25 fevereiro 2010

Corrupção sinônimo de QI baixo

Cargo comissionado é uma merda. E eu não vou me privar do direito de dizer merda, porque não há outra palavra para definir cabide de emprego. Isso não acontece só lá em Brasília, não. Acontece bem pertinho da gente. E de uma forma, às vezes, nada legal. Não estou menosprezando a eficiência de alguns. Há pessoas que realmente querem trabalhar e conheço exemplos disso. Mas não entra na minha cabeça, o fato de alguns políticos fazerem campanha para beneficiar gente que não merece, que só infla a máquina pública.

É tamanha a estupidez de um político quando utiliza-se de “influência”, ou do popular, “rabo preso”, para manter algum cargo para o amigo de fulana e o inimigo de cicrana dentro de alguma instituição pública, que as vezes fico a questionar o QI desses governantes. Pois se sou eu quem paga os impostos, e exijo um comando limpo e transparente. Sou eu que contribuo e espero em troca o trabalho ágil dos servidores, porque manteria alguém em um cargo, sabendo que esse não faz nada? Só pode ser muita burrice deixar alguém gastar o próprio dinheiro a troco de nada.

A troco de nada mesmo? Às vezes prefiro não saber. Curto minha ignorância como curto poucas coisas nessa vida. Desfruto dela com um prazer inigualável, como desfrutaria o ninfomaníaco do sexo, o cleptomaníaco do roubo, e o psicopata da maldade. Totalmente sem culpa e sem noção. Prefiro ser assim a me deixar tomar pela raiva de cada coisa que descubro.

Bom mesmo seria utilizar-se da ideia de Rita Lee, que, segundo consta, afirmou no Programa Amaury Jr que gostaria de "Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos”. Quem sabe implantemos o “projeto” nas próximas eleições?

Mi Poulain

17 fevereiro 2010

Por sorte, todo carnaval tem seu fim

Depois da maior festa popular brasileira, e também a mais conhecida nos quatro cantos do mundo, sempre rola uma ressaca. Mesmo não curtindo nenhum momento carnavalesco sinto ressaca. Nem tanto física, apesar da preguiça mortal que abala a quarta-feira de cinzas da grande maioria da população, mas principalmente vem à tona a ressaca moral.

Ressaca moral é pior do que porre. É aquela sensação que fica quando nos sentimos idiotas. É claro que eu adoro um feriado. Dois dias então? Vixi, melhor ainda! Mas eu abomino essa história de gastar horrores por uma ou duas noites em razão....do quê mesmo?

Minha mãe diz que enquanto o povo está lá pulando feito doido, beijando na boca da torcida do flamengo e tomando rios de cerveja, os políticos estão tramando alguma coisa em reuniões extraordinárias. Eu não duvido. A população parece ficar tão hipnotizada, e porque não dizer, idiota, que até mesmo se fossemos atacados por algum povo desconhecido, ainda teria gente sambando feliz e contente.

Por um lado, somos um povo trabalhador, e merecemos descanso, festa e tudo o que o carnaval proporciona, mas por outro há razão para isso tudo? Em alguma parte do mundo existe tamanha manifestação em prol de nada como no carnaval?

É difícil entender, aceitar e participar disso tudo. Nunca pulei carnaval, a não ser quando pequena e praticamente obrigada. Não sinto falta e nem sequer ligo a televisão nessa época do ano. Mas é impossível morar nesse país e fugir desse clima “contagiante” que o carnaval traz. É só marchinha, programação voltada para a festa, carro com axé no último volume, criança com cara pintada, fantasias, e então me pergunto: Afinal, buscamos o que com isso tudo? Alguém, por favor, me explica o motivo de tamanho estardalhaço por conta de uma festa?

Fica a dúvida. Quem sabe, ao longo dos anos eu descubra, e até mesmo aceite. Enquanto isso evito, e rezo para que as programações televisivas melhorem, que o povo não se deixe levar tanto e que exista alguma coisa para se fazer em Rio do Sul na época do carnaval. Pois olha, esse foi duro de aguentar.

Mi Poulain

11 fevereiro 2010

Ano novo vida nova

Ah, que beleza! Todos voltando das férias, todo mundo renovado e pronto para começar mais um ano. E com o ano novo, novos planos, e quem sabe novas conquistas. Meu plano desta vez é um passo grande. Quero achar uma casa, casar e quem sabe, muito bem pensado, ter filhos. E confesso, está realmente difícil começar com a parte principal, a moradia. Estamos batendo perna atrás de uma casa que valha a pena já há alguns meses e definitivamente cheguei a uma conclusão: esse povo só pode estar louco. 150 mil por um terreno, 200 mil por uma casa caindo aos pedaços? Juro, vi coisas absurdas nesse meio tempo, e cogito a séria possibilidade de me juntar ao MST e tentar arrancar alguma coisa de algum “ricasso” por aí.

A teoria do gajo é a seguinte: o que está acontecendo em Rio do Sul, nada mais é do que uma briga de ego. O vizinho coloca a casa à venda por certa quantia e aquele que considera a sua muito mais, acaba fixando um preço maior ainda. O ditado da grama do vizinho mais verde com certeza não cola por aqui. E assim, o povo “toca a faca” e tenta a todo custo vender qualquer porcaria por uma fortuna. Casas no centro estão valendo 1 ou 2 milhões. Coisa pouca, gente! Afinal morar em Rio do Sul é manter padrões de moradia como em Jurerê Internacional, em Florianópolis ou Alphaville, no Rio de Janeiro. Coisa chique demais.

Eu não entendo nada de mercado imobiliário, mas uma coisa eu sei: É preciso que eu trabalhe cerca de 15 anos sem gastar um centavo para conseguir juntar grana suficiente para pagar uma casa dessas. Não sei se o resto do mundo está assim também, mas é óbvio que dessa maneira o povo só consegue casa com auxilio do governo mesmo.

Nem sequer sei se isso é problema para lideranças, mas se é, há de se convir que esses valores absurdos deveriam ser controlados. Existe fiscalização para tanta coisa. Quem sabe um pouco de bom senso traria um pouco mais de felicidade aos seres assalariados assim como eu. Enquanto isso estou à procura, a procura, a procura, a procura....

Mi Poulain