28 fevereiro 2009

Nanquim Derramado


Nem sempre um erro é apenas um problema. E vice-versa.
By Bruno Ropelato

27 fevereiro 2009

O que nós queremos deles?

Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos? Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.

Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando.

Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio. E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer “vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim.

Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino. Não basta ser mulher: tem que participar.

A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa.

E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem -, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz. É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?


Danuza Leão


* Texto de Danuza Leão, enviado pela digníssima amiga do blog, Pri Stein.

26 fevereiro 2009

A barata da vizinha ta na minha...


Barata: inseto ortóptero da família dos blatídeos, muito veloz, de costumes noturnos, que foge da luz, é voraz e de cor negra ou acastanhada e que se encontra especialmente em ambientes caseiros;

Bom, após essa pequena definição do ser barata, acredito que todos já conseguiram imaginar qualquer cena onde elas se enquadram. Vou contar a minha última, aliás a nossa, a Momo Maiden está para não me deixar mentir!

O Carnaval embalou não apenas pessoas, mas também insetos, entre eles as baratas. Terça-feira de carnaval todos voltavam ao trabalho (OK. Apenas “os peão”) menos elas, sim as baratas não tiveram tempo de sair de fininho, sem serem vistas, começou aí uma operação MATEM AS BARATAS.

O local de trabalho estava infestado das meninas velozes, de costumes noturnos, de cor negra ou acastanhada. No primeiro dia estavam apenas no banheiro, o vaso sanitário foi um dos esconderijos, mas graças a uma descarga ela foi pelo ralo, literalmente. Na quarta-feira de cinzas elas ainda não haviam saído, estou achando que eram baianas (ou será bahianas?). Mais algumas foram mortas com um bonitinho chinelinho, outras, de tamanho família, devem ter comido muito no feriado, conseguiram fugir.

Com um certo nojo, e um espírito de equipe, a nossa amiga Pink, companheira de trabalho trouxe um sprayzinho ... Sim, agora nunca vi tanta barata junta, estão tontas, a procura de ar provavelmente, já que o sprayzinho não é um perfume e sim um veneno, acredito que até o fim do dia de hoje, as meninas irão se entregar ou acabarão morrendo. Convenhamos hoje já é quinta-feira, mais que na hora de acabar com os festerês de carnaval!

Mimo Wildner

25 fevereiro 2009

Homens.....................como viver sem eles?

***** Como é o meu dia de escrever...e sou a Garota (das mimimimómómós) que menos escreveu aqui....resolvi postar mais um texto que escrevi a algum tempo... que fala sobre os homens...resgatei e to postando! valeusss beijo e me liga! *****

Uns são lindos por dentro, outros por fora. Alguns são delicados, outros uns “dedões destroncados”. Tem aqueles que mandam flores e bombons, outros comem a caixa toda sozinha sem oferecer ao menos um.

Alguns mentem... outros mentem mais. Tem aqueles fanáticos por futebol... quarta-feira sempre é aquele estresse na TV. Mas, melhor assim do que não ser fanático por nada, e ficar “peidando” no sofá num sedentarismo irritante. Tem também aqueles malucos por carros, ficam o sábado todo “alisando” o possante, e esquecem de alisar a mulher.

Hummmmmmmmm e as barrigas... tem para todos os gostos...tanquinho, em forma de ovo, em forma de piava (aquela saliente bicuda) e as bem magrelas, que dá até dó de olhar (chupadas pra dentro). Uns são peludos, outros lisinhos e outros ainda depilam tudo, mostrando seu “ar metrossexual”... e falando sério, homem que passa muito creme, faz reflexo no cabelo e pinta a unha, pode agradar mulher que não gosta muito da fruta, porque a maioria das mulheres gosta de mão áspera, barba pra fazer e cheiro de macho!

Outra coisa que surpreende é a persuasão de cada um para conquistar o sexo feminino. Tens uns que mandam cartas, escrevem e-mails enormes, mandam flores e abrem a porta do carro. Outros levam a mulher para o motel e tentam estupra-las literalmente. Outros ainda se fazem impressionar pelo que tem, carro, grana e bom emprego, além de roupinhas de grife. E tem aqueles ainda que não fazem nada do que foi citado, esperam que ELAS façam tudo!

A maioria não gosta de conversar sobre o relacionamento (ter uma DR) e deixam as mulheres no vácuo durante as discussões. Fazem-se de surdos, mudos e cegos... não respondem, se escondem em suas “cavernas psicológicas” e na verdade acham tudo isso muito chato. Os que fazem que ouvem suas companheiras, geralmente esquecem nos próximos cinco minutos e querem passar logo para a fase do sexo, para fazer as pazes, fase essa, que na visão deles, resolve tudo! (as vezes resolve mesmo kkkkkkkkkkk) mas finalizando, porque poderia escrever livros sobre ELES, homens são tudo isso e mais um milhão de coisas, são certos... errados, de tudo um pouco, mas continuamos a não conseguir viver sem eles!
Momo Maiden

Ritual da Beleza!


Ontem... enquanto pintava o meu cabelo de chocolate (koleston 6.7) pela segunda vez esse mês, fiquei pensando em tudo que uma mulher faz para ficar bonita. Geralmente nos "escondemos" para fazer esse tipo de coisa, porque se os homens vissem como ficamos durantes esses rituais de beleza, tenho certeza que correriam três dias e três noites de susto. Mas o que quero dizer na verdade é que, nós mulheres, temos que passar por muitas coisas para nos mantermos no mínimo apresentáveis, já eles ficam bonitos após um banho normal e um pente no cabelo.

Acho um pouco injusto, afinal, isso também poderia se aplicar a nós mulheres... Pintamos o cabelo no mínimo uma vez por mês, ação que demora cerca de duas horas para ser finalizada, se levarmos em conta o enxágue e a escova para ver como ficou a cor (os homens não passam por isso).Temos que fazer as unhas todas as semanas, porque mão de mulher mal cuidada é simplesmente horrível (eles no máximo cortam as unhas em 5 minutos). Temos que fazer depilação todas as semanas, se for com gilette. Caso seja com cera (ai ai) de 15 em 15 dias é o prazo (eles deixam a selva crescer ou aparam para dar um charme a mais, mas isso de vez em quando!). A pele é outro alvo certo nos rituais... essa é tratada todos os dias com os mais variados cremes... linhas de expressão, contorno dos olhos, rosto, corpo, cotovelo, pés... é incrível o arsenal de melecas que passamos em nós mesmas (eles nem sabem o que é isso... fora os metrossexuais, é claro). Maquiagem é outra coisa que nos faz perder tempo todos os dias... imagina sair de casa sem pelo menos um batom e um rímel... seremos taxadas de desleixadas (eles lavam a cara com sabonete de manhã e escovam os dentes - básico - e já saem lindos para o trabalho).

Penso também em como é complicado a mulher se arrumar para uma formatura, por exemplo. É aluguel de vestido, acessórios, sapatos combinando, cabeleireira, maquiagem, unhas, tudo tem que estar em sintonia... se não ficamos parecendo um pinheirinho de natal enfeitado (eles colocam o terno preto e a camisa de cor que tem há 10 anos no armário, passam gel no cabelo, perfume no cangote e pronto... lindos de morrer).
Enfim, teria mil coisas para falar ainda... mas o que queria mostrar neste post de hoje, é que a mulher se esforça em muito para ficar bem e perde o maior tempo para isso... mas às vezes até pode ser compensador, quando somos elogiadas e o par chega a ver as mudanças, como um corte de cabelo ou uma cor nova nas madeixas... ou ainda com frases como: nossa amor, como sua pele está lisinha... yes, valeu à pena a tortura... mas quando nada disso é valorizado, a vontade é ficar que nem um jaburu e mandar os cremes e tudo mais para o espaço. Mas é isso aí... vamos vivendo e pintando, e maquiando, e passando creminho, e zelando o produto que um dia a terra há de comer... rsrsrsrs beijos

Momo Maiden

23 fevereiro 2009

Al, também quero uma proposta irrecusável.

Não estou inspirada para sentar aqui em frente ao computador e escrever assuntos do dia-a-dia, sejam eles banais ou não. Para tanto, meti um fone no ouvido e liguei o iPod da minha irmã e me desatei a ouvir o que aqui toca: Los Hermanos. Banda, aliás, que conheci através de um amigo que hoje não reconheço mais. Eu e nem a maioria dos seus antigos amigos. É lamentável não ter mais a companhia de uma pessoa inteligentíssima, boa, solidária e engraçada.

A semana passada foi repleta de acontecimentos de todos os tipos e para todos os gostos. Sendo lacônica: beijei o menino do cachorro-quente no meu aniversário (quem leu “Bruce e o Trident negligente” sabe de quem falo), fui trabalhar em plena sexta-feira com a etiqueta pendurada na camiseta e só vi quando cheguei em casa, e um menino me disse “tu parece a irmã Iara do IMA com essa saia comprida”. Quem conheceu a irmã Iara sabe porque eu me senti um coco. E, claro, só pelo fato de ser comparada a uma freira já não é bacana.

Leitores do meu Brasil varonil, quanto ao beijo tenho todos os detalhes sórdidos bem aqui ó, acima do cerebelo. Mas, conter-me-ei e não os revelarei. Só digo uma coisa: o que rolou foi livre de censura e sem contra-indicação.

Como não esperava presente algum no meu aniversário, quero agradecer o despertador vermelho, o bichinho felpudo, o “baleiro” em forma de fusca, recheado de Trident, o livro do Edgar Allan Poe, o livro escrito pelo assassino da Ângela Diniz, os quadros artesanais e, claro, a caixa listrada. Sinceramente, eu gostei de cada um, tanto é que nem teve nem o preferido (tirando o da irmã, que irmã humilha).

Hoje assisti “The Godfather” e cheguei a uma conclusão que muda toda a história do cinema: se o Al Pacino realmente existe, ele é o cara mais charmoso que tem. Nossa, tinha esquecido de como ele me afeta psicologicamente. Sempre gostei de ver os filmes dele, mas fazia tempo. Em 1972, data do filme, ele podia ser comparado com o Johnny Depp de hoje... frôôôxo! E pior que o Al Pacino ancião continua atraente. Que fique registrado: Al Pacino faz o meu tipo. E, Al, se você ler isso, pode me ligar.

Mimi Kiddo

Vozês não valem nada mas eu gosto de vozês


Existem épocas em que invocamos com certos tipos de “hobby”. Depois de jogar incansavelmente baralho, descobri o jogo “Uno”. Passado algum tempo o bola da vez foi “Master”, um jogo de perguntas e respostas. Sábado, porém minha nova ocupação dos fins de semana mudou. A brincadeira é: Imagem & Ação.


Ontem depois de passar uma tarde inteira na piscina com minha família, Mimi Kiddo e Mimo Wildner resolveram dar o ar de sua graça na casa do namorido. Aproveitamos o restando do semi-sol na água e quando finalmente pensávamos em cansar Mimo Wildner perdeu seu brinco de estimação. Começa a operação CSI Piscina.


A busca foi intensa. Como a noite já havia chego, a solução foi vasculhar toda a casa com uma lanterna. Procuramos por tudo e Mimo até mesmo resolveu mostrar suas curvas biquíni na rua. Procuramos incansavelmente dentro da piscina. Mas logo a persistência tornou-se frustração. A tristeza estampada em seu rosto demonstrava o quão estimado era aquele simples pedaço de adorno. Mas uma pessoa não descansou até que pelo menos a tarraxa do brinco fosse encontrada. A esperança voltou a reinar no coração de Wildner. E a procura pelo brinco fujão continuou. Quando finalmente ele foi resgatado. Operação CSI Piscina realizada com sucesso! Wildner quase não podia suportar a felicidade, e a emoção tomou conta de seu ser. Saiu abraçando e perseguindo a todos os secos com seu biquíni molhado.


A fome já rondava o local quando o fogo para o churrasco começou a ser feito. O banquete era composto de: pão com manteiga, coração, porco e filé queimado. Os jogos começaram discretamente e a animação parecia não chegar. Muitos ainda desconheciam as técnicas do jogo e a confusão se espalhou. Para os que não conhecem, Imagem & Ação é um jogo de mímica, onde o silêncio e a criatividade são essenciais. Apenas Wildner não havia compreendido isso. E em sua primeira tentativa de desenhar a palavra em questão acabou soltando mais letras do que deveria. Quando questionada por seus colegas de grupo para desenhar a letra correspondente a palavra ela soltou sem titubear com uma ingenuidade fora do comum: F. A gargalhada foi geral e só então ela entendeu: em jogo de mímica, não se é permitido falar.


A tempo foi passando e a enxurrada de erros bizarros aumentado. Vozê, hórbita... Algumas palavras vinham realmente do útero dos oito participantes que acertavam mímicas extremamente impossíveis de entender. Depois de longas quatro horas de jogo o saldo foi: muito errado, muita cerveja e muita risada. Aliás, nada melhor do que reunião com os amigos que a gente tanto gosta.


Mi Poulain

22 fevereiro 2009

Cotidiano

Um tema tão, mas tão, mas tão batido no fotojornalismo, que fui obrigado a fazer isso.

O nosso cotidiano vai muito além de pessoas trabalhando, ou andando no parque.
Além da Sandy, alguém mais aí não "Caga"?
1. Que é diário, que acontece todos os dias.
3. O dia-a-dia; a sucessão ou rotina dos dias.

20 fevereiro 2009

Seja um idiota

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Arnaldo Jabor

* Indicação de Diego Tenfen. Yeah, yeah... temos mais um leitor com pena da gente.

19 fevereiro 2009

Devaneios...


Depois de umas geladas na cabeça e muita lasanha no estômago estou um pouco eufórica e “empanturrada” para conseguir deitar e dormir. Por isso, resolvi escrever meu post de hoje.
Sim, porque já é quinta-feira, e mesmo sabendo que todos ainda estão lá na Mimi Kiddo jogando Máster (o melhor) e até poker, hoje já não é mais aniversário dela. Nossa, que rude, acredito que devo levar em consideração o que um dia uma velha amiga me disse: “quando o aniversário é de alguém que você gosta, dura três dias, um dia antes, o dia, e um depois”.

E, neste momento penso que é a mais pura verdade, já que, acredito ainda, que muitos se sentem como eu no dia antes e no depois ao aniversário... no antes aquela agonia tremenda, várias pessoas já te desejando parabéns, outras falando “é amanhã, é amanhã”, e no dia acabam esquecendo... algumas, aquelas que tu nem imagina acabam esquecendo e ligam um dia depois dizendo “não esqueci liguei só hoje porque você sempre diz que um dia depois do aniversário é triste”.

Desculpas de todos os lados, mas que por fim fazem sua felicidade durante três dias, isso mesmo, três dias. Bom, mas voltando ao que interessa, mesmo todos vocês terem ficado na casa do S. Luis e da D. Rose mais tempo que eu, ainda assim eu me sinto feliz, aliás, muito feliz, por que? Porque revi pessoas legais, comi muito e comida da boa, bebi acompanhada de amigos e uma cerveja gelada e, o melhor, vi a aniversariante feliz, animada e “saracutiando” entre os mais de 20 convidados especiais.

Pra quem não foi....desculpa, quem sabe na próxima!

Mimo Wildner

18 fevereiro 2009

Feliz Aniversário!!!



AMAR...verbo no infinitivo!

Olha só... todos sabem que gosto muito de escrever sobre relacionamentos e suas peculiaridades...e também sobre sexo, mas como ultimamente o segundo assunto, principalmente, não está rendendo nada (to pensando em comprar até um brinquedinho), e os relacionamentos da Momo aqui, estão pra lá de confusos, vou “divagar” (palavra que nosso amigo visitante gosta de usar) sobre a palavra amar...

Achei algumas frases que traduzem bem o que penso sobre o verbo no infinitivo mais lindo que há (amar):

Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela. Albert Camus

O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar. Charles Chaplin

Aprendemos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita,
mas quando conseguimos ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita.
Você já encontrou tua pessoa imperfeita? Desconhecido


Essa última frase de um desconhecido muito sábio por sinal, é justamente a tradução do que podemos viver enquanto amamos. Falo por mim que sou mulher. Sempre estamos procurando o cara perfeito (que não existe). Eu já encontrei caras assim, que tinham mais qualidades que defeitos, que eram certinhos e não mijavam fora da penico. Mas a triste decepção vem depois quando você percebe que a pessoa perfeita não é pra você! Que na verdade, buscamos sim pessoas completamente diferentes de nós, para “sugar” deles o que não temos. É isso, mais objetivamente falando, buscamos no outro o que nos falta. Se nos relacionamos com uma pessoa muito parecida com agente, não vai ter a mínima graça...não teremos como fazer o processo de osmose. Se você é uma pessoa fechada, tem que procurar uma totalmente porra louca pra te soltar. Se você é nervoso, precisa de uma calma para não deixar o “caldo ferver” e assim por diante. Na verdade sempre estamos em busca da pessoa errada e nem percebemos isso.

Isso me conforta em partes...afinal, também já tive pessoas erradas na minha vida, e nem por isso deu certo! Mas por outro lado, a convivência era bem mais prazerosa, já que a troca de sentimentos era constante. Eu berrava, ele calava, eu reclamava, ele consolava, eu odiava, ele me amava...e também, ele se fechava, eu o fazia falar, ele chorava e eu acalentava, ele bagunçava e eu arrumava...e assim por diante. Bem...chega de divagar né... o importante é AMAR....


Parabéns KIDDO....te adoro


Momo Maiden

16 fevereiro 2009

Adios, Marley...

O melhor domingo é aquele em que a gente não espera nada e, de repente, alguma coisa surge. Depois de uma tentativa frustrada de ir a Blumenau curtir um som, assisti a dois filmes seguidos: “Arizona nunca mais” e “Cabo do Medo”. Logo que comecei a montar o quebra-cabeça, conformada com meu domingo sem graça e sem muitas expectativas, recebo a ligação daquela amiga de infância. A mais antiga que alguém pode ter.

Uma breve retrospectiva: a conheci na maternidade, literalmente. Eu nasci em fevereiro e, como quase morri, fiquei em observação. Em abril, quando ela nasceu, eu ainda estava lá. Com as características físicas de uma criança da Angola (magra e com um barrigão), mas ainda estava lá. Como precisava de leite materno, a mãe dela me concedeu seu aconchegante seio e me amamentou. Depois disso, nossas mães ficaram amigas e não nos desgrudamos mais. Até o terceiro ano, em 2003.

Continuamos nos falando e nos vendo, mas como a vida social é diferente e o curso da faculdade também, nada mais normal do que o superbonder que unia as duas, começar a se soltar um pouco. Então, ela me ligou convidando para ir ao cinema, assistir “Marley e Eu”. Depois de muita confusão com o dinheiro, compramos duas latinhas de Heineken e amendoim. Perfeito, perfeito.

Chegando à sala, só havia um casal. Um. Um casal sentado mais ou menos no meio. Então, minha amiga sugeriu algo que não fazia desde os 14 anos: sentar na última fileira do cinema. Me senti como no Cine Dom Bosco, assistindo “Eu ainda sei o que vocês fizeram no verão passado”. Me instalei na poltrona, tirei meu All Star roxo e relaxei. Qual não foi minha surpresa em ver o Owen Wilson e a Jennifer Aniston protagonizando. Já deu um up na minha pessoa. A Jenny é uma fofa. E o Owen tem uma cara bem simpática e desperta curiosidade: ele já tentou se matar. Ator milionário e bonito já tentou se matar e eu, que sou eu, ainda não. Dá muita vontade de papear com ele, saber das suas frustrações, seus anseios e, no final, ver se ele quer trocar de lugar comigo... já que é tão infeliz.

Resumindo, depois de tantos adendos: o cachorro dá até raiva de tão lindo que ele é. Se bem que eu sou suspeita, sendo que quando vejo um cachorro, quase infarto de tanto amor que nutro por eles. Vai entender. Depois de muitos “aaai”... “ooohh que fooofo!” e afins, o final do filme chega e o choro também. Gostei bastante.

Mimi Kiddo.

Invierno, siento la carencia de usted

Haverá o dia em que tudo será gelado. Nossos filhos poderão correr sem suar, nós poderemos trabalhar durante todo o dia sem sentir nojo de nós mesmos. Poderemos caminhar pela manhã sem que nossos alisamentos, pranchas e afins sejam percebidos depois de destruídos pelo suor de nossos corpos. Haverá o dia em que usar casacos grossos e compridos será artigo de primeira necessidade e possuir lareira na sala de casa será indispensável. O dia em que sonharemos com algo além de andarmos nus para afastar o calor extremo. Eu quero uma nova era do gelo, eu quero e quero agora!

Ok, eu sonho demais! Mas será que alguém pode me explicar pra que serve tanto calor? Argh! Não suporto essa coisa de estar sempre me abanando, sempre desejando encontrar um ar condicionado ou um singelo ventilador pelo caminho. Não suporto o fato de não poder dormir com várias cobertas pesadas, e não poder usar blusas que escondam esse meu braço de caminhoneiro. Tempo frio é o máximo. Tudo é mais natural. As pessoas tendem a render melhor. As serem mais bonitas. As vantagens são inúmeras. Querem ver só?

- As pessoas são muito mais chiques no inverno;

- Não precisamos ter o desprazer de encontrar mulheres gordas com roupas minúsculas;

- Não precisamos caminhar e ficar assados no meio das pernas (você que é gordinho sabe do que estou falando);

- Podemos passar desodorante uma vez por dia e tomar banho apenas duas vezes;

- Roupas de inverno são muito mais legais;

- Calçados de inverno são mais bonitos;

- Dormir no inverno é mais prazeroso;

- Comer no inverno é mais gostoso;

- Até mesmo o sexo é melhor. Imagina aquele cara que sua horrores em cima de você, queridíssima? É o ó, minha gente! Melhor é no inverno que a bagança esquenta o crioulo, ninguém fica colando, e cá entre nós as pessoas são até mais cheirosas.

Eu poderia ficar aqui citando 1001 porquês do porque da minha preferência pelo inverno. Mas até mesmo digitar no verão me cansa, e preciso poupar minhas energias. São apenas 8h30min de uma manhã de segunda-feira que já pena em passar e o suor que corre pelo meu rosto aumenta ainda mais a minha vontade de ir pra casa e colocar logo uma roupa bem leve e confortável.

Portanto, esperarei incansavelmente o horário de ir pra casa, nesse meio tempo ativarei meu super-ar-condicionado que alivia como poucos as tensões do meu dia-a-dia. Enquanto isso aguardarei ansiosa que vocês, não possuidores de ar, que passam calor o dia todo, manifestem aqui o que eu quero que manifestem, essa inveja que estão sentindo agora dos que podem ficar sentados, com uma leve brisa na nuca, exercitando o nadismo em pleno horário de expediente, assim como eu.

Mi Poulain

15 fevereiro 2009

Minha sala, minha casa...


E sim, o violão é de verdade...
By nosso colaborador dos domingos: Bruno Ropelato


13 fevereiro 2009

A arte de gostar de mulher

Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na UERJ, fui assistir a uma palestra do fotógrafo que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "... para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher".

Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou. "Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso", afirmou.

O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.

Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso.

Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida. O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade. "Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema "Para viver um grande amor".

Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse à primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.

Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostamos de mulher é que conquistamos várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino.

Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade. Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês, por incrível que pareça para um nacionalista e antiimperialista convicto. É a "Have you really loved a woman?" do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, darem-lhe apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita.

Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo.
Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?

Arnaldo Jabor

* Pri Stein anda fiel na colaboração do dia dos amigos do blog. Sempre que pode, ela nos envia textos bacanas que encontra na internet. Hoje ela já não tem mais tanta pena já que agora temos, com ela, dois colaboradores. Sim, dois, podem acreditar. Uma marca histórica para esse humilde depósito de anseios, tristezas e alegrias, sempre descritos com muito bom humor.

12 fevereiro 2009

A Vida e Eu!

Tinha tudo programado para hoje escrever sobre a preguiça que insiste em me acompanhar durante as 24h do dia! Mas, ontem fui ao cinema acompanhada de dois ilustres amigos, que por sinal, tem sido minha companhia para vários programas nos últimos dias, e resolvi escrever sobre isso.

O filme me surpreendeu, humilhou e me fez chorar descompasadamente, fazendo a minha amiga do lado rir da situação, já que ela também estava aos prantos. Uma história de amizade, companheirismo, de família... um jovem casal e um cachorro. Por coincidência, eles são jornalistas também e o cachorro não é um simples cão, é especial, tanto quanto o meu Franki Jorge, a Nirvana da Poulain, a Hajjah da Maiden e a Meg da Kiddo.

Não vou aqui contar a história do filme que foi produzido com base no livro de John Grogan, Marley & Eu, mas deixo aqui a indicação de um filme que mostra a realidade, uma mistura de desejos, sonhos, planos e o que verdadeiramente acontece.

Contudo, além de ter chorado, aliás eu não chorei, esse foi o filme que eu MAIS chorei... antes disso ri e muito... Adoro pessoas sem noção, que mesmo com alguém sentado no banco da frente estica seus pequenos pés, descalços e coloca um deles entre a greta dos bancos... logo, eu e a minha amiga ficamos com um objeto identificado se mexendo ali, era nojento, claro o pé era até cuidadinho, e não fedia, ao menos a 15 cm de distância. Mas a questão era, será que ela não percebia que isso estava acontecendo? Olhávamos desacreditas para aquilo e riamos sem censura.

Pipoca fria, filme torto no projetor e a legenda muitas vezes dava a sensação de estarmos embriagados... turva e as vezes branco no branco...
Um misto de sentimentos em apenas duas horas e meia... decepção por algumas pessoas não terem ido, empolgação na compra da pipoca, ansiedade na espera de apagarem as luzes, expectativa durante o filme que era alegre, triste, cômico, dramático... e, assim segue, a Vida e Eu!

Mimo Wildner

11 fevereiro 2009

P.s. EU TE AMO


Como todas por aqui gostam de falar de filmes... também vou contar a minha experiência de ontem à noite. Aluguei um filme para chorar de verdade, que se chama: P.s. Eu te Amo, com a atriz do filme "Menina de Ouro" (Hilary Swank), que muitos já devem ter assistido.
Enfim, chorei do começo ao fim e achei sensacional!!! O filme conta a história de um casal que se ama (de verdade)... até que Jerry (o gato da trama) morre de câncer. Só que mesmo morto, ele continua "falando" com Holly, sua esposa. Através de cartas semanais (planejadas e escritas antes de sua morte) ele mostra a ela que deve e precisa continuar vivendo...
Juro que queria ser a Holly de alguém. Sentir e saber que alguém me ama daquele jeito... mesmo depois da morte.
Ele fazia ela rir...
Ele cantava pra ela...
Ele dançava com ela... e a queria de qualquer forma...e mesmo após sua partida, continuou se importando com ela.
Quando alguém vai se importar de verdade por mim?
Jerry a aceitava do jeito que ela era... eu sei que no filme é tudo ficção, mas isso pode acontecer na vida real. Eu acredito nisso e acredito no amor verdadeiro e continuo pensando que algum dia ainda vou ser a pessoa mais importante na vida de alguém (bem... já sou da minha cachorra Hajjah), mas me refiro a um ser (humano) do sexo masculino.
Quem sabe, também, já tive tudo isso e não soube entender e aproveitar...
Já tive alguém que me fazia rir...
Já tive alguém que cantava pra mim...
Já tive alguém que dançava coladinho comigo e que se importava também...
Agora pago por minha não-sensibilidade e pelo meu orgulho e egoísmo...mas
Vou continuar procurando...
Acreditando...
Sonhando.... em viver uma história como as contadas nos filmes. Quem sabe um dia esse sonho se torne realidade! Quem sabe...

P.s. Eu te Amo
(dedicado ao meu verdadeiro amor)
Vale a pena assistir...eu recomendo!!!


Momo Maiden

Os ventos que as vezes tira
m
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...

(Bob Marley)

10 fevereiro 2009

Tributo à amizade

Estava dando uma (opa!) limpa nos e-mails, apagando o que não tem utilidade (praticamente tudo) e rindo das bizarrices que eu e mais duas amigas escrevíamos ano passado. Nem consegui deletar, de tão engraçado e bom que era. Tinha de tudo: brigas homéricas, desabafos, textos tristes por términos de namoros, mas, principalmente, e-mails tirando sarro de coisas trágicas como a morte da bisavó.

Tirei algumas conclusões, como a certeza de que amigas, amigas, gostos à parte. Tenho uma amiga que humilha em tudo, mas o gosto dela para filmes é, no mínimo, estranho. Ela não gostou de “Amor à queima-roupa”, alugou um filme chamado “Encaixotando Helena” e, há um ano, não sabia o que era “Pulp Fiction” e, quando assistiu, achou bom (!). Bom? Ela, realmente, não é parâmetro. E é por isso que eu digo: “Gosto é que nem braço: infelizmente, tem gente que não tem”.

Tenho amigas que não são leais e camaradas. Pelo menos, eu considero o ato de delatar você para o professor mais sisudo do curso, na frente da sala toda, dizendo que ela fez o trabalho inteiro sozinha e você não ajudou em nada, desprovido de camaradagem. Cada um com seus conceitos sobre o que é realmente importante, mas para mim, isso não é amizade nem aqui, nem na Cochinchina. Mas, como o amor-próprio não é uma qualidade minha, sem rancores.

Amigas conto nos dedos das duas mãos. Mas gosto de cada uma exatamente como são. Mesmo que ela já tenha quase batido na sua cara com um jornal, mesmo que ela tenha jogado um copo cheio de cerveja no chão do Barba para não jogar em você, mesmo com tudo isso, é impossível não amá-las.


Mimi Kiddo

09 fevereiro 2009

Eu quero, eu quero e eu quero!

Existe muita coisa que dura para sempre. Amizades, casas, amores. Existe até gente que dura para sempre, como aquela menina embalsamada lá em Palermo que mais parece um nojento boneco de cera dentro de uma caixa de vidro. Existe gente que casa com 15 anos e consegue dormir pra sempre do lado da mesma pessoa. É incrível, eu sei, mas existe.

Não acredito em “felizes para sempre”, nem muito menos que as coisas possam durar uma eternidade. Tudo é passível de destruição, nada é imutável. Eu sei que vai ter nerd metido a filósofo que vai dizer que existe sim algo eterno e imutável. Mas eu não estou falando disso. Eu estou falando de coisas reais e não de viagens de mentes insanas.

Hoje eu acordei extremamente carente, nostálgica e romântica. Sentimentos que não combinam comigo. Pensei em coisas que se foram, nas que ainda virão. Existem emoções que são difíceis de carregar. Dor, saudade, paixão. Eu tenho muito desses sentimentos obscuros que nem sequer sei se posso levá-los no peito. Tento então, tirá-los da cabeça. Sinto falta de pessoas que se foram, de amizades que perduraram durante anos, mas que um dia foram esfriando, esfriando.... Sinto falta de coisas que não quero falar. Mas que são absurdamente pesadas e que me fazem sentir o que estou sentindo hoje: uma vontade enorme de chorar.

Ok, eu confesso, acabei, agora às 07h47min para ser mais exata, de ver Sexy and the City, o filme. É tão lindo. Um mistura de futilidade intensa com amores impossíveis. Tá, com licença, será que posso ter o direito de sonhar com uma história de contos de fada? Obrigada! Agora vou sentar aqui na minha cadeirinha e devanear um pouco. Quem sabe chorar também. Esperar alguém chegar e secar as lágrimas. Imaginar uma vida cheia de roupas caras e lindas, um corpo escultural, uma carreira incrível e um homem extremamente especial.

Mi Poulain

07 fevereiro 2009

Se nada der certo, eu viro hippie

O post anterior, texto de Danusa Leão, me inspirou a escrever algo relativamente parecido. Meu foco, com certeza não será a barriga das meninas, mas, quero falar das mulheres, pelo menos o que eu acho delas, de uma maneira ampla e não muito profunda (sem trocadilhos). Já comentei algumas vezes, e com várias pessoas, que se eu pudesse apertar um botão, sendo que este me tirasse todas as necessidades, que só as mulheres podem suprir, apertaria instantaneamente. É bom lembrar também, que eu minto muito.

Mas de todos os defeitos, se é que posso chamar assim, ou melhor, das condutas estéticas femininas, a que mais me incomoda é: - Eu preciso perder três quilos. No ato respondo: Putz, agora que você está com uma bundinha gostosa. E sabe o que me deixa puto? Elas reclamam. Ou será que preferem: - Olha, que linda, sua bunda parece uma uva passa gigante dentro dessa calça dois números maior que o seu.

Até hoje, não consegui montar na minha cabeça o estereótipo da mulher perfeita. Obviamente, nas andanças naturais de um homem solteiro, um grande número de garotas passam. (tá, o número não é tão grande assim). Sendo que, algumas são inesquecíveis, outras a gente lembra durante um tempo. Mas a grande maioria passa sem nenhuma importância. E o pior, tem aquelas que a gente até hoje não sabe como teve coragem de se aproximar. E olha, não falo tanto da aparência, as atitudes, na grande maioria das vezes, tornam insuportáveis as garotas mais lindas.

O Orkut é uma grande vitrine de como existem mulheres toscas no mundo. A imbecilidade é tanta que fico até chocado. Ou talvez, eu que seja chato. Aliás, sou chato sim, e daí? Prefiro ficar sozinho a ficar com uma “xarope” qualquer. Eu gosto das exóticas, das diferentes, das exclusivas... É imprescindível que a “moda” mantenha-se longe da minha futura esposa. Não que ela tenha que ser uma caipira, mas, é fundamental que ela tenha idéias próprias. Quem não lembra uma tilanga de um BBB anterior que usava umas flores ridículas na cabeça? Depois daquilo, quando eu via uma mulher na rua com flores enormes adornando a cabeça, me dava vontade de tirar aquilo a tapa. Chapéu de cowboy by Balada Bruta e Sertanejo Universitário, idem. Curtam moda, interesse-se por moda, mas antes de tudo, crie a sua, seja você mesma. Não é a roupa que você usa que identificará sua personalidade.

Agora, outros cuidados que as mulheres devem ter: Pêlos nas axilas, o que pode ser mais desagradável? Eu conto: Com muita sorte, ainda não passei por isso, mas, existem as que intitulamos de PT´s. Nenhuma relação com partidos políticos, a sigla se refere a pêlo na “teta”. Amigos já me confidenciaram, que na hora das “carícias mamíferas” um “pelinho incomodativo” surgia entre a língua e os dentes. Algo pode ser mais broxante que isso? Talvez, as pernas e outras regiões tão peludas quanto à dos homens, só que pêlo na “teta”, não dá não querida!

Se tratando das atitudes, os problemas são piores, afinal, são mais difíceis de serem resolvidos, e algumas vezes, necessitam de auxílio profissional. Por exemplo, se seu homem sai para a festa do Clube do Bolinha, que é realizada uma vez ao mês, jamais ligue para ele, exceto em casos urgentes. Mas, é claro, se você tiver o mesmo direito de ir ao Clube da Luluzinha. Por exemplo, eu repudio Ivete Sangalo, se minha futura esposa quiser ir ao show dela, influenciada por amigas, que vá, é óbvio que eu não vou junto. Por essas ações, talvez, eu serei um grande corno no futuro, mas quem me perder, sentirá falta.

A mulher da minha vida. Ela pode ser tatuada, muito tatuada, pois estrelinhas no pé e no pescoço são “enfeitinhos” pra usar com aquela sandália incrível que ela viu na loja. Vale lembrar que tatuagem também não define caráter e nem personalidade. Pode ser fumante (adoro beijos com gosto de cigarro), ou ao menos, não me mande fumar na sacada do apartamento, só de cueca, de madrugada, num frio do cacete depois de um sexo incrível. Que ela não reclame que eu estou bebendo demais, mesmo porque, não preciso encher a cara igual um selvagem, se estou com uma menina incrível do meu lado. E se ela beber demais, pode ficar tranqüila, cuidarei bem dela. O último, e essencial, é que ela ouça boa música. Não digo que ela siga minhas preferências musicais. Mas como diria Nelsom Motta, o som trazido pela corja sertaneja no início dos anos 90, acabou de vez, com a música brasileira. Então, Vitor e Léo pra mim não dá.

Posso parecer um pouco intransigente, maçante, ou até mesmo um velho ranzinza. Mas este sou eu, assim que penso, e desta maneira que me considero um homem feliz. Portanto, danem-se as incomodadas e tentem melhorar. Quem sabe um dia vocês chegam lá. Ou, se nada der certo, façam um filho com um playboyzinho rico e vivam da pensão, pois vocês jamais seriam hippies.

06 fevereiro 2009

Sexta é dia dos Amigos do Blog!

Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Senão, não presta. Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não! Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais) acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.

Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo pra beber a mistura patética de vodka com 'clight' que trouxe de casa.. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca!

Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga... Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional. Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a serem bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.. e, quem gosta de homem bonito e sarado, é viado.

Danusa Leão

* Esse texto é uma indicação da nossa amiga Priscila Stein. Ele foi escolhida entre os vários e-mails dos amigos do blog que escreveram suas crônicas e pediram incansavelmente para que publicássemos. Ok, não foram vários, só alguns. Tá certo, eu confesso, foi só a Pri mesmo e ela deve ter ficado com pena e encaminhado o e-mail pra gente não ficar tão triste. Bom, já é um começo.

05 fevereiro 2009

Minha crença no jornalismo faliu


Foi com essa frase que Mino Carta despediu-se do seu blog (www.blogdomino.com.br) e disse que por ora ficaria, também, calado em Carta Capital.

Mais uma vez, pessoas inteligentes e boas são afastadas por não conseguirem mais conviver com atitudes e ações deste Brasil.

Lendo o último post intitulado de Despedida (04/02 às 12:49), fiquei surpresa ao perceber que não conheço nada do meu Brasil, da história dele, aliás a verdadeira história. Já sabia, no entanto, que a política é muito mais forte que um partido, é uma doença contagiosa.

O Brasil perde um jornalista sensato, uma voz que não se calava, e uma opinião de um crítico que acompanhava de perto a história política de um país. Detalhe, Mino chegou a elogiar por muitas vezes o governo de Lula, por ser amigo pessoal e estimar sua conduta, hoje essa já não é sua percepção. E, por isso, resolve se despedir e declara “minha crença no jornalismo faliu”.

Pelo menos pra mim, uma aspirante ainda nessa profissão, longe dos palcos da política, mas tão perto porque sou cidadã, percebo que isso já está indo longe demais, aliás já se perdeu de vista.

Quarto poder = partidos políticos! Jornalismo já era... acabam abocanhados por uns poucos comandantes desse Brasil, um Brasil de muitos.

PS: Vi o post de despedida no blog do Mino e não me contive, precisava dividir com vocês!

Mimo Wldner
Lembro que muitas vezes já escrevi coisas como essa de hoje, mas não me contenho e gosto de falar disso...
... O de quanto é importante na vida de uma pessoa um programa legal, sim aqueles que você está acompanhado de algumas pessoas, mas dentre elas, apesar de todas serem muito legais, ter apenas uma amiga. E detalhe, isso não fazer muita diferença, porque o local onde você está é que faz!

Aquele lugar aonde você iria até mesmo sozinha, só pra sentar naquela mesa de banquinho alto, olhar o ambiente agradável, com pessoas de faces gentis e tomar uma gelada contemplando uma banda que tinha aparência EMO, mas um gosto musical bem desenvolvido. Sons que há muito não escutava e que fizeram muito bem aos meus ouvidos, que me fizeram, por fim, chegar mais perto da banda e ficar de pé dançandinho com uma gelada na mão. AdOoorOoo!

Mas, não posso apenas citar o lugar, porque a companhia neste dia também fez diferença, aliás vem fazendo ao longo de toda uma vida. Sabe aquela amiga de criança? É ela... aquela que quando tinha um ano tentou me sufocar com uma almofada, que se afastou e se aproximou durante os primeiros anos do colégio, que me apresentou amigos de todos os tipos e de vários lugares, que perdoou de uma maneira incrível, que me faz sentir ser uma pessoa especial, que acorda de manhã com a corda toda e quer que todo mundo entre no ritmo dela em menos de um minuto, sim ela também não gosta de perder o dia dormindo, é, embora seja isso tudo, ela me faz bem.

Essa crônica não era pra seguir esse rumo, mas me empolguei e está aí, quase uma declaração para minha amiga de 24!

Mimo Wildner

04 fevereiro 2009

Por que tanta pose?


Ontem encontrei com uma prima minha que não via há algum tempo e achei muito interessante uma questão que ela levantou. Por que tanta pose? Ela se referia ao jeito das pessoas. Aquelas que dizem ter o tal “status” que ta mais batido e fora de uso que calça boca de sino. Fiquei refletindo sobre a interrogação irônica dela... seguida da seguinte frase um pouco grotesca: O bicho que como o c*..deles, também como o meu! Referindo-se ao fim de todos nós...quando os vermes não escolherão que carne irão comer (que nojento...). Enfim, todos se tornam iguais em baixo de sete palmos de terra.
Isso me rendeu muitos pensamentos...e viajei por situações que vivi durante minha vida... como repórter, já entrevistei muitas pessoas arrogantes, que se achavam as melhores “bolachas do pacote”... artistas riquinhos e metidos, políticos barrigudos e com mal hálito, e empresários que depois de enriquecerem, ficaram com o “rei na barriga”. E volto a fazer a pergunta da minha prima doida. Por que tanta pose?
As coisas mais importantes da vida não estão ligadas nem ao dinheiro, nem ao poder e existe inclusive uma frase que diz: Quer conhecer uma pessoa de verdade...dê para ela DINHEIRO e PODER! Frase inteligentíssima por sinal...e é assim mesmo que acontece na vida... pessoas mudam seu comportamento quando conquistam certas coisas. Comprei um carro do ano, agora vou fazer “bossa” pra cima do meu amigo fudido que tem uma brasília 77... isso é ridículo... afinal, não importa o ano, a marca nem o modelo da bagaça...se for pra chegar ao destino, os dois vão chegar da mesma forma. Outros ainda, como alguns empresários que conheço, eram uns c* cagados e por competência deles quem sabe, mas muito mais pela dos funcionários, acabaram se dando bem na vida e usam (agora) da arrogância para “dirigir suas vidas”. Por que tanta pose...se em caixão não tem gaveta?... se existem doenças que nem o dinheiro pode curar...? e etc..
Que este texto sirva de reflexão para nossas ações...e que a pergunta irônica da minha prima seja uma lição para que consigamos “enxergar” que estender a mão vale mais do que dar um tapa, e que perdoar, se compadecer e amar, ainda são as coisas mais bonitas e simples da vida! E a campanha contra “os nariz em pé” começa hoje!

Beijos

03 fevereiro 2009

Enrique, you were my number one.


Que o ser humano é feito de esquisitices, isso todo mundo sabe. Tenho amigas que gostam de Victor e Leo, de filmes com pouco sangue, de cebola e outras características difíceis de entender. No meu acervo de amizades tenho até aquela amiga que no auge dos seus vinte e tantos anos, achava que o certo era “calicatura”, e não “caricatura”. Eu também tenho meus podres bem fedidos a declarar. Dá vergonha só de escrever.

Assisto ao clipe “Vivo por Ella”, de Andrea Bocelli e Sandy, duas vezes consecutivas e sinto os pêlos do meu braço se arrepiarem. E, pior, canto junto.

Assisti ao filme “Mensagem para você”, com Tom Hanks e Meg Ryan, três vezes em um mês. E chorei na parte em que ela diz pra ele, que ele é “apenas um homem de terno”, entre outras coisas duras de se ouvir. Dá vontade de levar o Tom pra casa, conversar com ele e dizer que está tudo bem.

O que torna a situação mais amena pra mim é ter um amigo que chora com o Tom, em “O Terminal”. Olha o absurdo! Tá, gente, vamos entrar no consenso de que, por favor!, ninguém chora nesse filme.

Eu já tive um ídolo em minha vida, ou seja, já estive na condição de fã. Mas foi só uma vez, juro! E, se ajuda, eu tinha meus 10, 11, 12 e 13 anos. Totalmente compreensível, afinal, é aquela tenra idade em que nos apaixonamos pela primeira vez. Hoje em dia, o máximo que posso fazer é admirar uma pessoa, porque chegar a ídolo já é demais. Tudo bem que eu achava a verruga dele na cara um charme adicional, mas o pior é que eu nem gostava dele pela beleza, mas sim, pelo repertório musical. Tinha todos os CDs. Tá, eu sei que estou enrolando só pra não dizer que o meu ex-ídolo era o Enrique Iglesias. Depois disso, nunca mais.

Acho que depois dessas três revelações bombásticas, paro por aqui. E não me julguem, se for possível. Aliás, parem com essa hipocrisia de insistir que vocês são totalmente cool! Todo mundo tem algo vergonhoso, ou um passado negro que se possa confessar e entrar para a clientela da Associação dos Bregas de Plantão (ABP).


Mimi Kiddo.

02 fevereiro 2009

Nem tão longe que eu não possa ver...

Eu não me lembro exatamente do dia e da hora. Mas eu me lembro dela. Lembro-me como se fosse hoje, a intensidade com que conversamos naquele primeiro dia. Recordo-me da situação, de como uma pessoa me levou a ela e de como nossas idéias, sonhos e fantasias eram parecidos.

Penso nas vezes em que planejamos nos conhecer, nos dias em que chorei por não poder ir tão longe e por muitas vezes não tê-la aqui comigo quando precisava desabafar. Tento esquecer as poucas vezes em que brigamos. Das palavras duras que dissemos. Da saudade dolorida de quem não conheço.

Estranho como a compreendo de uma forma tão intensa sem nunca ao menos tê-la conhecido realmente. É engraçado como me divirto ouvindo as lamúrias, as choradeiras, as sucessivas desilusões amorosas, mesmo quando isso tudo não é engraçado. E como ela me ouve, como ninguém me ouve. Como ela me entende, como ninguém me entende. Como eu sinto a falta dela, como sinto de poucos nesse mundo.

É assustador como a espero, repetidamente, toda manhã recepcionar-me com um Bom dia em francês. E como o seu atraso me faz pensar em coisas das quais eu não quero pensar. É excepcional sua inocência. É polido seu português. São divertidas suas falas regionalistas. É minha irmã de coração. Minha alma gêmea. Nós vamos casar e morar pertinho uma da outra, criar nossos filhos juntas e aproveitar o tempo em vivemos separadas.

É estranho como tudo acontece tão natural e aparentemente sem razão alguma, mas nos traz uma enorme felicidade e o preenchimento de um vazio desconhecido. Mesmo com tantas diversidades, com tantos caminhos, oportunidades, opiniões e sentimentos diferentes temos a certeza de que nos damos tão bem como pessoas que moram uma ao lado da outra.

Às vezes eu sinto falta. Às vezes eu acho que tudo deveria ser assim mesmo. Existem milhões de dúvidas e anseios, mas de uma coisa há certeza. Que existe amor! E isso tudo eu escrevi para uma pessoa que está bem longe, lá no Ceará, mas que é minha amiga como se estivesse aqui agora, do meu lado.

Mi Poulain