No maior astral, a tudo de bom Mi Poulain, nunca dispensa o tradicional chá das cinco. Ótima anfitriã, ela recebe dessa vez Mímico, duende e velho amigo imaginário com quem divide desde os 16 anos as maiores emoções de sua vida. “Essa noite vou dormir sem calcinha e ter orgasmo múltiplos”, comenta a super do bem que agora choca os internautas no Twitter “Pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês”. Chiquérrima!31 agosto 2009
No maior astral, a tudo de bom Mi Poulain, nunca dispensa o tradicional chá das cinco. Ótima anfitriã, ela recebe dessa vez Mímico, duende e velho amigo imaginário com quem divide desde os 16 anos as maiores emoções de sua vida. “Essa noite vou dormir sem calcinha e ter orgasmo múltiplos”, comenta a super do bem que agora choca os internautas no Twitter “Pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês”. Chiquérrima!26 agosto 2009
Quase bahiana......

A viagem vai muito além de férias...é um verdadeiro aprendizado...eu recomendo.
Desta vez meu AMOR foi junto e achou tudo o máximo. O calor, a cerveja super gelada, o carinho do povo e as belas paisagens, que parecem sair de uma cartão postal, são algum dos atrativos do lugar.
Viajar é desvendar novos horizontes....e conhecer novas culturas e aprender que o mundo não gira apenas em torno de nossa cidade...e não me digam que e muito caro viajar porque não é não...todos podem conhecer outros lugares....os pacotes podem ser pagos em 10x ou mais....sem juros....por isso não vale nenhuma desculpa.
foi bom estar por aqui.... grande beijo
Momo Maiden
Axé Bahia
| Assinale: |
25 agosto 2009
Filas dos bancos e as tartarugas atendentes
Na manhã de quinta-feira, ao receber a notícia que havia uma transação a ser feita no banco, já fiquei chateada, mas, mesmo assim, fui. Afinal adoro sair para olhar as vitrines e a coleção de verão já chegou às lojas, por isso, corram meninas os vestidos estão maravilhosos.Quando chego ao banco, senha nº. 54, olho no relógio: 10h45min. Avistei o painel eletrônico e este indicava a senha de nº. 49. Não deu outra. Pensei: nossa, que sorte, logo serei atendida! Só que a mula do funcionário que estava atendendo o balcão é tão demorada que se colocasse ele a cuidar de uma tartaruga ela ainda daria o capote nele. O banco cheio de gente eles param tomam um café, deixam o caixa vazio, param o atendimento se o celular toca, e o povão ali feito idiota, esperando.
Existem muitos funcionários públicos trabalhadores, que batalham pelo bom atendimento. Mas têm alguns que fedem a preguiça. Só por que o sujeito ganha o seu salário todo mês direitinho ele tem o direito de ser pamonha? De demorar séculos para atender?
Eu fico pensando se ele é assim sempre no sexo. O camarada deve seguir a mesma velocidade com que ele age no trabalho. Vai lá e dá umas três ou quatro bombadas, daí para pra tomar água, finge que vai ver o computador como se estivesse trabalhando, então depois de uns 10 minutos lembra que a esposa está na cama. Finalmente ele vem e termina o serviço, no tempo dele é lógico. Essa coitada dessa mulher nunca deve ter tido um orgasmo! Odeio gente lerda!
Cadê a agilidade desses caixas de banco? Não existe gerente? Vamos trabalhar meu povo e parar de conta carneirinhos acordado esperando dar 3 da tarde para fechar o caixa e ir embora. Não quer trabalhar? Larga o barco e não atrapalha as várias pessoas que perdem tempo em filas de banco que poderiam ser mais rápidas.
Resumindo, entrei no banco antes das 11 da manhã, e saí depois pouco antes das duas da tarde.
Miss Purpurina
24 agosto 2009
É necessário rir para não chorar.

Alguns restaurantes reformaram seus banheiros. Muita tecnologia e nenhum contato físico com locais de ordem pública. É vaso sanitário forrado com plástico que com um simples movimento se renova. Porta toalhas de papel que sem nenhum tipo de contato dispara dois filetes para secar suas mãos. Lixeiro que abre sozinho. E assim vai, tudo em prol da higiene.
Certos restaurantes até mesmo possibilitam aos seus clientes escolherem seus pratos com luvas nas mãos e antes mesmo do toque em qualquer tipo de utensílio higienização das mãos com álcool em gel. Ótimo! Mesmo que não houvesse gripe esse tipo de preparo é válido. Afinal, estamos lidando com saúde e bem estar. E com isso, não se brinca.
Mas um fato engraçado aconteceu comigo no decorrer desta semana. A falta de respeito da população é tanta que tenho que rir para não chorar ou mesmo avançar no pescoço de certas criaturas egoístas. Haja paciência! Pois bem, estava eu na fila de um desses restaurantes quando o “amiguinho” da frente resolve lavar as mãos com gel, colocar a luvinha e dirigir-se à fila. Enquanto isso o celular dele toca, e o “amiguinho” começa a falar no telefone enquanto pega comida. Além de falar extremamente alto e obrigar todos os que estavam na fila a compartilhar da conversar o engraçadinho falava em cima da comida do buffet.
O legal é que prevenção só pra ele, o resto que estava atrás podia comer saliva à vontade. Afinal, ele é um homem prevenido e com certeza não deve ter contraído nada de anormal com tamanha higiene. Pra completar o sacana passa pelas batatas fritas e pega com a mão dois ou três palitinhos de batata. (a mão sem luva, diga-se de passagem).
E viva a educação e o respeito ao próximo!
Mi Poulain
21 agosto 2009
Deficientes eficientes
Eu nunca havia parado para pensar nisso, mas assistindo ao Bom Dia Brasil nesta semana, uma reportagem me chamou atenção. As vagas destinadas no mercado de trabalho aos portadores de deficiência. Há 18 anos vigora uma lei no país que determina que uma empresa com certo número de funcionários destine de 2% a 5% das vagas para portadores de alguma deficiência.Estima-se que hoje, no Brasil, mais de 14% da população seja portadora de algum tipo de deficiência. Ou seja, mais de 24 bilhões de brasileiros estariam à mercê da boa vontade dos donos de empresas. A maioria nem sequer conheceria o mercado de trabalho se não fosse a Lei 7853/89. Mas, mesmo com todo esse incentivo, apenas 10% possuem carteira assinada. Mas porque não dar chance a essas pessoas? A grande falha nisso tudo é a desinformação. Muitos ainda cultivam preconceito diante dos conceituadas “diferentes”. Acreditam piamente que deficiência é sinônimo de imperfeição, de falha e consequentemente de erro.
O grande diferencial em nossa cidade é que nem todos pensam assim. E isso pode ser visto todos os dias quando você dá uma simples passada no supermercado. Já repararam como alguns estabelecimentos dão vez para os portadores de deficiência? Chega a ser bonito os ver trabalhando. Contagiam sempre com seus sorrisos largos. Nunca estão de mau humor ou lhe atendem mal.
Pessoas assim sabem exatamente como é ser tratado com preconceito ou de maneira pouco educada e agem de forma totalmente diferente. São divertidos e atenciosos. E o mais interessante é perceber como eles se comunicam. É um festival de gestos, de expressões na tentativa de compreenderem seus colegas de trabalho, e principalmente se fazerem compreender. Estar inserido no mercado de trabalho estimula mais do que a quebra de tabus da sociedade, instiga também os portadores de deficiência a irem além de suas limitações e experimentarem todos os dias emoções novas, seja empacotando uma mercadoria, atendendo um telefone ou apenas pelo simples fato de receberem um bom dia afetuoso de pessoas “normais”.
Mi Poulain
20 agosto 2009
I Love FIDEL!
Desde que iniciei os estudos e conheci um pouco de História me interessei por Cuba, um país que presa pela educação e pelo esporte. Sim... são tantas as discussões em torno do lendário Fidel Castro, o revolucionário que já foi libertador e ditador.
Teria várias histórias dele para compartilhar, nem todas devem ser verídicas, mesmo assim acredito que em partes dizem respeito a esse grande homem. Sim, pra mim, Fidel Castro é um líder de mão cheia. Certo ou errado, bom o mau... ele simplesmente conseguiu sobreviver ao tempo e às mudanças.
Em 2009, mais especificamente há uma semana, dia 13 de agosto, Fidel completou 83 anos de idade. Mesmo debilitado pelas cirurgias e pela idade ele continua imponente na memória e na vida de muitos.
Fidel Alejandro Castro Ruz recebeu esse nome aos 17 anos, sim foi quando o pai o reconheceu e registrou. O jovem que se formou em Direito sempre atuou como líder estudantil, provando que não seria por acaso que se tornaria um revolucionário.
Pai de Fidelito que hoje é físico nuclear e assessor científico do governo cubano, Fidel Castro, tem uma filha fora do casamento, a Alina (nome lindo né minha gente), atualmente ela vive como exilada nos EUA.
Enfim... falei falei falei e não disse nada, mas a verdade é essa, só queria fazer uma singela homenagem a esse cara, odiado por muitos mas adorado por tantos outros. Afinal... ele era amigo do Che!!
Mimo Wildner
| Assinale: |
18 agosto 2009
O final de semana perfeito!
Durante os meses de outubro, novembro e dezembro de 2008 passei os dias de férias forçadas na casa de sítio. Uma casa verde, janelas brancas, o gramado sempre aparado e nos portões: meu pai. No dia em que minha sobrinha nasceu, ele plantou vários pezinhos de Jasmim, em homenagem a nova integrante da família, Yasmin e seu irmão gêmeo Igor. Ao sentarmos na escadaria da varanda sentimos o aroma da florzinha e podemos apreciar o mais maravilhoso pôr do sol que pode existir.Lá eu cantava, lá chorava e lá eu me lamentava. Achava que tudo que tinha acontecido comigo era um castigo, algo de muito errado que eu fizera. Fui melhorando, voltando a vida normal, e acabei por esquecer o sítio, que nessa época parecia uma prisão para mim.
Na sexta-feira 14, os planos já estavam feitos, e achando que não poderia ser melhor com camarotes e entradas ganhas para ver a corrida no autódromo de Lontras, chega meu estimado pai, e faz aquela pergunta: - Filha, eu e tua mãe estamos indo para o sítio, vamos junto? Respondi sem lembrar do antigo compromisso: - Sim, vamos! À noite liguei para o estimado e cancelamos o programa anterior, já que nos acompanharia um casal de amigos. Ficaria indelicado não comparecer ainda mais sem avisar.
Com os pensamentos voltados para aprontar, saí sábado de manhã rumo à papelaria da cidade, comprei cartolinas, tintas e pincéis. Três de cada. Afinal, eu iria raptar meu afilhado e minha irmã levaria os gêmeos. Pronto! O simples programa de sítio dos meus pais fora invadido pela família toda. Carregamos os carros com cervejas, carnes e apetrechos indispensáveis como o baralho e os anzóis de pesca. E eu? Bom, eu fui convencer minha irmã para que deixasse levar meu afilhado Marvin de 1 ano e dez meses junto.
Após choro de ciúmes dos pais eles concordaram. Pronto! Nossa turminha estava formada. O carro, Marvin foi tomando a sua adorada tetei ( mamadeira), em minutos já dormia. Ao sair de casa, fui de moto com meu cunhado até o caminho em que iríamos seguir direções contrárias, já que o bebe ficaria comigo, eles iriam passear de moto, com os amigos.
Como eu adoro velocidade, e ainda não pude voltar a dirigir muito por ai, andar de moto, nem que for à garupa agarrada no pescoço já é uma enorme compensação. Com uma mão segurando firme no tanque e a outra mais forte ainda no pescoço, senti novamente aquela adrenalina do vento e do frio daquelas motos enormes e lindas de carenagem vermelha e dourada. Na rua do centro mesmo ele falou em voz forte: Agora segura!... E aquilo para mim tinha o mesmo efeito da morfina na veia quando controlava minhas dores.

O carro da frente entrou à esquerda e a rua era só nossa, ele deu aquelas três puxadas no motor só para barulhar acentuando mais ainda o meu nervosismo e minha ansiedade pela velocidade. Não posso contar-lhes aqui a que velocidade chegamos por que não consegui ver, mas a pressão foi tanta que tive que me segurar com as duas mãos nele, por que parecia que meu corpo voava, subia no ar sem esforço algum. Ao descer da moto sentia minhas pernas trêmulas como a tempo eu não sentia. Entrei no carro do digníssimo, e seguimos rumo ao sítio, no interior de minha cidade.
Após 15 minutos de estrada de chão ao parar o carro o bebe acordou, estava mais feliz que eu por estar lá, em meu colo com as bochechas rosadas de dormir, ele chamava a ovelhinha o cachorro a vaca, estava tão nervoso que saiu correndo, ao encontro de meus pais. Parecia que não os via há dias, quando na verdade só fazia horas que estavam juntos. Brincamos no colchão inflável que é sempre colocado no gramado macio. Pescamos, comemos frutas e ele deu milho para o porquinho. Não demorou muito chegou o resto da turminha, os três brincavam e junto deles eu me divertia mais ainda.
Tenho que revelar-lhes um segredo, durante a pescaria da tarde ninguém pegou nada, eu já chateada da vida não desisti, todos haviam saído, quando depois de uma briga enorme com um peixe finalmente consegui tirá-lo da água. Levei para a casa, todos se admiraram com o meu poder, afinal ninguém pega peixe nessa época do ano, ainda mais com aquele vento. Meu pai elogiou e se empolgou, foi pegar a tarrafa para aumentar o número de peixes, por que iria ter festa agora, o milagre de ter pego um tão grande no anzol tinha que ser comemorado com uma peixada.
Bom gente, a verdade é que eu não peguei nada e comecei a xingar os peixes, sim eu fiz isso! O caseiro que passava perto do lago, ficou com pena de mim buscou a tarrafa e tirou um enorme peixe, para parecer verídico o conto do pescador, furamos o beiço do peixe, e engatamos no anzol, levei a vara com peixe falsamente pescado bem contente para casa. Até o exato momento ninguém sabe a verdade, só eu o caseiro, pra quem ainda estou devendo um baralho novo.
Como programado a janta era feita pelo chefe da casa, e as crianças e eu pintávamos na sala, cada um com a sua cartolina e seus pincéis faziam riscos, bolinhas e eles achavam aquilo o máximo. A coordenação deles é boa contando que todos têm em média dois anos. Com todo o assoalho pintado pelas sobras, minha mãe, a vovó deles, muito brava pela bagunça, acabou com a festa, guardamos as obras de arte.
À noite a minha irmã voltou para buscar o Marvin, que segundo ela dormiu na mesma hora que entrou no carro e não acordou até o dia seguinte, deveria estar muito cansado, afinal foram tantas novidades! A oportunidade foi regada por muita tranca e depois cachetinha a dinheiro, perdi quase todas, mas isso não me entristeceu.
Cansada e com vontade de dar mais cheirinhos nos bebês fui fazer os gêmeos dormirem. O sono logo veio e antes do amanhecer eu já estava acordada, não via a hora de o dia começar e curtir aquilo tudo novamente, eu queria mais. Tivemos que sair antes que eles acordassem, por que tinha outra festa com a família do meu estimado.Tudo tranqüilo durante o evento, minha futura sogra pagou o almoço de todos em uma festa de jardim. Já em casa um soninho para esticar as costas, e à tardinha outro convite para andar de moto. Com um caminho mais longo e o pé menos pesado fomos mais devagar, mas mesmo assim me fez sentir viva novamente e ver como pequenas coisas podem nos proporcionar momentos felizes.
O que eu poderia querer mais?
Curtam os momentos felizes.
Miss Purpurina
17 agosto 2009
Todo mundo tem uma fase de ouro na vida
Uns relatam que a infância foi inesquecível. Outros afirmam que a juventude foi plena, e que naquele curto espaço de tempo fizeram tudo o que tinham para fazer. Alguns apreciam a idade adulta. Filhos, maridos e esposas. Realização profissional e maturidade acima de tudo. Ainda existem aqueles que acreditam que se começa a viver só depois que a aposentadoria cai todo mês na conta bancária.A minha fase de ouro é composta de espasmos. Posso dizer que vivi sim uma fase aventureira. Sai muito, me diverti horrores, beijei as bocas que quis. É, eu já fui bonita ao ponto de escolher quem pegava. Hoje em dia... bom, esquece o hoje em dia. Mas essa não poderia ser escolhida unicamente como a melhor fase da minha vida. Não que meus amigos na época não fossem bons ou que as festas, a diversão e até mesmo os amores e desamores não valessem a pena como hoje. Mas durante vários momentos da vida tive o prazer de desfrutar uma aventura, um gosto ou apenas um gesto novo. Coisas indescritíveis e que fazem, por incrível que pareça a minha vida completa.
Há muito eu não sentia o que senti na noite de ontem. Um misto de tristeza e alegria. Envolta entre lágrimas e sorrisos eu reli cartas, bilhetes e cartões antigos. Recados de amigos, professores, parentes. Pessoas que fizeram e ainda fazem parte da minha vida.
Reli bilhetinhos de sala de aula escritos pela Janaína e eu onde combinávamos festinhas com os meninos. Ah, bons tempos as festas na casa dela. O pai molhando a rua a noite inteira pra nos vigiar. O primeiro porre, o primeiro beijo. Rolei de rir com as brigas intermináveis com a Camila. E as cartinhas de reconciliação onde ela dizia: “Eu te adoro muito. A gente briga bastante, mas é coisa de fazer as pazes na mesma aula”. Ou então as bobeiras de recados contendo sempre o título de uma novela. Hilário!

Chorei ao pegar o envelope onde estavam as cartas da Janine. Não tive coragem de ler. O cartãozinho escrito pela Pri quando saí do Ruy Barbosa. Os desenhos do “Taz anti-drogas”. O apelo da Thaíse na página da agenda de 1994 pedindo para nunca esquecê-la. Os desenhos e a letra bem desenhada da Fernanda. Lembranças das tardes na casa dela. Do corpo coreográfico e projetos de “rolos” com os meninos do bairro. Sim, ela sempre foi precoce.
O recadinho sério, mas cheio de carinho do Mano. O cartão do aniversário anos 60 do Raul. A foto da Ana Júlia. O convite desenhado pela irmã da Alice na primeira comunhão. O pedaço de carteira do IMA que a Carol arrancou e assinou e que guardo até hoje. A tampinha de Gatorade que eu e o Paulo bebemos numa tarde de domingo qualquer. A carta triste do Rafael que dizia sentir saudades.
Os cartões de aniversário da Aline, do Tiago e da Can. Os mais criativos que já ganhei. A nossa carta para a professora Sônia contendo todos os erros absurdos de professores e colegas de sala. Tanta coisa! Fotos com a Janice, a Juh, o Gordo, o Charles e o Marcos. A festa do 3ªº e a lembrança da Josinha. As assinaturas na minha foto da formatura da faculdade de amigos que não via há anos e que tive a oportunidade de reencontrar como a Carol Petry. Os quadrinhos do Dóctor Piegas que eu desenhava durante as bancas só pra escutar o Beling se rolar de rir.
A caixa enorme de recordações do Jef. Do primeiro chocolate à caixinha do anel de compromisso. Tudo guardado para me fazer lembrar que tenho amigos. Que cada um faz parte da minha vida de maneiras diferentes, mas não menos importante. Se pudesse fazer um só pedido escolheria reunir cada pessoa que fez parte da minha história. Conversar com cada um nem que seja por um mísero minuto. Relembrar o quanto é bom ter um amigo.
Se tivesse que escolher uma fase da minha vida eu diria: Não existe uma especial. Ela é a junção dos meus melhores momentos.

Mi Poulain (totalmente nostálgica nessa segunda-feira ensolarada).
14 agosto 2009
Preso, prisão e reabilitação.
É difícil encontrar um só animal que preso não tente alcançar sua liberdade. Todos nós sabemos disso. Basta ter um passarinho na gaiola, ou um cão na coleira. Todos eles almejam mais do que quatro paredes ou grades de ferro. Eles querem viver. Seres humanos não são diferentes. Tentar escapar é algo inerente a qualquer ser vivo.Essa semana, mais uma vez, ocorreram fugas no novo presídio em Rio do Sul, mas eu não quero falar disso. O que mais me incomoda nessa história toda é o conceito que as pessoas normalmente têm sobre cárcere. É mais que comprovado que a forma como o preso é tratado dentro da prisão faz toda a diferença. Não estou falando de moleza ou vida boa, mas sim de trabalho e reabilitação.
De acordo com as normas brasileiras quanto à Execução Penal (L.E.P.), as celas devem possuir, no mínimo, 6m², ventilação adequada (arejadas) e condições humanas de sobrevivência para os seus atuais e futuros ocupantes. Não é o que acontece por aqui. O que vemos são pessoas amontoadas em condições sub-humanas, sendo tratadas como lixo. A maioria apóia. Acredita que quem cometeu algum crime deve pagar desta maneira. Mas esse discurso todo cai por terra quando o filhinho drogado cai numa cela cheia de “bandidos”.
E a nossa parcela de culpa, onde fica? Ou será que você não vira as costas para os marginalizados? Não atravessa a rua quando percebe a presença de uma criança negra, suja e mal vestida? Passa por cima de mendigos todos os dias criticando a posição de muitos e batendo no peito dizendo: - Eu não peço, trabalho para comer! Mas e se nunca tivesse tido uma oportunidade sequer? Estuprada pelo pai, rejeitado pela mãe, maltratados pelos familiares. A mercê de um resquício de solidariedade. As coisas não seriam diferentes? Você não pensaria melhor sobre como presos são tratados, sobre como as prisões estão lotadas e de que maneira a educação desses marginalizados afetaria de forma positiva na vida dele e na sua depois que a pena fosse efetivamente cumprida e esse “ex-marginal” estivesse nas ruas novamente? É um círculo vicioso. Eu rejeito, você rejeita. Metade da população ignora, não dá emprego, assistência. E onde mais esses excluídos irão encontrar meio de sobrevivência? Na rua! À base de violência.
Violência gera violência! Essa é velha, mas sensata.
Mi Poulain
13 agosto 2009
O milagre da multiplicação
Empresário e religioso brasileiro, Edir Macedo é exemplo pra qualquer um. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que segundo pesquisa se tornou a quarta maior corrente religiosa do Brasil.Jesus, Satanás, pecados, fiéis... dinheiro, dinheiro, dinheiro.
Cheio de aleluia no coração e dólares no bolso, Edir Macedo além de manipular pessoas, e muito bem, é perito em manipular o dinheiro alheio.
Que a Igreja Universal de Deus vinha crescendo de forma exagerada, qualquer um podia perceber, e que sabendo que os fiéis pagavam bem para receber as graças prometidas, podíamos imaginar onde, ou melhor, como tudo isso poderia terminar.
Há 20 anos transformou a Rede Record de televisão, de uma forma genial, nos últimos anos melhorou e muito aquela emissora, sim de verdade, também... com tanto dinheiro, impossível não prosperar algum negócio.

Junto à emissora, utilizando do poder da mídia, acrescentou programas que continuariam a manipular fiéis e trazer outros.
Os fiéis foram se multiplicando e o senhor dele parecia mais forte que o NOSSO. Muitas pessoas se juntaram a ele e o ajudaram a garantir um futuro melhor para tantas pessoas. Algumas buscavam na fé da igreja apenas um consolo, uma ajuda espiritual, alguns amigos... e ele buscava nos cofres da igreja e na fé alheia, meios para garantir o futuro.
Enfim, me desculpem àqueles que por acaso fazem parte dessa história, dessa corrente religiosa, não querendo enaltecer nenhuma outra e também não defendendo-as, mas essa realmente é a mais abusada de todas!
Mimo Wildner
| Assinale: |
11 agosto 2009
Jeans viajante x moletom de azar!
Quatro amigas fazem um pacto de permanecerem unidas mesmo quando, nas férias de verão, elas se separam pela primeira vez. Para tanto, elas compram um calças jeans que se ajusta perfeitamente nelas. As jovens decidem usar a calça ‘‘mágica’’ como uma forma de estarem em contato. Elas acreditam que a roupa traz sorte e quando estão de posse da calça tudo dá certo. Baseado no romance de Ann Brashares, o filme Quatro Amigas e um Jeans Viajante, até que é legal, dei boas risadas. Mas como vocês todos aqui são críticos e bons entendedores de cinema não sei se aprovariam.Bom, eu até tenho algumas peças que eu acredito que sempre me deram sorte, como uma calçinha preta com uma coelhinha da Playboy que liga as três partes traseiras. Nossa já peguei deuses que até eu desacredito que fui capaz (suspiros). Mas voltando a realidade, se tem roupa da sorte como a minha calçinha poderosa e esse jeans do filme dessas patricinhas adoráveis, tem roupa que dá azar, puta-la-merda!
Quando criança minha tia comercializava roupas de segunda mão, retirava direto da fábrica e vendia para os parentes e amigos próximos. Minha querida mãe, que sempre fumou mais que pensou, sempre comprava. (Ah! Falando em mãe, acho que tenho que arrumar um baseado para ela. A véia ta pirando, quem sabe acalme). As roupas eram boas, eu com meus 11 ou 12 anos achava o máximo a economia que fazíamos. No Natal daquele ano ganhei um conjunto de moletom da Lilica Ripilica desses de segunda mão mesmo, e um Pogoboll da Estrela. A partir dessa noite a maldição da calça foi lançada.
Durante a noite brinquei com o brinquedo até me esbaldar. Ah, coitado! Eu nunca fui uma criança desnutrida. Na manhã seguinte tinha que ir a missa, coloquei então a roupa nova. A calça laranja e casaco branco. Na volta da missa os primos sempre levavam seus presente para a casa da vó, e eu com meu pula-pula e de conjunto novo fui me bobear também. Pulei, pulei, quando fui sair tchééé o brinquedo escorregou para frente e eu cai de boca no chão. Como me sujei de suco a roupa ficou esquecida na casa da avó, e só depois de anos que eu a encontrei.
Até o segundo episódio de azar com essa calça
eu não sabia o poder amaldiçoado que ela tinha. Aos quinze, durante uma faxina na casa grande minha avó achou e me devolveu. Como a peça já tinha perdido a cor eu a usava só para ajudar na faxina da casa, fiquei feliz em reencontrá-la. Dito e feito, em um sábado quando o espírito da senzala baixava por aqui, o desgraçado do Alfredo, o papagaio da vizinha, fugiu. E como ele tem as asas cortadas dá só uns pulos por aí. Na verdade eu acho que ele é uma papagaia e quer dar um jeito de dar umazinha com o meu Rico, por isso vive tentando suicídio do muro de 3 metros que divide os terrenos. Fui então pegá-lo com um cabo de vassoura. Pendurei-o e fui rumo à casa que dá fundos com minha, no outro lado do quarteirão. Eu com minha calça laranja desbotada, uma camisa verde com buracos, descalça e com os cabelos-afro-super-bagunçados presos por um grampo de roupa segui rua acima, quando o desgraçado do papagaio gay pulou do cabo da vassoura no meio da rua, fazendo um estardalhaço. Uns carros paravam, outros buzinavam, uma vergonha só.O que mais me deixou prostituta da vida, foi que durante a correria o menino que eu era apaixonada desde os 10, passou por ali e me viu. Desde aquele dia ele se referia a mim como a menina do papagaio, minhas amigas diziam que pelo menos ele lembrava da minha pessoa, mas o trauma ficou, jurei que nunca mais usaria a calça.
Alguns anos depois, aos 17, quando o meu primeiro namorado ia almoçar pela primeira vez em minha casa, acordei cedo, tomei banho, e coloquei a dita calça para não sujar meu vestido novo. Ajudei no almoço, arrumei o meu quarto e quando era perto das onze meu pai pediu para que eu fosse ao nosso comércio buscar refrigerantes e cervejas para a data. Afinal, o velho tinha que festejar, eu tava desencalhando!
Entrei pela porta lateral do escritório, e vi que na mesma hora parava um carro prata na frente do prédio. Pensei: é o meu namorado! E como a rua é bem parada nem pensei duas vezes. Imaginei: Ele foi até em casa e pediram para que viesse aqui me buscar, nem dei bola pela calça que usava, tava mais nervosa que um porquinho na balança. Fechei a porta do escritório, bipei os alarmes, abri a porta do carro. Primeiro coloquei as sacolas de cervejas na parte de trás, abrindo a porta com delicadeza e fechando mais gentilmente ainda. Então abri a porta da frente, coloquei o refri na parte de cima do porta-luvas sem olhar para ele, entrei e fechei a porta, arrumei os cabelos, que já estavam pranchados, e com um glamour total, virei a cabeça bem sexy para que o perfume chegasse nele.
Adivinhem, entrei no carro errado, era um velho de bigodes, que por alguns centímetros eu não tascava um beijo na boca, que nojo! Rapidamente e com as orelhas pingando sangue de vergonha peguei o refri e sai do carro me desculpando. Pulei de lá com tanta pressa que não lembro muito bem da cara do coitado do velho. Pra completar, esqueci as cervejas dentro do carro. Fui pra casa correndo, na hora eu chorei e depois, quando começaram a sentir falta da cerveja tive que contar o que aconteceu. Depois disso eu nunca mais usei a calça, mesmo. Mandei para doação das vítimas da enchente ali de Blumenau, tomara que dê sorte para quem pegou, por que pra mim foi uma desgraça.Obrigada pelo tempo e pelo espaço. (Ai que medo desse anônimo!)
Miss Purpurina
10 agosto 2009
Branquinha, onde está você?
Existem certas coisas que os pais jamais deveriam revelar a seus filhos. Não sei, mas certas situações quando esquecidas não devem ter nenhum tipo de ligação com a idade adulta.Não me lembro exatamente a idade, nem a data, nem muito menos a estação do ano. Mas era uma tarde fria. Aquela coisa meio sol, meio nublado. Havia chego do colégio e minha irmã havia marcado dentista. Eu jamais a acompanhava. O posto de saúde é bem próximo à nossa casa. E a baixinha parecia adorar uma broca. Estava sempre no dentista.
Misteriosamente, naquele início de tarde, meus pais me obrigaram a acompanhá-la. Relutei. Queria brincar com a mais nova integrante da família. Minha cadelinha aspirante à Dálmata: Branquinha. Branquinha era uma vira-lata pintada. Branquinha de pintas pretas. Nós dizíamos que era Dálmata. Mas coitada, ela não sabia se vinha da linhagem dos cachorros sem dono ou dos cachorros de rua. Só sei dizer que ela era uma gracinha e eu adorava aquela cadela.
Pois bem, parti direto para a minha missão. Levar a fedelha ao dentista. Esperei lá por cerca de uma hora até que o homem de branco analisasse cada dente daquela criatura. Quando tudo acabou fomos embora, felizes e contentes. E foi aí que o drama começou. Quando chegamos, Branquinha havia desaparecido. Minha pobre cadelinha perdida ao relento com fome, com sede, com frio. Era triste demais. Passei dias procurando ela em todos os lugares. Meus pais assistiram a tudo com aquele ar de tristeza digno de pais zelosos e preocupados.
Sim, eu fui enganada. Sofri, chorei e culpei minha irmã por mais de 10 anos. Descobri ontem que na verdade ela não desapareceu, nem foi roubada ou abduzida por extraterrestres, mas meus pais, sim, meu pais, deram a Branquinha para alguém que hoje eles nem se lembram mais. Uma mentira que poderia ter ficado enterrada. Mas não, eles tinham que me fazer revelações bombásticas desse jeito durante o café da tarde no dia dos pais.
Fiquei sem chão. Não chorei por vergonha já que a família toda encontrava-se no recinto. Alias, que família? Será mesmo que faço parte dessa família? Será que não sou adotada? Pois, diga-se de passagem, é muito estranho que eu tenha fotos só com 10 meses. Incrivelmente, na primeira vez que andei minha mãe achou a máquina fotográfica. É de se duvidar. Será que meus irmãos eram filhos de uma tia prostituta que os queimava com cigarros? A Matrix realmente existe? Vivemos em um mundo paralelo? Quantas dúvidas habitam agora os meus pensamentos. Afinal, o que mais esses pais esconderiam de mim?
Mi Poulain
07 agosto 2009
Toddynho e eu, eu e Toddynho
Todas as noites ela regula os ponteiros do relógio. O despertador irá tocar às 8 da manhã. Quando ele resolve disparar, ela acorda já pensando em dormir. Rola de um lado para o outro aguardando a hora exata para levantar. Nem um minuto a mais, nem a menos. 8h30min. Pronto, agora é hora! Escova os dentes, coloca a roupa, mal se olha no espelho. Ela não é vaidosa. É dona de uma beleza natural, privilégio de poucos. Quinze minutos é o tempo que leva até o trabalho. Sai calmamente rumo a mais um dia de entrevistas, textos, fotos e escrita, muita escrita. É jornalista, e há pouco mais de um ano trabalha em uma revista da cidade.Quase todos os dias ela compra um achocolatado de caixinha e vem caminhando. Destraída pensa na vida enquanto anda devagar. Passo após passo. Volta e meia percebe detalhes que a correria do dia a dia esconde. Não é uma pessoa com grandes manias, mas o achocolatado está lá. Não todos os dias, claro, mas quase todos os dias. Algumas vezes atravessa a rua sem olhar, outro dia conversa com algum amigo que há tempos não encontra. Por vezes liga para alguém, outras ignora ligações. Apenas ela e o achocolatado fazem companhia um ao outro nas manhãs solitárias.
E quando ele acaba, fica aquela sensação de vazio. De quero mais. Ela pensa: Porque não comprei dois? E quando isso acontece mais do que a sensação de vazio vem à indignação e logo depois o alívio. Ela para e pensa: Se tivesse comprado dois teria que segurar não uma, mas duas caixas vazias de achocolatado. Pois os lixeiros públicos onde estão?
No caminho em que percorre e em muitos outros em nossa cidade ela observa que não existem muitos lixeiros públicos espalhados em Rio do Sul. E continua pensando: Alguém precisa fazer alguma coisa. Afinal, ruas, terrenos baldios e bueiros não são cestas de lixo. Ela não é uma integrante do Greenpeace, nem muito menos uma defensora maluca do meio ambiente que faz protestos e invade desfiles com peles de animais. Ela apenas é uma cidadã assim como eu e você preocupados não só com a estética e limpeza de nossa cidade, mas com as consequências que a falta de lixeiros e educação do povo podem causar.
Mi Poulain
Luto oficial de 3 dias

06 agosto 2009
A broca assassina
Quem aqui não tem medo, pavor ou pelo menos uma certa “má vontade” de ir ao dentista?Ah eu tenho, e além do medinho igual ao de todo mundo, tenho um porque a mais, a minha língua já foi furada por uma broca.Sim, acreditem!Por isso, além do arrepio normal que aquele utensílio provoca nas pessoas, em mim, ele provoca certo pavor. E não precisa ser quando sou eu que estou lá com a boca aberta, só de escutar aquele barulhinho vindo de um consultório meu corpo fica todinho em alerta.
Engraçado, embora tenhamos que ficar com a boca aberta, numa posição não muito convencional ou aconchegante, estamos numa posição que seria possível um descanso, um relaxamento... que nada, eu pelo menos, saio de lá toda doída, ainda mais tensa... quebrada na verdade.
São coisas que não têm explicação, porque quanto mais nos concentramos na nossa língua, para deixá-la quietinha, mais ela parece ter movimentos próprios? Porque quanto mais nos concentramos: é agora que vem a broca, quando ele liga a assassina damos um pulo da cadeira?

Pra ver, esse pavor não é só meu, tenho uma amiga que me disse esses dias que até tentou descansar na cadeira do dentista, mas cada vez que ele colocava o arzinho ela pulava, pensa... só com o arzinho.
Engraçado também, é que quando você está se acostumando com seu dentista, pegando confiança e acreditando nele, alguma coisa acontece. Ele vai embora, não atende mais pelo seu plano de saúde, não tem horário no seu horário... Enfim.
Esses dias tava pensando, será que as pessoas que se tornam dentistas não sofreram desse mal? Porque se eles têm e mesmo assim convivem com aquela broca assassina todos os dias, me desculpem, aí temos razão de “não gostamos” deles, são loucos de verdade e com certeza foram abduzidos pela “trupe” da broca assassina.
Fica aqui uma dica, contenham as línguas, a broca fura mesmo!
Mimo Wildner
| Assinale: |
05 agosto 2009
Para a felicidade do ANÔNIMO....
03 agosto 2009
É segunda? Nem me contaram!

Mi Poulain



