Não tenho conhecimento suficiente para falar sobre sua origem, confirmar seu talento jornalístico. Mas pelo o que se lê e o que se ouve, pode-se constatar que Geneton Moraes Neto já fez história. E vem fazendo há décadas. Uma coisa é certa: o cara é bom! Há uns dois anos fui presenteada com o livro Dossiê Drummond, no qual li avidamente. Impossível não amar um poeta da grandeza humana que era Carlos Drummond de Andrade.
Em seu blog, Geneton discorre sobre assuntos interessantes, falando de anônimos e famosos. A última, lida hoje, traz uma indagação feita por ele:

“Dúvidas inúteis de um leigo absoluto em matéria de moda: por que é que uma modelo como Gisele Bündchen se move na passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda?”
Para quem não ainda leu no blog do jornalista, segue uns trechos:
“Mas aí uma dúvida devastadora invade a alma dos leigos: em nome das vítimas do tsunami, alguém poderia explicar o que é que faz uma supermodelo multimilionária se mover numa passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda? É verdade que ganha cachês de milhares de dólares para balançar o esqueleto como se fosse uma marionete descontrolada?
Jamais vi desfiles de moda. Faço, desde já, um juramento: pretendo morrer sem ver. Não me fazem a menor falta.
Ainda assim, cultivo esta dúvida: alguém pode me dizer em português claro o que é que faz uma supermodelo tão bonita quanto Gisele Bündchen andar com um pé na frente do outro, como se estivesse querendo provar ao guarda de trânsito que não bebeu?”
Há um post mais abaixo que fala do grande jornalista Joel Silveira. Já li alguns de seus livros, e o que me apraz é o jornalismo literário que o camarada escreveu. Tinha um humor saudoso, nostálgico, que não encontramos mais muito por aí. Uma pena. Devido ao humor ácido, irônico, foi apelidado de “víbora”, por Assis Chateaubriand.
Segue também uns trechos interessantes... palavras ditas por Joel Silveira. Sobre Fernando Henrique Cardoso, ele disse:
“É o tipo do presidente que sabe falar, mas não sabe dizer. Fala, mas não diz. Nunca vi falar tanto, sobre qualquer assunto. Aparece mais na TV do que anúncio de Coca-Cola. Tenho a impressão de que todo dia, ao acordar, logo de manhã, Fernando Henrique se vira para um assessor e pergunta: - Por favor, qual é o mote de hoje? O assessor diz, por exemplo, ‘indústria siderúrgica’. E aí ele se dana a falar sobre indústria siderúrgica o dia todo. Um dia depois, muda de mote. Assim por diante, até o fim dos tempos”.
Ele disse também que “O cúmulo do ridículo, beirando o grotesco, é um marmanjo, gordo e barrigudo, tocando cavaquinho...”
Joel Silveira também indaga: “Pode existir coisa mais idiota do que um alpinista? Por que é que eles não pegam um avião, meu Deus do céu? Por que não vão de helicóptero? Pra que subir naquelas montanhas, se eles poderiam ver tudo da janela de um avião, no maior conforto?”
No decorrer da entrevista, muitos dizeres interessantes são lançados pelo jornalista. Como, por exemplo, quando Geneton pergunta quem o Joel não levaria, sob hipótese alguma para uma ilha deserta, se fosse condenado a passar o resto da vida isolado do mundo. Ele responde:
“Eu não levaria João Gilberto de forma nenhuma, com aquele violãozinho, uma coisa horrorosa. Aliás, o melhor talvez fosse deixá-lo numa ilha deserta, sem violão! Assim, eu poderia ir embora. Não entendo o fenômeno João Gilberto: é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria, porque, como sou repórter, gosto de saber das coisas. Mas confesso que não consigo”.
Joel também narra o único diálogo que teve com a lenda Nelson Rodrigues. Resumi:
“Em nunca disse que não gostava de Nelson Rodrigues. Apenas convivi pouco com ele. Uma vez eu estava escrevendo alguma coisa – escrevo depressa na máquina, porque no fundo sou mesmo é um bom datilógrafo. De repente, Nelson Rodrigues caminha em minha direção, fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: ‘Patético!’. Em seguida, foi embora em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nelson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever. Depois eu disse, simplesmente: ‘Dramático!’. Fui embora”.
Para quem ficou curioso, para quem gosta de blogs, para quem gosta de Joel Silveira, e para quem não gosta mas ficou interessado, ou para quem não tiver nada pra fazer, é só acessar http://colunas.g1.com.br/geneton/ .
Mimi Kiddo.
Em seu blog, Geneton discorre sobre assuntos interessantes, falando de anônimos e famosos. A última, lida hoje, traz uma indagação feita por ele:

“Dúvidas inúteis de um leigo absoluto em matéria de moda: por que é que uma modelo como Gisele Bündchen se move na passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda?”
Para quem não ainda leu no blog do jornalista, segue uns trechos:
“Mas aí uma dúvida devastadora invade a alma dos leigos: em nome das vítimas do tsunami, alguém poderia explicar o que é que faz uma supermodelo multimilionária se mover numa passarela como se fosse um boneco do carnaval de Olinda? É verdade que ganha cachês de milhares de dólares para balançar o esqueleto como se fosse uma marionete descontrolada?
Jamais vi desfiles de moda. Faço, desde já, um juramento: pretendo morrer sem ver. Não me fazem a menor falta.
Ainda assim, cultivo esta dúvida: alguém pode me dizer em português claro o que é que faz uma supermodelo tão bonita quanto Gisele Bündchen andar com um pé na frente do outro, como se estivesse querendo provar ao guarda de trânsito que não bebeu?”
Há um post mais abaixo que fala do grande jornalista Joel Silveira. Já li alguns de seus livros, e o que me apraz é o jornalismo literário que o camarada escreveu. Tinha um humor saudoso, nostálgico, que não encontramos mais muito por aí. Uma pena. Devido ao humor ácido, irônico, foi apelidado de “víbora”, por Assis Chateaubriand.
Segue também uns trechos interessantes... palavras ditas por Joel Silveira. Sobre Fernando Henrique Cardoso, ele disse:
“É o tipo do presidente que sabe falar, mas não sabe dizer. Fala, mas não diz. Nunca vi falar tanto, sobre qualquer assunto. Aparece mais na TV do que anúncio de Coca-Cola. Tenho a impressão de que todo dia, ao acordar, logo de manhã, Fernando Henrique se vira para um assessor e pergunta: - Por favor, qual é o mote de hoje? O assessor diz, por exemplo, ‘indústria siderúrgica’. E aí ele se dana a falar sobre indústria siderúrgica o dia todo. Um dia depois, muda de mote. Assim por diante, até o fim dos tempos”.
Ele disse também que “O cúmulo do ridículo, beirando o grotesco, é um marmanjo, gordo e barrigudo, tocando cavaquinho...”
Joel Silveira também indaga: “Pode existir coisa mais idiota do que um alpinista? Por que é que eles não pegam um avião, meu Deus do céu? Por que não vão de helicóptero? Pra que subir naquelas montanhas, se eles poderiam ver tudo da janela de um avião, no maior conforto?”

No decorrer da entrevista, muitos dizeres interessantes são lançados pelo jornalista. Como, por exemplo, quando Geneton pergunta quem o Joel não levaria, sob hipótese alguma para uma ilha deserta, se fosse condenado a passar o resto da vida isolado do mundo. Ele responde:
“Eu não levaria João Gilberto de forma nenhuma, com aquele violãozinho, uma coisa horrorosa. Aliás, o melhor talvez fosse deixá-lo numa ilha deserta, sem violão! Assim, eu poderia ir embora. Não entendo o fenômeno João Gilberto: é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria, porque, como sou repórter, gosto de saber das coisas. Mas confesso que não consigo”.
Joel também narra o único diálogo que teve com a lenda Nelson Rodrigues. Resumi:
“Em nunca disse que não gostava de Nelson Rodrigues. Apenas convivi pouco com ele. Uma vez eu estava escrevendo alguma coisa – escrevo depressa na máquina, porque no fundo sou mesmo é um bom datilógrafo. De repente, Nelson Rodrigues caminha em minha direção, fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: ‘Patético!’. Em seguida, foi embora em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nelson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever. Depois eu disse, simplesmente: ‘Dramático!’. Fui embora”.
Para quem ficou curioso, para quem gosta de blogs, para quem gosta de Joel Silveira, e para quem não gosta mas ficou interessado, ou para quem não tiver nada pra fazer, é só acessar http://colunas.g1.com.br/geneton/ .
Mimi Kiddo.

2 comentários:
Gostei do texto, mas não gostei do cara.
Meio babaca!!
Parece o Alejandre kakakakaka
Se ele não entende de moda, então que não venha falar da MAIOR top model do mundo né?!
Mas tbm não me interesso por isso.
E que cada um toque o instrumento que quiser... seja gordo, magro, careca, cabeludo... O que seria do mundo se ninguém gostasse de um desses: http://listverse.com/2007/09/11/top-10-bizarre-musical-instruments/
Adorei o texto também, e será que o FHC faz isso mesmo? Mas que ele fala a beça aaah fala. Tive o prazer te participar de uma palestra dele e, incrivel, com seus 78 anos o cara falou sobre vaaarios itens de uma forma simples mas com assuntos complexos.
mas digo-lhes que adorei o velhinho!!
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