupa, mal se olha no espelho. Ela não é vaidosa. É dona de uma beleza natural, privilégio de poucos. Quinze minutos é o tempo que leva até o trabalho. Sai calmamente rumo a mais um dia de entrevistas, textos, fotos e escrita, muita escrita. É jornalista, e há pouco mais de um ano trabalha em uma revista da cidade.

Quase todos os dias ela compra um achocolatado de caixinha e vem caminhando. Destraída pensa na vida enquanto anda devagar. Passo após passo. Volta e meia percebe detalhes que a correria do dia a dia esconde. Não é uma pessoa com grandes manias, mas o achocolatado está lá. Não todos os dias, claro, mas quase todos os dias. Algumas vezes atravessa a rua sem olhar, outro dia conversa com algum amigo que há tempos não encontra. Por vezes liga para alguém, outras ignora ligações. Apenas ela e o achocolatado fazem companhia um ao outro nas manhãs solitárias.

E quando ele acaba, fica aquela sensação de vazio. De quero mais. Ela pensa: Porque não comprei dois? E quando isso acontece mais do que a sensação de vazio vem à indignação e logo depois o alívio. Ela para e pensa: Se tivesse comprado dois teria que segurar não uma, mas duas caixas vazias de achocolatado. Pois os lixeiros públicos onde estão?

No caminho em que percorre e em muitos outros em nossa cidade ela observa que não existem muitos lixeiros públicos espalhados em Rio do Sul. E continua pensando: Alguém precisa fazer alguma coisa. Afinal, ruas, terrenos baldios e bueiros não são cestas de lixo. Ela não é uma integrante do Greenpeace, nem muito menos uma defensora maluca do meio ambiente que faz protestos e invade desfiles com peles de animais. Ela apenas é uma cidadã assim como eu e você preocupados não só com a estética e limpeza de nossa cidade, mas com as consequências que a falta de lixeiros e educação do povo podem causar.

Mi Poulain

Luto oficial de 3 dias

As GAROTAS MIMIMIMÓMÓMÓ estão de luto. John Hughes, diretor do filme que embalou as melhores Sessões da Tarde morreu. Hughes escreveu e dirigiu Curtinho a Vida Adoidalo. Ferris Bueller eternizou uma geração. Hughes será lembrado sempre como o idealizador da vadiagem. A ele, nossa Homenagem!





06 Agosto 2009

A broca assassina

Quem aqui não tem medo, pavor ou pelo menos uma certa “má vontade” de ir ao dentista?Ah eu tenho, e além do medinho igual ao de todo mundo, tenho um porque a mais, a minha língua já foi furada por uma broca.

Sim, acreditem!Por isso, além do arrepio normal que aquele utensílio provoca nas pessoas, em mim, ele provoca certo pavor. E não precisa ser quando sou eu que estou lá com a boca aberta, só de escutar aquele barulhinho vindo de um consultório meu corpo fica todinho em alerta.

Engraçado, embora tenhamos que ficar com a boca aberta, numa posição não muito convencional ou aconchegante, estamos numa posição que seria possível um descanso, um relaxamento... que nada, eu pelo menos, saio de lá toda doída, ainda mais tensa... quebrada na verdade.

São coisas que não têm explicação, porque quanto mais nos concentramos na nossa língua, para deixá-la quietinha, mais ela parece ter movimentos próprios? Porque quanto mais nos concentramos: é agora que vem a broca, quando ele liga a assassina damos um pulo da cadeira?

Pra ver, esse pavor não é só meu, tenho uma amiga que me disse esses dias que até tentou descansar na cadeira do dentista, mas cada vez que ele colocava o arzinho ela pulava, pensa... só com o arzinho.

Engraçado também, é que quando você está se acostumando com seu dentista, pegando confiança e acreditando nele, alguma coisa acontece. Ele vai embora, não atende mais pelo seu plano de saúde, não tem horário no seu horário... Enfim.

Esses dias tava pensando, será que as pessoas que se tornam dentistas não sofreram desse mal? Porque se eles têm e mesmo assim convivem com aquela broca assassina todos os dias, me desculpem, aí temos razão de “não gostamos” deles, são loucos de verdade e com certeza foram abduzidos pela “trupe” da broca assassina.

Fica aqui uma dica, contenham as línguas, a broca fura mesmo!

Mimo Wildner

05 Agosto 2009

Para a felicidade do ANÔNIMO....

Para a felicidade do anônimo...que torce para que o Mimimimomomo evapore do mundo virtual... hoje eu também não postei....
kkkkkkkkkkkk

Mas ainda estamos vivas....

tum tum
tum tum
tum tum.....

Momo Maiden

03 Agosto 2009

É segunda? Nem me contaram!

Vixii! Hoje é segunda e ainda não fiz porra nenhuma pra postar aqui. Estou com um monitor horrível, dormi ontem o dia todo e preciso entregar a contabilidade do mês passado. Ou seja, tô lascada! Vou tentar para hoje a tarde. Só tenho uma coisa a dizer: Scarlett Johansson não combina com papéis de menina-moça. Aquela loira tem cara de safada, minha gente! Dêem a ela papéis que valorizem o ar pilantra da menina. A Falsária é uma merda. Nunca assistam.

Mi Poulain

02 Agosto 2009

Senhor Maiochi

Senhor Maiochi, o único músico capaz de tocar este órgão no alto vale...

Bruno Ropelato

30 Julho 2009

Ainda enlouqueço!


Sofisticação, nobre, moderno, requinte, linhas retas, iluminação evidenciada... palavras que traduzem este momento da minha vida. Estou, praticamente, numa missão: conhecer residências, jardins, ambientes chiquetérrimos, inovadores... enfim lindos de morrer.

Uma porta de 800 reais, uma torneira de quase isso, pisos que valem um carro, salas de TV que mais parecem um cinema em casa, sim... isso existe e está cheio por ai.

Nessas minhas andanças e pesquisa, puder perceber o quão rico são algumas pessoas. Piscina térmica na saída da cozinha com teto que abre. Um jardim de orquídeas para alegrar uma parede cega de cimento bruto.

Oh Deus, quanta coisa. Fico imaginando como é bom poder ter dinheiro para escolher tudo isso. Detalhes, decoração, cores, estrutura...

Queria escrever aqui detalhes, mas não posso quem sabe depois que sair a tal revista eu poste um novo texto sobre as coisas que eu vi. Ou não, porque gostaria de esquecer tamanha riqueza, bom gosto...

Papel de parede humilha, iluminação dá um toque especial, pastilhas, pedrinhas fazem do banheiro um “pitel”. Na cozinha o prático, sim sim... tudo embutido, paredes que na verdade são armários, bancada que na verdade é um lixeiro... luzes até onde você nunca imaginaria.

Lustres com 202 diamantes e quatro esmeraldas, além é claro de muitos cristais. Madeira para aquecer, preto para enobrecer e tons claros para dar sobriedade ao ambiente.

Devaneios, palpitação, tristeza, alegria, um misto de sentimentos. Uma verdadeira loucura.

Mimo Wildner

29 Julho 2009

A neura de ter pouco cabelo....


Desde criança sempre tive muito pouco cabelo...minha mãe sempre fez o máximo para mudar isso....acompanhava as fases da lua para cortar meu fino cabelo, passava babosa nas madeixas da menina, ainda aborrecente, comprava xampús diferentes e muito mal cheirosos, que não serviam para nada...enfim, até meus 16 anos passei muitas coisas nojentas em minha cabeça...e o cabelo que era pra crescer, só minguava, cada vez mais. Esperava o bendito crescer, e ele teimava em não obedecer...cheguei a comer coisas que Deus duvida, para ver se a mudança acontecia de "dentro" para fora, mas foi tudo em vão. Lá pelos 20 anos esqueci de tudo e resolvi deixar a natureza agir. Sempre com o mesmo penteado, a mesma franja a mesma cor, porque qualquer produto poderia danificar os delicados fios, tipo "Xuxa" .Até que então resolvi "detonar" com tudo. Comecei a pintar, enrolar, alisar e o escambal....ele "o cabelo" reagiu bem, e nem fiquei careca. Assim foi por longos 12 anos... onde fui loira, ruiva, morena e tantas outras cores misturadas. Com 32 anos resolvi juntar um dinheiro e comprar um mega hair. Foi o auge da minha "cabeleira". Enfim consegui um cabelo com 50 cm, e todos perguntava: é seu? e eu dizia: é sim....porque comprei! e desde então venho "suportando" essa peruca disfarçada, que já me trouxe muitas alegrias, afinal, para ser feliz também é preciso se gostar! Aconselho a todas que tenham problemas com o seu cabelo, que experimentem mudar e procurar "artifícios" que possam ajudar na autoestima, porque vale muito a pena....assim como para qualquer outra parte do corpo ou da mente, porque hoje em dia existe solução para quase tudo....
Mesmo feliz com meu "cabelo postiço", ainda penso que um dia, quando cansar desse visual, quero experimentar um corte bem ousado e curto...espero que combine com a quase quarentona...bjs

Momo Maiden

28 Julho 2009

Au revoir

Não sei nem por onde começar. São tantas coisas passando pela minha cabeça no momento, que não é fácil organizar as ideias. Em muitas situações da vida não tem nada melhor do que a coisa dita de forma lacônica, sem rodeios nem preâmbulos. Assim sendo, lá vai: vou sair do blog.

O motivo eu não sei. Na verdade eu sei, mas é tão simples que não tenho muito a explicar. É minha vontade (ou a falta de). Não é falta de tempo. Aliás, como pensam alguns, se tem alguém que não pode dar essa justificativa sou eu. São ocupações novas, ou fatores que contribuem na dificuldade de postar, que não me deixam ter vontade de escrever nesse tempo que tenho de sobra. Não estou afim de abrir mão de coisas que me fazem bem e do lazer que me ocupo ultimamente, para escrever.

Como eu disse, não tem mesmo muita explicação. Há quem diga que eu deva fazer um esforço e ir levando até o ânimo voltar. Mas, e se não voltar? É que essa falta de vontade persiste há tempinhos (como devem ter notado pela qualidade dos textos). Sinceramente, poderia postar todas as terças-feiras, fazendo um esforço mínimo para continuar, mas não tenho vontade e não é o que eu quero agora.

Apesar de achar que o Garotas MIMIMIMÓMÓMÓ é um “pitel”, um verdadeiro “must” de blog e adorar o layout, confesso que às vezes tenho vontade de fazer um blog só meu, com a minha “cara”, com as minhas atualizações, com o conteúdo que eu gostaria de postar e na hora que bem entender. Farei um blog quando der na telha ou quando me sentir bem para isso.

Queria poder escrever que estou saindo do Garotas porque o sucesso finalmente bateu na minha porta e fui contratada pela editora Abril para escrever sobre qualquer coisa, em alguma publicação de renome. Já pensou!? Mas não. Lamento dizer que saio por, simplesmente, não ter mais vontade.

Sei que vou sentir saudade... adorava escrever aqui e exercitar esse meu lado tipo escritora do Paraguai (com defeitos e barata). Não preciso nem dizer que não passarei um dia sem ler essa bagaça aqui, né! Vou continuar participando, mas agora como espectadora. E, se por algum acaso, eu produzir um texto legal, mando para ser publicado na sexta-feira, no dia dos Amigos do Blog. Sei que o espaço é requisitado e tudo o mais, mas fico na fila, aguardando pela publicação do meu texto.

Acho que para os leitores não vai mudar muita coisa. Pra mim também não, na verdade, pois continuo imensamente agradecida a Momo Maiden por ter tido essa iniciativa e me convidado. E a Mi Poulain e a Mimo Wildner vão continuar fazendo parte do meu seleto grupo de melhores amigas da vida.

Mimi Kiddo.

27 Julho 2009

O desafio do transporte coletivo riossulense

Pego ônibus quase todos os dias. Confesso, dói no bolso. Optei pelo transporte coletivo nem tanto por necessidade, teria outras opções, mas considero o ato no mínimo consciente. Poderia ir a pé, claro, isso se em meu corpo não habitasse um ser chamado preguiça. Bom, mas pulemos essa parte. O que acontece é que pago R$ 2,10 por uma passagem. Saio do final da Rua XV e sigo até a Oscar Barcellos na altura do Tonon. (Quem não é daqui lê-se menos de 5 Km).

R$ 2,10 é muito dinheiro levando em consideração o pequeno trajeto que percorro. Com R$ 2,10 eu, sozinha, banco o diesel que enche a porra do tanque daquele ônibus. Que piada! R$ 2,10. E aquilo não sai da minha cabeça. R$ 2,10 para escutar o cobrador te empurrar catraca abaixo depois de passar pelo terminal, porque quer fechar o caixa correndo para ter mais tempo para fazer NADA. R$ 2,10 para sair todos a dias meio marronzinha porque a poeira dos bancos é tanta que quem deveria ser pago para limpar somos nós passageiros que já trazemos de casa nossos próprios panos de limpeza: as roupas.

R$ 2,10 para chegar ao Terminal, ter que saltar e pagar mais R$ 2,10 para chegar a outro bairro já que nem à passagem interbairros temos direito por aqui. R$ 2,10 apenas para pessoas ditas “perfeitas”, porque alguém aqui em nossa cidade já viu transporte coletivo para cadeirantes? Já viram o tamanho das catracas? Já pararam para pensar nas pessoas obesas que são obrigadas a passarem pelo constrangimento de entrar pela frente e serem apresentadas aos motoristas antes de embarcar? – Olha, aquela ali é obesa, essa pode passar pela frente, afinal empaca mesmo na roleta! E não estou falando isso da boca pra fora. Eu liguei lá. Disse que era cadeirante e o rapaz me respondeu da seguinte maneira: - Nós não disponibilizamos esse tipo de serviço. Que tipo de serviço? Esse não é um serviço, é um direito. Pra completar disse q minha mãe era obesa. (Desculpa aí, mãe!). Que ela pesava cerca de 180 kilos (sim, ele me perguntou o peso dela), então o rapazote me disse: - Ela tem que vir aqui. Apresentar-se aos motoristas e então poderá entrar pela frente. E pimba na gorduxinha! Nada como ser apresentada como a obesa da vez.

Essa é com certeza uma coisa completamente fora da realidade. Você se obriga a pagar R$ 2,10 e ainda por cima nascer, crescer e morrer perfeito, pois só assim terá direito a transporte coletivo em Rio do Sul. Por essas e outras acredito que muitas pessoas não se utilizem dele. E depois reclama-se da quantidade exagerada de carros no centro da cidade. Reclamam que o trânsito que não flui, que os munícipes não colaboram, que a cidade não prospera. Não é de se espantar. O transporte coletivo em Rio do Sul é um dos tantos exemplos de como o monopólio atrasa nossas vidas.

Mi Poulain

24 Julho 2009

Perfil de gente morta

Se Renato Russo estivesse vivo e saudável eu juro que queria ser a pessoa q transmitiria AIDS pra ele. Ou no mínimo caçaria esse homem apenas pelo prazer de dar uma bifa na fuça do malóco. Maldita hora que resolveu compor “Os bons morrem jovens”. É só alguém morrer e pá... É frase de msn, luto no orkut, foto com legendas contendo trechos da música. Um inferno!

Sempre a mesma ladainha. O cara podia ser um porco. Ninguém gostava. Falavam mal até cansar. Mas morreu e virou mártir.

– Fulano de tal, fique com deus, sentirei a sua falta.

Que coisa besta mandar recado gente morta! Ou será que no céu banda larga é de graça? Vão encher o saco de outro. O cara já morreu e ficam lá cheios de firúlas pra galera entrar no orkut e dizer:

- Nossa como tinha amigos!

O pior é aquele que recebe duas mensagens. (vai ser meu caso). O povo fica naquela de “coitado, não tinha amigos.” Se não tinha era porque não queria. Que gente purgante. Daí ficam o resta vida lembrando e chorando por uma pessoa com quem saíram uma vez na vida porque não tinha outra opção de carona. Quanta hipocrisia.

Se alguém fizer isso quando eu morrer eu juro que volto pra azucrinar a vida. Quem me gosta deixo chorar. Mas não me venham fazer volume em velório de defunto filho da p*** que eu levanto do caixão só pra mandar a cambada embora. Morreu, morreu! Se for um animal vai continuar um animal. Se for legal, que pena. Falsidade fúnebre comigo não cola.

Nessa coisa toda de morte eu descobri que pra uma coisa eu sirvo. Dar notícia de falecimento com a sutileza de um rinoceronte.

- Sabe aquele teu amigão fulanodetal?
- Sim.
- Pois é, morreu!
- Queeeeee?
- É, morreu. Tava lá numa partida de vôlei veio um malóco assaltar a galera e desceu bala nele.
- Meu deus.
- Pois é também fiquei abalado. Mas esquece isso. Vamos tomar uma cerveja hoje à noite?

Theodore Logan

23 Julho 2009

O dia em que a terra parou!

Acredito que por algum motivo a terra tenha parado, nem que seja, por alguns milésimos. Os relacionamento estão distantes, os contatos cessaram...


Em poucos dias percebi que algo muito estranho está acontecendo, ou quem sabe está, ainda, por acontecer. Coisas pararam no tempo e parecem nunca ter acontecido. Outras, embora sintamos falta, realmente, não valem a pena continuar.


Pode ser devaneio, mas sinto que estou perdendo coisas e pessoas no tempo... ou para o tempo. Aquele sentimento triste e muitas vezes de incapacidade, por não conseguir manter algo tão bonito.


Não pensem vocês que estou apaixonada, antes fosse, e “aii” como eu queria. Minha vida está um pouco monótona neste lado, mas ao mesmo tempo posso dizer que estou bem. Estou falando aqui de pessoas importantes, ou pelo menos que eu julgava importante nessa humilde vida. Poucas coisas são eternas, e a amizade, aquela verdadeira, eu acreditava ser uma dessas. Ou errei no julgamento da amizade ou minha teoria está, em partes, errada.


Com certeza, falo aqui de poucas pessoas, mas falo porque acredito que todos passamos por isso, a dor da perda, do afastamento. O mundo tem uma lei de compensação: “perde-se alguém ali e ganha-se outras lá”.


Enquanto esse sentimento não é mútuo, infelizmente, é impossível mudar o rumo do tempo. Fica então a lembrança!

Mimo Wildner

20 Julho 2009

Dia do Amigo

Estás desempregado? Teu amor sumiu? Calma: sempre pode pintar uma jamanta na esquina...

Tenho um amigo, cujo nome, por muitas razões, não posso dizer, conhecido como o mais dark. Dark no visual, dark nas emoções, dark nas palavras: darkésimo. Não nos conhecemos há muito tempo, mas imagino que, quando ainda não havia darks, ele já era dark. Do alto de sua darkice futurista, devia olhar com soberano desprezo para aquela extensa legião de paz e amor, trocando flores, vestida de branco e cheia de esperança. Pode parecer ilógico, mas o mais dark dos meus amigos é também uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Rio sem parar do humor dele - humor dark, claro. Outro dia esperávamos um elevador, exaustos no fim da tarde, quando de repente ele revirou os olhos, encostou a cabeça na parede, suspirou bem fundo e soltou essa: -"Ai, meu Deus, minha única esperança é que uma jamanta passe por cima de mim..." Descemos o elevador rindo feito hienas. Devíamos ter ido embora, mas foi num daqueles dias gelados, propícios aos conhaques e às abobrinhas.

Tomamos um conhaque no bar. E imaginamos uma história assim: você anda só, cheio de tristeza, desamado, duro, sem fé nem futuro. Aí você liga para o Jamanta Express e pede: -"Por favor, preciso de uma jamanta às 30h15, na esquina da rua tal com tal. O cheque estará no bolso esquerdo da calça". Às 20h14, na tal esquina (uma ótima esquina é a Franca com Haddock Lobo, que tem aquela descidona) , você olha para esquina de cima. E lá está- maravilha!- parada uma enorme jamanta reluzente, soltando fogo pelas ventas que nem um dragão de história infantil. O motorista espia pela janela, olha para você e levanta o polegar. Você levanta o polegar: tudo bem. E começa a atravessar a rua. A jamanta arranca a mil, pneus guinchando no asfalto. Pronto: acabou. Um fio de sangue escorrendo pelo queixo, a vítima geme suas últimas palavras: -"Morro feliz. Era tudo que eu queria.

"Dia seguinte, meu amigo dark contou: - "Tive um sonho lindo. Imagina só, uma jamanta toda dourada..." Rimos até ficar com dor na barriga. E eu lembrei dum poema antigo de Drummond. Aquele Consolo na Praia, sabe qual? "Vamos não chores / A infância está perdida/ A mocidade está perdida/ Mas a vida não se perdeu" – ele começa, antes de enumerar as perdas irreparáveis: perdeste o amigo, perdeste o amor, não tens nada além da mágoa e solidão. E quando o desejo da jamanta ameaça invadir o poema – Drummond, o Carlos, pergunta: "Mas, e o humour?" Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.

Dark, qual o problema?

Deus é naja - descobrimos outro dia.

O mais dark dos meus amigos tem esse poder, esse condão. E isso que ele anda numa fase problemática. Problemas darks, evidentemente. Naja ou não, Deus (ou Diabo?) guarde sua capacidade de rir descontroladamente de tudo. Eu, às vezes, só às vezes, também consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece – como pode estar acontecendo a você que quem sabe me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é naja, nunca esqueça, baby.Segure seu humor. Seguro o meu, mesmo dark: vou dormir profundamente e sonhar com uma jamanta. A mil por hora.

E assim como Caio Fernando de Abreu.. quero muitos amigos "darkes" para fazerem meus dias mais felizes. Aos já existentes, que ocupam espaço no meu coração eu desejo um Feliz Dia do Amigo.

Mi Poulain

18 Julho 2009

Conectado a Rede

Da série: Conectado a rede
Bruno Ropelato

17 Julho 2009

Claudia Leite canta Led Zeppelin com Cachorro Grande


Sim minha gente, podem acreditar. Isso aconteceu no Altas Horas de sábado, dia 11 de julho. Além de Chitãozinho e Xororó, Tinoco, Mano Menezes e Cleo Pires, estavam lá: Cláudia Leite e Cachorro Grande.

Fiquei literalmente até “Altas Horas” esperando unicamente para ver o Cachorro Grande, que aliás escutei ontem, uma música deles, naquela minissérie da Globo Som e Fúria.

Cachorro entrou, empolgados como sempre, música nova e a platéia parecia estar vendo o Tinoco cantar, de tão parados. Ok, pensei agora o Sérginho vai bombar eles de perguntas e tals, que nada fez uma apenas e se mandou entrevistar os outros. Quando eu achei que tinha acabado por ali, insisti mais um pouco e o apresentador, aparentando nenhuma vontade, deixou eles cantarem mais uma. Quando terminaram achei que agora vinham as perguntas... até porque aquele ali é um programa de perguntas... Até veio, mas era pra Claudia Leite “me conta Claudinha como foi cantar para um milhão de pessoas?” (sim, dizem que esse foi o tanto de gente que assistiu ela sei lá onde e sei lá quando). Ela olhando perplexa para o Marcelo Gross, guitarrista do Cachorro Grande... “cara tu toca muito, parabéns. Desculpa Sérginho mas eu precisava dizer, o cara é muito bom. Vocês gostam de Led Zeppelin?” Claro que a resposta foi um SIM. A vice rainha do axé continuou: “então vou cantar uma música deles que eu gravei, pode ser?”.

Claudia Leite pediu um ré maior (se não me engano) e já engatou a letra... com efeitos sonoros e tudo. (Deixando Serginho perplexo e boiando) Ao lado do guitarrista se empolgou, dançou, cantou... e até mesmo fez o Beto Bruno, vocalista do Cachorro, levantar (eu acredito que ele deve ter pensando se não posso contra, vou me juntar a eles) e cantar com ela... sim os dois juntinhos... ooo coisa mais linda!

Embora tenha sido algo curioso, e muito engraçado... devo dizer que ela foi uma das únicas pessoas que deu moral pra eles. O gentinha sem braço mesmo!? :P



Aqui está a prova: http://www.youtube.com/watch?v=2Y0BmdQwjsE


Mimo Wildner


15 Julho 2009

Xi....esqueci!


Garotas...me perdoem por favor! Esqueci completamente que hoje era quarta-feira, meu dia de escrever aqui no Mimimi...mas, nunca é tarde para reparar o erro. Minha vida anda tão agitada em meu novo emprego, que não sobra mais tempo para sentar in front of the computer....sorry!
As peculiaridades que tenho para contar, sem delongas, são sobre os nomes de meus clientes! Gente, aparece cada figura por aqui, mandando lavar roupa, que vocês nem podem imaginar. Hoje atendi um tal de Genivaldo....cara se eu tivesse um nome desses me enforcava num pé de cebola verde. Outro dia atendi um senhor, que ficou quase uma hora contando histórias de sua vida antes de revelar seu nome por inteiro. Ele chamava-se Ruthardt...e não gostava nem um pouco do nome de origem alemã que os pais lhe deram. Outro, já da terceira idade também, veio com gracinhas, dizendo que seu nome tinha mil e uma utilidades...perguntei em tom interrogativo se ele se chamava BOMBRIL e ele disse que não....e resolveu escrever para mim no bloco de comanda o seu curto nome...ARNO...e ainda disse...tem na cozinha, tem no quarto....(batedeira, aspirador, ventilador...) e deu uma grande risada....se achou o máximo... eu não sabia se ria ou chorava...mas tadinho do velho...nem tem outra diversão a não ser encher os ouvidos das atendentes de lavanderia como eu...por isso dou a maior corda pra eles. ..Acabei de atender um menino muito lindo agora...neste instante...e ele se chamava Normenio... vocês tem noção disso...o coitado tem que compensar na beleza mesmo...porque já pensou ele chegando em uma gata e dizendo, num baile de máscaras por exemplo, "oi...meu nome é Normenio"....ela no mínimo iria dispensa-lo antes mesmo da máscara ser retirada.
Nome é coisa complicada...ainda bem que já escolhi o nome de meus filhos: Spirulina (se for menina...e Tungstênio caso seja menino)...beijos e saudades!

14 Julho 2009

Uma questão de princípios


O Dia Mundial do Rock não podia passar batido! Eu não comemorei dia 13, pois na minha pacata cidade não teve nenhum tributo, manifestação, show e similares em plena segunda-feira. A minha festa mesmo foi no sábado. Das 23h até quase de manhã, curti muito rock’n’roll, apreciei ótimas músicas e conversei com pessoas legais, num muquifo chamado porão, e gastei 40 reais em Drurys com Coca, ou seja, eu fui muito feliz durante um bocado de horas. E pra quem não saiu de casa por pura preguiça, ou pela comodidade da casa devido ao dilúvio que se instaurou na cidade, eu posso dizer que perderam uma das melhores festas do Subsolo do Duque. Deixo aqui minha apreciação pela banda que se tornou uma das minhas preferidas e que ouço nesse exato momento: The Smiths.



Mimi Kiddo.

13 Julho 2009

Exercendo meu lado Frank Aguiar


Juro que tentei postar pelo menos uma coisa inútil. Mas meu lado cadelinha dos teclados não deixou. O Todo Poderoso (vulgo chefe), trouxe um teclado para eu conferir o estado, ver se funciona e anotar os dados para vender. Não me aguentei e fui correndo olhar ele. Ensaiei até um gritinhos e em meio a eles me lembrei dele, o rei, Michael Jackson. Será que Frank Aguiar se inspirava nele? Tenho minhas dúvidas. Tentarei colocar qualquer coisa aqui mais tarde. Quem sabe uma foto de chapéu entretida com o teclado. Ou apenas uma gravação do meu: Áu! A lá Frank.


Áu!

Mi Poulain

12 Julho 2009

Pele


Bruno Ropelato

09 Julho 2009

Não sou vascaína, mas sou vice!

Pois é, há alguns dias estava eu feliz e contente com a chance de ganhar um dinheirinho num torneio de truco. Parceiro escolhido... e lá vamos nós!

Primeira rodada, de ponto em ponto chegamos ao fim da primeira partida, nossos concorrentes haviam ganhando. Durante o jogo, que nem parecia truco, não tinha gritos, pedidos de seis e muito menos aceitação do truco do parceiro, era monte certo.

Ainda não sei como ganhamos a segunda e chegamos na “negra”. Sim, meu parceiro e eu temos algo em comum, sem sorte no jogo. Pois é, quem dera a famosa frase se complementasse... nada também de sorte no amor. Mas o caso, hoje, nem é esse... vencemos a negra, por pura falta de coragem dos concorrentes... então: Fomos para a final.

Uma equipe forte, dois faladores, lá estávamos mais uma vez eu e meu parceiro com o mesmo espírito do último jogo... sem sorte nenhuma. Com isso.,. sinto dizer que infelizmente, embora eu seja flamenguista, eu sou vice no campeonato de truco, uma tristeza só, vi aquela oncinha indo pelo ralo... ai ai ai

Mas não parou por aí... papo, gelada e muitas risadas findaram aquela noite tão triste.

Cheguei em casa já tarde da noite e fui dormir, uma chuva gostosa caindo lá fora e eu com um sono tremendo e... lá veio o sonho. Sonhei a noite inteira que discutia com meu pai (flamenguista) e meu tio (vascaíno) que teria que trocar de time. Deram-me uma camisa do Vasco e eu chorava de raiva. Olha a repercussão de um simples torneio de truco, aparentemente inofensivo.

Mimo Wildner

08 Julho 2009

Mentira tem perna curta!!! E nariz comprido....


Já dizia o velho sábio: “a mentira não é anã mas também tem a perna curta”.

Mentir é algo que o Ser Humano faz com maestria. Não que seja de todo mal. Em certos momentos torna-se questão de sobrevivência. As vezes as mentirinhas são bobas, sendo que o locutor da “lorota” a utiliza para dar mais ênfase a história. Outras vezes a mentira é algo bastante maléfico, onde o mentiroso quer tirar proveito de uma situação, prejudicando outra pessoa. Enfim, o que importa, o que realmente está em questão é a moral, a honestidade e a intenção. Venho observando mentirosos e descobri algumas características comuns entre eles:

1. O mentiroso fará pouco, ou nenhum, contato direto nos olhos;
2. Limitação nas expressões físicas – poucos movimentos dos braços e mãos. Movimentos rígidos e mecânicos. Mãos, braços e pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo;
3. Mãos levadas ao rosto com o intuito de cobrir a boca;
4. A pessoa poderá se encolher um pouco;
5. Sem sincronismo entre gestos e palavras;
6. A cabeça se move de modo mecânico;
7. Distanciamento da pessoa para longe de seu acusador (em direção à saída);
8. Reluta em se defrontar com seu acusador. O mentiroso pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;
9. O mentiroso não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;
10. Movimento dos olhos. Ao ser questionado, se o mentiroso olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo;
11. Tempo de demora na resposta de sua pergunta. Demora na resposta indica que o mentiroso está criando uma desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não;
12. A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto.
13. Alerta para sinais de tranquilidade em momento de acusação. Dificilmente as pessoas ficam tranquilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;
14. Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;
15. A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que o acusador se convenceu com o que ela disse;
16. Frases que são usadas pelo mentiroso, para ganhar tempo: “Por que eu mentiria para você?”, “Para dizer a verdade…”, “Para ser franco…”, “De onde você tirou essa ideia?”, “Por que está me perguntando uma coisa dessas?”, “Poderia repetir a pergunta?”, “Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso”, “Podemos falar mais tarde a respeito disso?”, “Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?”;
17. Responder com outra pergunta também é sinal de mentira;
18. O mentiroso utiliza humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor;
19. A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade;
20. O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável;
21. Observe a voz. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente;
22. Voz fora do tom. Isso produzirá um som mais alto;
23. Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco.
24. Pigarrear: Se ela estiver mentindo tem grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. Devido à ansiedade, o muco se forma na garganta, e uma pessoa que fala em público, se estiver nervosa, pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar.
25. Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. Esteja atento.

E os mentirosos que se cuidem!

O texto disse tudo que eu gostaria de dizer....grandes beijos!

Fonte: http://blog.cronicanet.com.br/filosofando-a-mentira-tem-perna-curta/

06 Julho 2009

Que abuso!

Se existe uma coisa que me cansa nessa vida é ser simpática. Não sei vocês, mas não sou uma pessoa naturalmente amável e porra, vai ser difícil assim lá na casa do caralho ser simpática. Confesso que quando chega o final de um dia “simpático” eu estou altamente estressada. Minhas costas doem na altura dos ombros e minha paciência fica por um fio.
Eu sempre fui grosseira e isso nunca me incomodou. Aliás, me dou bem com esse meu jeito ranzinza. Porque apesar da total falta de paciência meu lado cômico sempre anda bem aflorado. Não que eu seja engraçada, na verdade eu sou boca suja pra cacete e acredito que por isso as coisas saem de mim sempre num tom humorístico.

O melhor nisso tudo é que não me sinto nem um pouco obrigada a ser educada com quem não gosto. Aqui no trampo, apesar de trabalhar com o público me reservo ao direito de ser educada, mas não trouxa. Isso implica claro, em responder umas boas no telefone quando alguém fica muito cheio de firulas.

O legal é que com o tempo ou me odeiam ou me amam e eu simplesmente não estou afim que muitos me amem. Tem coisa pior do que ficar cumprimentando um bando de gente feito político? Eu gosto de não ser legal e é por isso que hoje eu digo que não estou com a menor vontade de postar nada interessante. Minha paciência, meu cansaço e minha total falta de delicadeza me impedem de fazer algo melhor do que isso.

Mas como esse é um blog um tanto quando feminino, vou deixar as meninas perplexas com fotos que comprovam o abuso de certos homens.

Johnny Deep
Deveria dar processo de tão abusado

Orlando Bloom
O abuso em pessoa


Jim Morrison
Era tão abusado que morreu cedo para dar espaço para outros.
Matthew Perry
Continua abusando mesmo acima do peso

Bob Kildea

Esse ganha o prêmio só por tocar na minha banda preferida. Abusa muuuito.

Mi Poulain

03 Julho 2009

A Canção dos Homens


“Quando uma mulher, de certa tribo da África,
sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres
e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta
e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação,
o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo,
a família e amigos aproximam-se e,
igual como em seu nascimento,
cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os índios cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime
ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado
e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.
Então lhe cantam a sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas
anti-sociais não é o castigo;
é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção
já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a "tua canção"
e a cantam quando a esqueces.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio;
tua totalidade quando estás quebrado;
tua inocência quando te sentes culpado
e teu propósito quando estás confuso."

Tolba Pahnem

02 Julho 2009

Suicídio Saudável

Pratique um suicídio saudável esse era o título de um artigo que encontrei na internet quando fui pesquisar sobre o assunto. Não! Fiquem calmos, eu não estou querendo me suicidar, estou apenas tentando compreender, aprender e compartilhar minhas loucas ideias sobre essa atitude.


O Suicídio é considerado uma atitude individual, de livre arbítrio, de extinguir a própria vida por ato deliberado, podendo ser causada por vários fatores e, um grau elevado de desespero. Enfim, é mais ou menos isso que diz o famoso Wikipédia.


Por que esse assunto? Eu lhes digo ... Sempre fiquei pensando, quando sabia de algum suicídio, como uma pessoa pode ter tamanha coragem. Sim, pra mim suicídio também é coragem. Hoje, a maior parte de nós, seres humanos, vive lutando pela sobrevivência e, por uma vida melhor, por um mundo melhor. Será que para os suicidas acabou a esperança?


Ok. Concordo que essa foi uma pergunta de resposta um tanto quanto lógica e no mínimo idiota. Mas isso tudo me confunde, perturba.


Sempre fico imaginando detalhes que levaram uma pessoa a cometer suicídio e os detalhes de como isso efetivamente aconteceu. Se sofreu, rezou, se arrependeu, tentou voltar atrás ou, simplesmente relaxou e foi em paz.


Essa semana conheci um grupo de pessoas do Centro de Valorização a Vida, em 10 minutinhos contaram o que eles faziam e por que. O CVV como é chamado é formado por um grupo de voluntários que se revezam durante a semana, no horário das 18:30 às 22:30 em um pequeno escritório em Rio do Sul e também através de um telefone, para atender pessoas que precisam de uma palavra amiga, de uma boa conversa.


Sim, muitos de vocês devem estar pensando jura que tem gente que procura? Tem sim, muitas pessoas estão angustiadas, sem amigos ou familiares para conversar e alguns minutos desses voluntários auxiliam no combate ao suicídio. Segundo dados desse grupo, falo aqui aproximadamente, mais de 100 suicídios foram registrados só neste ano no Alto Vale do Itajaí, no mês de junho três pessoas, duas jovens entre 20 e 30 anos e uma senhora de 60 se suicidaram em Lontras, município próximo de Rio do Sul/SC.


Mas não apenas pessoas carentes, sem amigos ou família cometem suicídio. Getúlio Vargas foi um dos casos mais conhecidos de famosos que utilizaram deste meio. Sim, ele deixou a vida para entrar para a história. Assim como Adolf Hitler, Judas Iscariotes e, rumores, apontam que Santos Dumont também entrou para o time dos corajosos e desesperados!


Mimo Wildner