16 abril 2010

E o Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência?

Do site da Prefeitura Municipal de Rio do Sul, na data de 11 de dezembro de 2009, extrai-se a seguinte afirmação: Dar maior voz aos anseios da comunidade para que o poder público possa tomar decisões é uma das principais funções dos conselhos municipais. É a primeira tarefa do Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência de Rio do Sul será colocar em pauta, todas as reivindicações das entidades assistenciais e de pessoas portadoras de necessidades especiais”.

Era o que esperava o grupo composto por seis representantes de entidades governamentais e seis não governamentais que formam o Conselho de Direitos da Pessoa com Deficiência. Os 12 membros foram empossados um dia antes da notícia ser veiculada no site da prefeitura. Mas, ao que tudo indica, as reuniões do conselho vão virar lenda. Estamos no começo de abril e até agora nada foi feito para que os representantes, alguns portadores de necessidades, pudessem expor suas ideias e efetivarem seus trabalhos através da criação de programas de prevenção e da formulação da política dos direitos das pessoas com deficiência.

A primeira reunião estava marcada para meados de janeiro e até agora não houve qualquer manifestação por parte do executivo municipal. O que dá a entender é que a ideia não passa de demagogia. Afinal, a situação em nossa cidade só piora. Pensa-se demais em grandes obras e se esquece de pequenos detalhes, como rampas de acesso, calçadas apropriadas para atender os portadores de necessidades, dentre outras pequenas medidas que, bem empregadas, causam grandes impactos na vida de quem necessita.

A impressão que se dá é que algumas coisas são criadas apenas para bonito, no intuito de maquiar um trabalho que não flui. Falta atenção, comprometimento e um pouco de boa vontade. Perder tempo batendo boca na televisão parece mais importante que trazer ao cidadão riossulense um pouco de dignidade.

Mi Poulain

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