01 fevereiro 2011

Por que as portas têm tanta cor?

Ao certo já não sei, mas o que eu escuto e leio por aqui é que tudo isso se deve a algumas teorias. Uma delas garante que as portas coloridas, tão famosas em Dublin, surgiram pelo fato de homens bêbados frequentemente errarem as portas de suas casas na madrugada; outra teoria, também bem difundida por aqui, é que foi um ato de rebeldia dos irlandeses com a morte do Príncipe da Inglaterra, em resposta a um pedido de luto da Rainha Vitória. Mesmo sem saber se há mesmo algo real em tanto colorido, posso afirmar-lhes que as portas são lindas e dão um charme especial as casas que aqui, são em sua maioria, todas iguais.
Aliás, na minha intuição a resposta para as portas coloridas era justamente isso, se moramos em casas, aparentemente idênticas, de algum modo quero impor um pouco de mim nela, a maneira mais simples, barata e cool, é pintar a porta de uma cor que faça sentido na minha vida e, pensando assim, é por isso que existem portas de cores como marrom, roxo, lilás, amarelo, verde, verde-limão, vermelho, rosa, Pink, cereja, azul, azul piscina, azul calcinha, azul bebê, preto, branco, creme, areia, laranja... e, tantas outras.
O engraçado disso tudo é que depois que você presta atenção pela primeira vez, você só enxerga isso nas ruas, é mais ou menos como o globo do cenário do Jornal Nacional, depois que uma amiga me disse que ele girava e eu percebi isso, não consigo mais prestar atenção no quanto os cabelos da Fátima Bernardes cresceram, ou o quão o William Bonner está ficando grisalho... simplesmente você enlouquece. Aqui, só vejo portas coloridas.
Já ouvi falar em tantas histórias bizarras deste país que, as vezes, me pergunto, como um lugar tão pequeno inspira tanta criatividade? Será que são os duendes que realmente existem? Ou a religião que mexeu com a cabeça das pessoas mais que imaginamos? Ou ainda, pode ser a falta de cobras no país, “exterminadas” por St. Patricks? Ou também, algum ingrediente da Guinness? Afinal uma cerveja com gosto de café não me parece muito inofensiva.
Enquanto não tenho respostas, mato minha curiosidade procurando algum sentido em cada pergunta não respondida.